O que é design continuado

Design organizacional

Seria ótimo se o design (projeto) da empresa definisse um modelo correto e duradouro – e muitos gestores acreditam estar fazendo isso exatamente agora. Mas as organizações são sistemas dinâmicos, com seus próprios ciclos de vida. O máximo que o desenho da estrutura (ou da estratégia) consegue é uma solução que pode ou não ser ideal, mas que tende a ser o melhor possível para o momento.

Isso não significa necessariamente que a empresa esteja sob ameaça. Como ocorre na natureza, ameaças costumam advir de fatores externos, tais como mudanças no ambiente ou na forma de predadores, e podem ser cataclísmicas ou sutis. Por consequência, a literatura contemporânea sobre o design organizacional é uníssona: “desenhe a empresa sabendo que o desenho não vai durar”. Não é uma frase derrotista, é uma recomendação realista. Continuar lendo O que é design continuado

Diferença entre CDE e repositório de arquivos [GA]

Nossa forma tradicional de trabalhar em ambiente digital não era completamente integrada em termos de dados e informações, e a base do trabalho era sempre o arquivo de computador. A partir da ampla difusão da internet passamos a compartilhar ou armazenar esses arquivos em servidores remotos que disponibilizavam pastas de acesso coletivo, onde trocávamos arquivos entre diferentes profissionais e empresas. Este tipo de pasta de simples armazenamento e troca de arquivos é o repositório de arquivos simples, tais como o Dropbox, Google Drive e Autodesk Docs.

Mas a forma de trabalhar mudou. Com o BIM, é necessária a existência de um ambiente virtual onde diferentes pessoas envolvidas com o projeto possam trabalhar de forma colaborativa e sobre um mesmo modelo. Para essa necessidade, o repositório de arquivos é insuficiente. Surgiu assim o conceito de Ambiente Comum de Dados (CDE), designando espaços virtuais que organizam, gerenciam e compartilham dados e informações de um projeto em contexto BIM (Building Information Modeling). Continuar lendo Diferença entre CDE e repositório de arquivos [GA]

Confiança, lealdade e defesa do escritório de arquitetura [GA]

Seguindo com o tópico de comunicação estratégica do escritório de arquitetura, trago hoje mais algumas definições importantes para os textos que virei a publicar futuramente aqui no blog: os três elementos poderosos de engajamento de partes interessadas, confiança, lealdade e poder de defesa.

Confiança é a disposição a estar vulnerável a outra parte quando esta outra parte não pode ser controlada ou monitorada. Temos confiança quando decidimos voluntariamente assumir este risco. O cliente, por exemplo, precisa confiar no arquiteto para depositar um sinal da prestação do serviço quando ainda não houve nenhuma entrega, e nem haverá nos próximos dias. Conquistar a confiança é um processo que leva tempo e exige excelência em várias frentes. Uma vez conquistada, pode ser facilmente perdida se algo de errado acontecer e a resposta do escritório for pobre. Falhas e crises antigas de empresas continuam sendo citadas por clientes insatisfeitos por muito tempo após o incidente. Continuar lendo Confiança, lealdade e defesa do escritório de arquitetura [GA]

Engajamento de partes interessadas [GA]

Engajamento de partes interessadas (stakeholders) é um processo intencional de interação com indivíduos e grupos que possuam o poder de afetar positiva ou negativamente o desempenho financeiro, de responsabilidade social ou ambiental do escritório (a organização). Esses três tipos de resultados são conhecidos como triple bottom line, algo como tripla linha final de resultado de uma conta, e deram origem ao que ficou conhecido como estratégias ESG (ambiental, social e governança, em inglês).

Partes interessadas são todas as pessoas e organizações que tenham algum interesse relacionado à nossa organização, seja pela forma como opera, pelas relações interpessoais, trabalhistas, pelos seus produtos, pela sua influência ou mesmo por sua mera existência. Colaboradores, parceiros, fornecedores, clientes, consultores, assessores, apoiadores, governo, órgãos paraestatais (como o CAU), credores, reguladores, construtores, concorrentes, pessoas na área de influência de uma obra nossa são apenas alguns exemplos de partes interessadas. Continuar lendo Engajamento de partes interessadas [GA]