Custos e despesas do espaço construído

O tradicional pensamento patrimonialista tendia a traduzir o investimento em um ativo construído como aqueles desembolsos realizados em construções, reformas, no máximo em montagens e instalações. Raramente incluía custos de manutenção e operação (O&M) enquanto investimentos. Isso gerava evidentes descompassos entre expectativas e realidade da qualidade do ativo no longo prazo, normalmente evidenciando em seu aspecto visual essa lacuna de previsões.

Especialmente em ativos públicos, para os quais quaisquer desembolsos precisam ser planejados e reservados antecipadamente em lei, o que se vê são os recorrentes problemas de manutenção, operação deficiente, e o nebuloso entendimento de que a causa desses problemas seria a “falta de recursos”. Claro que faltarão recursos que não tiverem nem sido dimensionados na idealização do ativo construído. Continuar lendo Custos e despesas do espaço construído

Relações de valor no empreendimento [valuation]

Algumas relações entre variáveis são fundamentais para a avaliação de empresas e de empreendimentos. Hoje trago aqui uma base de relações iniciais de avaliação neste campo, comentando algumas dúvidas comuns.

A. Investimento líquido

Investimento líquido é o aumento no capital investido de um ano para o outro:

Inv.Líq. = Capital investido (ano t+1) – Capital investido (ano t)

B. Fluxo de caixa livre

Para efeitos de avaliação de empresas e empreendimentos, o fluxo de caixa livre (FCL) é calculado com base no lucro operacional após a dedução de tributos sobre a renda (NOPAT), da seguinte forma:

FCL = NOPAT – Investimento Líquido Continuar lendo Relações de valor no empreendimento [valuation]

Operação de “sale & leaseback” [valuation]

As operações de sale and leaseback (venda para posterior arrendamento) quase nunca criam valor para a empresa. Nesse tipo de operação, a empresa vende um ativo imobiliário de seu próprio uso, e que deseja continuar a usar, para um comprador que então o arrenda de volta (“leases back”) para a mesma empresa. A empresa então remove este ativo de seu balanço patrimonial e trata a operação, para fins contábeis, como uma simples venda. Eventualmente, também usa o resultado dessa venda para amortizar dívidas.

Aparentemente, esta empresa passa a ter um ativo menor e menos endividamento, já que as parcelas pagas são tratadas contabilmente como aluguéis, os quais substituem a depreciação futura do ativo e as despesas com juros. Aparentemente, o retrato dessa empresa se torna “mais saudável”, mesmo que as despesas com aluguéis sejam superiores à soma da depreciação com as despesas com juros, como acontece frequentemente nessas operações nos EUA. Continuar lendo Operação de “sale & leaseback” [valuation]