Estudo de viabilidade de empreendimentos imobiliários

Capa do livro

Este livro é um guia prático em linguagem direta para o estudo de viabilidade econômico-financeira de empreendimentos imobiliários. Fornece desde o básico de análise de fluxos de caixa, passando pelos conceitos de matemática financeira até ferramentas de apoio a decisões complexas, sempre tendo em foco o mercado imobiliário. Ao longo de todo o livro, as etapas são mostradas passo a passo, de forma que conceitos como a análise de sensibilidade e o cálculo de taxas de risco e remuneração do capital em empresas alavancadas possam ser construídas em planilhas eletrônicas. Mostramos também como utilizar dados da inteligência de marketing da empresa para a obtenção de excelência em resultados operacionais através da seleção precisa da Taxa Mínima de Atratividade para o projeto. Ao longo do livro é apresentado um exemplo para o acompanhamento dos conceitos e a construção de um modelo personalizado de análise.

O investimento imobiliário oferece boas possibilidades de ganhos, mesmo em momentos de crise econômica. Isso acontece por uma série de fatores, como o longo ciclo operacional, os altos investimentos iniciais e os riscos decorrentes. Além disso, a partir do período entre 1994 e 2004, maior segurança jurídica ao empreendedor, ampliação da oferta de crédito habitacional e maior estabilidade econômica e política ampliaram as possibilidades de ganhos com menores riscos. O mercado cresceu e amadureceu. Grandes incorporadoras brasileiras, cheias de projetos viáveis e bancos de terras (landbank) indiretamente ampliados pelo Estatuto da Cidade, abriram o capital para brigar por participação de mercado (market share). E, num mercado bastante pulverizado, sobrou ainda muito espaço para as pequenas e médias incorporadoras também, já que as estruturas centralizadas das líderes deste mercado não conseguem compreender nem captar oportunidades dadas pelas especificidades locais. Quem soube formatar adequadamente seu produto teve resultados muito interessantes, o valor de mercado dos imóveis aumentou junto com a viabilidade de crédito, enquanto a oferta demorou para se adequar a um novo patamar. Ao mesmo tempo, a estrutura de custos encareceu mais lentamente e os riscos conjunturais se reduziram.

Apesar do tempo que se passou desde então, e dos ajustes que foram feitos, as oportunidades ainda estão presentes. Mas o investidor precisa saber analisar bem o projeto, porque os riscos do longo prazo de maturação estão sempre rondando o mercado imobiliário. Muitos analistas em atividade acreditam que uma simples análise de fluxo de caixa com o ferramental básico de matemática financeira é suficiente, o que não é verdade.
Em minha experiência no mercado imobiliário e de crédito habitacional nunca encontrei um projeto bem formatado que não tenha deixado um sorriso no rosto do investidor ao final do processo.

Aproveite as oportunidades e boa leitura.

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Leia o texto completo no livro Estudo de viabilidade econômica de empreendimentos imobiliários.

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Bogotá para arquitetos

Bogotá costuma ser uma boa surpresa para os brasileiros em geral. Para arquitetos, a surpresa costuma ser maior ainda. O encantamento da Colômbia tem atraído um número cada vez maior de brasileiros, e boa parte vai para ficar. Os colombianos costumam ser muito amistosos e simpáticos com os brasileiros.

Bogotá

A história do povo colombiano é milenar, e com um invejável passado de povos pré-colombianos extremamente desenvolvidos. Conhecer um pouco desse passado é obrigatório (e emocionante) para quem vai a Bogotá. Hoje a cidade é aproximadamente 70% executada em tijolos de barro aparentes, o que lhe dá um charme especial por sua localização ao pé da montanha.

Edifício de Bogotá

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Mendoza para arquitetos

Mendoza é um oásis no deserto, um paraíso verde de área urbanizada incrivelmente grande e com um mais incrível ainda parque urbano densamente arborizado, contra todas as probabilidades naturais da aridez local. Uma linda cidade construída com o esforço humano da irrigação constante por valetas profundas ramificadas por toda a cidade, seja junto ao meio fio, seja por ramificações internas a praças e parques (que não são poucos).

Mendoza

A cidade surgiu para a extração de petróleo e gás ao pé dos Andes, e a Igreja foi junto. Os primeiros padres (que em geral possuíam origens italianas) produziram seu próprio vinho para a missa, e logo perceberam que as condições locais favoreciam sua produção. Alguns franceses levaram, posteriormente, algumas espécies de videiras para testar a incipiente produção mendocina, inclusive uma que por ter um mau sabor na boca era conhecida na França por Malbec. A espécie se adaptou muito bem a Mendoza e é a origem dos melhores vinhos locais. Hoje são mais de 1.800 vinícolas produzindo vinhos premium para todo o mundo, o que deu a Mendoza a categoria de uma das nove grande capitais mundiais do vinho (as outras oito são San Francisco – Napa Valley, Porto, Mainz – Rheinhessen, Florença, Christchurch – South Island, Cidade do Cabo, Bordeaux e Bilbao – Rioja). A cidade de Mendoza tem pouco menos de 115.000 habitantes, mas está conurbada com outras, totalizando mais de 840.000 habitantes na mancha urbana.

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