VBA™ para Excel™ 9: Busca, passagem, booleana – uma solução mais inteligente

(ver o anterior)

Continuaremos agora com a forma mais inteligente de resolver o problema da busca, conforme prometido. Para isso, utilizaremos as tais variáveis booleanas. Não se assuste com o nome, trata-se de uma variável simples que aceita apenas dois valores: verdadeiro (true) ou falso (false).

Vamos utilizar o problema anterior, alterando apenas o indicador para uma variável que chamaremos “Achou”. Enquanto a busca não encontrar nada ela será falsa (não achou). A partir do momento que encontrar, será verdadeira. Continuar lendo VBA™ para Excel™ 9: Busca, passagem, booleana – uma solução mais inteligente

VBA™ para Excel™ 8: Busca e indicadores de passagem, variável booleana

(Ver o anterior)

Veremos a partir deste momento ferramentas muito úteis que já utilizei muito (e que me pouparam muito tempo). Talvez você não tenha visualizado a utilidade do VBA até aqui porque tudo o que fizemos até então poderia ser feito com funções simples do Excel. Prometo que isso vai mudar.

Calcula-se que mais de 80% do tempo de processamento de qualquer computador é utilizado apenas para buscas e ordenações. Busca é a atividade de localizar algo em uma lista, e ordenação, colocar este algo numa ordem desejada. Portanto, a construção racional dessas duas instruções otimizam a utilização do processador.

Apresentaremos primeiro uma forma mais intuitiva e menos inteligente para esta Sub, e depois como fazê-la racionalmente. Assim você perceberá melhor as sutilezas de como otimizar a programação em VBA.

Captura de tela 2013-11-16 às 22.31.34

Continuar lendo VBA™ para Excel™ 8: Busca e indicadores de passagem, variável booleana

Finanças para arquitetos: estrutura financeira de uma empresa

A estrutura financeira de qualquer empresa segue uma lógica de partidas dobradas divulgada em Veneza, no ano de 1494, pelo monge Luca Pacioli (1445–1517) em sua obra Summa de Arithmetica, Geometria proportioni et proportionalità. O método é tão racional e coerente que é usado até os dias atuais por corporações do mundo todo. Mas Pacioli não foi o primeiro. Quando publicou essa obra, a humanidade já havia desenvolvido padrões eficazes de controle contábil e financeiro, com conceitos e usos consolidados.  Os egípcios já tinham um sistema bem desenvolvido por volta de 2000 a. C. A inovação trazida por Luca Pacioli foi a chamada partida dobrada, em que qualquer evento que altere uma conta qualquer tem efeito inverso em outra conta. A lógica é simples, consiste em individualizar contas para as origens e alocações de recursos financeiros na empresa, e sempre que qualquer evento altera uma delas, há um comportamento oposto em outra, refletindo o equilíbrio financeiro natural da organização como um todo.

Muitos conceitos contábeis são amplamente aceitos e internacionalmente padronizados com o objetivo de dar mesmo entendimento aos pronunciamentos contábeis em diversas partes do mundo, inseridos em culturas regionais diversas. O primeiro conceito fundamental a ser assimilado é a coexistência de dois pontos de vista simultâneos: de um lado há uma caracterização de como a empresa é financiada, de onde vêm os recursos, se são de terceiros (passivos), ou colocados pelos próprios sócios (patrimônio líquido). De outro lado, os investimentos, ou seja, como estes recursos se materializam e se transformam em caixa, depósitos à vista, recebíveis diversos, máquinas, equipamentos, investimentos financeiros, recursos produtivos, estoques, projetos de longo prazo em andamento, e assim por diante (ativos). O balanço patrimonial apresenta isso em seus pronunciamentos contábeis, aquela sopa de numerinhos pequenos que empresas de capital aberto publicam em jornais de grande circulação a cada três meses e nós, simples mortais, usamos apenas para forrar a gaiola do passarinho ou embrulhar vidro quebrado para nosso amigo lixeiro não machucar a mão. Continuar lendo Finanças para arquitetos: estrutura financeira de uma empresa