CAU/BR realiza oficina em São Paulo para atuação do escritório no exterior

(notícia do CAU/BR)

No próximo dia 11 de agosto, em São Paulo, arquitetos e urbanistas interessados em expandir suas atividades para outros países podem participar da Oficina de Capacitação de Escritórios para o Mercado Exterior, oferecida pelo CAU/BR com apoio do CAU/SP.

Serão 100 vagas disponíveis para cada oficina, 70 delas destinadas aos profissionais do Estado e outras 30 aos demais interessados.

O panorama dos países vizinhos, a legislação, a regulamentação da profissão nos países fronteiriços, o Siscoserv (o sistema oficial para registro de operações com o exterior na área de serviços), a NBS (Nomenclatura brasileira de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio) e outros temas da área vão ser abordadas nesta oficina, com carga horária de 8 horas.

Os objetivos da oficina são os seguintes: Continue lendo “CAU/BR realiza oficina em São Paulo para atuação do escritório no exterior”

América hispânica como espelho

Estou percebendo que conhecer nossos vizinhos é um ótimo exercício de auto-conhecimento. Nos ensina sobre nossas virtudes e pecados.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi nossa violência. Nem Bogotá é tão violenta quanto o Rio de Janeiro. E a crescente onda de violência que acompanha pari passu a decadência econômica da Argentina ainda não os levou a nossos níveis de amedrontamento urbano. Incrível como é possível viver com paz nas cidades, mesmo as mais pobres. E é nítido que o crime não tem, necessariamente, correlação com desempenho econômico ou pobreza. Chegando em Lima, ouvi: “Brasileiro? Não se preocupe, a área central daqui é segura, pode andar com câmera, celular e relógio sem se preocupar.” E é mesmo. Quando chego a Cusco, descubro que é mais segura que Lima. Em Montevideo, o comentário: “aqui também está ficando perigoso, estamos tendo que trancar a porta quando saímos de casa”. Não sei se dá pena ou inveja. Por que temos que conviver com essa guerra civil todo dia?

Por outro lado, o problema não é exclusividade nossa. A moça de El Salvador na trilha de Intipunku, Machu Picchu comenta: “Estava com receio de subir sozinha, de ser muito ermo. Ainda bem que havia mais gente no caminho.” Pensamento brasileiro. Duas mulheres no aeroporto comentando sobre a violência urbana da Guatemala: “temos que aprender a conviver com isso, qualquer lugar é perigoso”. Quem nunca ouviu isso em São Paulo? Uma amiga me relatou um assalto violento em Buenos Aires que sofreu com o namorado. E o argentino que pensava que era inglês, onde foi parar? Continue lendo “América hispânica como espelho”

Mendoza para arquitetos

Mendoza é um oásis no deserto, um paraíso verde de área urbanizada incrivelmente grande e com um mais incrível ainda parque urbano densamente arborizado, contra todas as probabilidades naturais da aridez local. Uma linda cidade construída com o esforço humano da irrigação constante por valetas profundas ramificadas por toda a cidade, seja junto ao meio fio, seja por ramificações internas a praças e parques (que não são poucos).

Mendoza

A cidade surgiu para a extração de petróleo e gás ao pé dos Andes, e a Igreja foi junto. Os primeiros padres (que em geral possuíam origens italianas) produziram seu próprio vinho para a missa, e logo perceberam que as condições locais favoreciam sua produção. Alguns franceses levaram, posteriormente, algumas espécies de videiras para testar a incipiente produção mendocina, inclusive uma que por ter um mau sabor na boca era conhecida na França por Malbec. A espécie se adaptou muito bem a Mendoza e é a origem dos melhores vinhos locais. Hoje são mais de 1.800 vinícolas produzindo vinhos premium para todo o mundo, o que deu a Mendoza a categoria de uma das nove grande capitais mundiais do vinho (as outras oito são San Francisco – Napa Valley, Porto, Mainz – Rheinhessen, Florença, Christchurch – South Island, Cidade do Cabo, Bordeaux e Bilbao – Rioja). A cidade de Mendoza tem pouco menos de 115.000 habitantes, mas está conurbada com outras, totalizando mais de 840.000 habitantes na mancha urbana.

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