Focus: expectativa de inflação volta a subir

O relatório Focus do Banco Central, que vinha apresentando a estabilização nas expectativas de inflação, voltou a apresentar nova tendência de alta nesta semana (vide tabela abaixo). Diversos motivos contribuíram para isso: o resultado das eleições no Brasil consolidou a tendência de rompimento do teto de gastos do governo, o que pode levar ao afrouxamento fiscal e monetário; a inflação norte-americana continua pressionando a maior economia do planeta; e a sua consequência óbvia, a elevação das taxas de juros nos Estados Unidos tendem a apreciar o dólar e pressionar os preços de produtos e serviços importados no Brasil.

Relatório Focus do Banco Central Continuar lendo Focus: expectativa de inflação volta a subir

O que é gentrificação

Gentrificação é o nome que se dá à substituição da população residente de uma determinada área urbana por outra de poder aquisitivo e renda significativamente maior. É um fenômeno muito criticado por, via de regra, promover a elitização de territórios urbanos simultaneamente ao deslocamento da população de menor poder econômico para territórios menos favorecidos em diversos aspectos, tais como localização geográfica e acesso a equipamentos e a outros benefícios urbanos.

Continuar lendo O que é gentrificação

FII de tijolo ou ação de incorporadora imobiliária?

Existem duas principais formas de se obter rendimentos de um ativo: a valorização do principal (bond) e rendimentos periódicos decorrentes (yield).

No primeiro caso, o investidor adquire um ativo com potencial de valorização (por exemplo, um terreno urbano em área de valorização iminente) e fica com o capital imobilizado até a venda. Na segunda alternativa, o ativo gera receitas recorrentes a seu detentor (como comprar um imóvel para alugar). E também existe a possibilidade de se beneficiar de ambos, vendendo o ativo que gera yield ao final de certo período de tempo.

Essa distinção é essencial para se compreender a diferença entre os fundos de investimentos imobiliários que investem diretamente em edificações (FII de tijolo) e as ações de incorporadoras imobiliárias que trabalham principalmente com a venda (alienação) de unidades imobiliárias (como apartamentos, salas comerciais, terrenos em condomínio fechado, etc.).

Continuar lendo FII de tijolo ou ação de incorporadora imobiliária?

Sobre fogos e lares

Qualquer consulta à literatura portuguesa sobre urbanismo e habitação levará o leitor brasileiro (ou de outro país lusófono estrangeiro) a uma observação curiosa: as unidades habitacionais sendo descritas como “fogos”. A origem disso é fácil de se intuir, uma vez que a ideia de proteção e abrigo se associa à presença do fogo e seus diversos benefícios derivados: iluminação, aquecimento e preparo de alimentos são as principais obviedades. Continuar lendo Sobre fogos e lares

Potencial de recuperação energética em aterros sanitários brasileiros

Extrair energia dos resíduos sólidos (lixo) pode parecer uma idealização ainda distante de nossa realidade nacional sobre a questão. Não é mais assim, e já há um bom tempo. Por exemplo, a biomassa da cana-de-açúcar já responde por 10% de geração de energia elétrica no Brasil, país este que possui o maior potencial de biogás do mundo.

A recuperação energética de resíduos sólidos, também conhecida pelo anglicismo Waste-to-Energy (WtE), tem um enorme potencial em nosso país. O aproveitamento do biometano capturado em aterros sanitários é limpo e eficiente, além de eliminar da atmosfera gases que chegam a ser mais de 30 vezes mais poluentes que o gás carbônico, sendo este último o principal elemento responsável pelas mudanças climáticas no planeta.

Matriz energética nos Estados Unidos: gás natural é um subproduto de aterros sanitários

Uma das ações mais adotadas pelos municípios e estados brasileiros, a coleta seletiva de recicláveis secos, tem um limite potencial. Para se ter uma ideia, a Alemanha, país-exemplo de alto grau de eficiência neste quesito, recicla atualmente algo em torno de 32% de seus resíduos. A União Europeia, em média, recicla entre 20% e 25% de seus resíduos sólidos. No Brasil, este número ainda não chega a 4%. Continuar lendo Potencial de recuperação energética em aterros sanitários brasileiros