Banca-homenagem a Marina Kohler Harkot

A Comissão de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP divulga o agendamento de banca-homenagem a Marina Kohler Harkot, pesquisadora de mobilidade urbana que faleceu este ano.

Segue abaixo a mensagem original da instituição.

Nesta sexta-feira, 11 de dezembro, às 10h, faremos uma banca-homenagem à aluna de doutorado Marina Kohler Harkot na FAUUSP, que será transmitida ao vivo pelo Youtube do LabCidade FAUUSP. A banca será mediada pela sua orientadora, a Profa. Paula Freire Santoro, e composta pelxs professorxs:

1. Profa. Paula Soto Villagrán – Universidad Autónoma Metropolitana-Iztapalapa, Cidade do México, México.

2. Profa. Diana Helene Ramos – Profa. do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (FAU/UFAL).

3. Prof. Clévio Dheivas Nobre Rabelo – Professor Adjunto da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará.

4. Profa. Gabriela Leandro Pereira – Professora Adjunta da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia e Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFBA.

A banca terá também a presença da diretora da FAUUSP, Profa. Ana Lanna, e do prof. Eduardo Nobre, do Programa de Pós-Graduação da FAUUSP. As arguições tomarão como base um memorial organizado contando sua trajetória, opções de abordagem e metodologia e apresentando seu projeto de pesquisa.

CPG FAU

CCP-AU

Taxa de desconto e custo de capital para saneamento e energia: algumas notas

Setores que exigem grandes investimentos e longos prazos de maturação sempre conviverão com estes dois elementos constantes de elevação de riscos. E, aos olhos do investidor, mais riscos significam maior exigência de retornos – caso contrário, não haveria sentido em assumir os riscos do empreendimento. Assim sendo, para que haja investimento privado nesses setores, existem pelo menos duas condições básicas: um bom marco regulatório e uma taxa de retorno atraente. O segundo item, para cumprir a condição de atratividade, precisa, no mínimo, igualar o custo de capital total do empreendimento.

Existem vários métodos para esse cálculo, sendo o mais utilizado, em qualquer natureza de projeto contemporâneo, o WACC (Custo Médio Ponderado de Capital). Por este motivo, o WACC tem sido usado como referencial para investimentos em infraestrutura, pois procura retratar o investimento mínimo que viabiliza economicamente o projeto, indicando qual seria o custo de oportunidade do investidor, considerados os riscos específicos do negócio. Continuar lendo Taxa de desconto e custo de capital para saneamento e energia: algumas notas

Capacidade de condução de corrente elétrica em instalações residenciais

A capacidade de condução de corrente elétrica, em Ampères (A), para cabos de cobre unipolares com isolação em PVC (até 70 graus Celsius) é dada pela Norma Técnica ABNT NBR 5410:2004 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, e costuma ser reproduzido pelos fabricantes em seus materiais publicitários de divulgação de produtos.

Toda informação apresentada aqui não elimina a necessidade de leitura da Norma Técnica na íntegra, a qual pode sofrer alterações posteriores a esta publicação.

Apresentamos aqui o tipo de instalação mais comum em residências unifamiliares: condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto corrugado de seção circular embutido em alvenaria (método de referência B1), observada a ocupação máxima da seção do eletroduto conforme Norma Técnica.

Apresentaremos abaixo o par composto por seção nominal do condutor, em mm2, e a capacidade máxima de condução de corrente elétrica em Ampères (A). Apresentamos apenas os condutores mais comuns, lembrando que o condutor de 1,5mm2 só deve ser usado para circuitos de iluminação, independentemente da corrente elétrica dimensionada nos demais circuitos. Qualquer circuito com qualquer componente diferente de iluminação em residências unifamiliares deveria usar a seção mínima de 2,5mm2. Continuar lendo Capacidade de condução de corrente elétrica em instalações residenciais

Precificação em serviços de arquitetura e urbanismo: novo livro disponível

Olá, pessoal!

Já está disponível a nova publicação da série Gestão Arquitetônica, desta vez tratando do assunto Preços.

Decorrente de dois artigos científicos publicados recentemente por nós (assinei a autoria com os professores Dr. Gil Barros e Dra. Rosaria Ono, ambos da FAU-USP), o livro traz uma abordagem específica da precificação dos serviços prestados por arquitetos e urbanistas, traçando um paralelo que se faz urgente em relação ao que diz a literatura mais recente sobre o assunto, nas disciplinas de Empreendedorismo e Administração das Organizações. Continuar lendo Precificação em serviços de arquitetura e urbanismo: novo livro disponível

Origens das parcerias público-privadas em projetos de reurbanização

Assim como em inúmeros outros setores, as parcerias entre governos e iniciativa privada para a revitalização urbana também surgiu num momento de escassez. A desindustrialização, internacionalização corporativa e suas consequentes recessão econômica e degradação urbana das décadas de 1970 e 1980 redirecionaram o planejamento urbano para novas possibilidades de financiamento de grandes projetos. Todo o consenso keynesiano e política estatal de bem-estar social (welfare state) estavam sendo colocados em xeque. O próprio planejamento foi atacado pela direita radical, sob alegação de desvirtuar e inibir as forças de mercado. Em 1972, Peter Walker, então Secretário de Estado para o Meio Ambiente britânico, contratou três das mais antigas consultorias de seu país para investigar a fundo os problemas urbanos de três áreas críticas, e as conclusões, publicadas em 1977, apontavam que a privação não era mais limitada a a famílias abaixo da linha de pobreza: a falência havia alcançado a economia urbana inteira.

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