Sobre cuidado 

Tabitha King era uma funcionária do Dunkin’ Donuts que, apesar de jovem, já tinha dois filhos. Ela e o marido mal tinham o suficiente para pagar 90 dólares de aluguel num precário apartamento e passavam por situações extremas, como não ter dinheiro para comprar remédio para a filha.

Certo dia, recolhendo o lixo, tirou as cinzas de cigarro de folhas amassadas, abriu, e viu o início de um romance batido a máquina. Depois de ler, perguntou ao marido por que tinha jogado fora. Ele não via futuro no texto, achava que ficaria longo demais para vender para as revistas de sempre. Além disso, tratava do universo feminino, que ele dizia não conhecer. Ela insistiu que ele continuasse, e se propôs a ajudar no que pudesse. E ele continuou, mais por sua esposa que por acreditar no projeto, em que trabalhava nas escassas horas vagas.

O nome dele é Stephen King, e o livro, Carrie, a estranha, teve os direitos de publicação em brochura vendidos por 400 mil dólares.

Ninguém é escritor por acaso. É um trabalho solitário, e uma pessoa ao lado, apoiando, faz toda a diferença. Esta é uma homenagem a elas, em especial a minha esposa. Obrigado.

A redução do compulsório e o mercado imobiliário

Todo Banco Central que se preze limita a alavancagem bancária (volume de recursos de terceiros em relação aos recursos próprios). A limitação é feita com diversos instrumentos que servem também à política monetária, porque os bancos são multiplicadores de moeda na economia. Um desses instrumentos é aplicado ao seu rico dinheirinho que sobrou na poupança (e não me diga que você não está aproveitando os belos retornos de LCI e Tesouro com risco inferior ao da poupança…).

Funciona assim: o governo exige que uma parte dos depósitos em poupança fique bloqueado na conta movimento do banco no Bacen. O resto, o banco pode emprestar e ganhar o seu lucro na diferença, o spread. Esse bloqueio é chamado depósito compulsório, e reduz a multiplicação da moeda pelo sistema bancário. O que sobra, pode ser Continuar lendo A redução do compulsório e o mercado imobiliário

Edifício Altino Arantes, São Paulo – SP

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A arquitetura como fortalecimento de marca: Edifício Altino Arantes, no centro de São Paulo, SP. Mas você o conhece por outro nome, certo?

Por que os projetos do Minha Casa Minha Vida são tão ruins?

O programa habitacional do governo federal não analisa a qualidade dos projetos, apenas outros aspectos burocráticos. Portanto, um projeto ruim, se atender a uma série de entrega de documentos, é aceito. Além disso, a baixa qualidade de projeto é institucionalizada: vários documentos e páginas oficiais na internet mostram conjuntos sem qualquer preocupação quanto à extrema repetitividade de edifícios genéricos, como que Continuar lendo Por que os projetos do Minha Casa Minha Vida são tão ruins?

Onde obter recursos para sua empresa (sem apelar para o banco)

Do mais simples para o mais complexo:

1. Família (family money): quando pais, irmãos, amigos, filhos, avós, etc investem na sua empresa. Os recursos costumam ser baixos e acabar logo.

2. Anjos (angel capital): são pessoas físicas ou pequenos grupos de pessoas com experiência em finanças que se interessam em investir em projetos nascentes. Os valores podem chegar a R$ 1 milhão.

3. Fundos semente (seed): fundos públicos ou privados que investem em novos empreendimentos. A análise do plano de negócios passa a ser um pouco mais rigorosa neste nível, boas oportunidades para quem tem bons projetos. Ajudam a preparar a empresa para crescer. Podem chegar a R$ 5 milhões. Continuar lendo Onde obter recursos para sua empresa (sem apelar para o banco)