Edição extra: mercado imobiliário em recuperação

O mercado imobiliário brasileiro tem apresentado, nas últimas semanas, consistentes sinais de recuperação de demanda. Vários indicadores apontam para aceleração da procura por imóveis residenciais. Continuar lendo Edição extra: mercado imobiliário em recuperação

Carta dos Cem Dias (CAU/BR): desafios mais importantes

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) publicou um documento pelo fomento na administração municipal de inovações a partir da cultura do compartilhamento e da solidariedade. Também conhecido como “Carta dos Cem Dias – Por um Pacto pelo Direito à Cidade”, o documento foi dirigido aos prefeitos eleitos em 2016, em início de mandato.

Propondo uma aliança “pela qualidade e usufruto digno e democrático da cidade, baseado em instrumentos políticos de gestão pública transparentes e inclusivos”, o documento procura promover um desenvolvimento urbano e territorial sustentável (social, econômica e ambientalmente), como proposto na Nova Agenda Urbana definida na conferência HABITAT III das Nações Unidas realizada em 2016 em Quito, no Equador.

Partindo do IV Seminário de Política Urbana e Ambiental realizado pelo CAU/BR em Brasília nos dias 4 e 5 de abril de 2017, foram colocados os seguintes os desafios mais importantes no processo de gestão urbana do país (dos quais destacamos assuntos já abordados aqui): Continuar lendo Carta dos Cem Dias (CAU/BR): desafios mais importantes

Que atividade melhor remunera arquitetos e urbanistas?

Tenho recebido nos últimos tempos (talvez por conta da crise econômica que estamos vivendo) esta exata pergunta de muitos colegas arquitetos e urbanistas. Não sei dizer exatamente qual seja a atividade número um, aquela que está no topo no podium de remuneração. Mas sei de duas que remuneram muito bem.

A primeira delas já citamos várias vezes aqui, e foi explorada em alguns livros: é o estudo de viabilidade econômica de empreendimentos imobiliários. Mesmo que você não firme um contrato para fornecer o estudo completo, consultorias nesta área também são remuneradas a uma hora técnica de valor bastante interessante. Nós arquitetos não temos em nossa formação básica de graduação alguns instrumentos essenciais para a realização deste tipo de trabalho. Procurei corrigir isto explicando passo a passo como um estudo desse tipo pode ser feito. Continuar lendo Que atividade melhor remunera arquitetos e urbanistas?

O que é especulação imobiliária?

Este é um dos termos mais mal utilizados pela imprensa quando se fala de desenvolvimento urbano. Seu uso indiscriminado costuma se referir à ocupação ou adensamento de uma área sem o devido planejamento ou desenho urbano. Mas especulação imobiliária não é exatamente isto, pelo menos não em sua totalidade. Continuar lendo O que é especulação imobiliária?

Moedas brasileiras de 1942 a 2017

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Primeira família do Real
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Segunda família do Real

O período de combate à hiperinflação entre 1983 e 1994 deixou um histórico de rápidas mudanças de moedas no Brasil, o que causa até hoje confusão quando valores da época precisam ser atualizados. Fizemos coisas inéditas em todo o globo, como trocar 100% da moeda num único dia (1 de julho de 1994). Diversas vezes tivemos três zeros cortados e os nomes se repetiam para dificultar ainda mais a percepção do histórico de moedas. Nesses dez anos de solidão tupiniquim, as moedas oficiais passaram por uma pequena odisseia, então deixamos aqui um pequeno guia para lhe ajudar.

  1. Cruzeiro (Cr$) – 1942 a 1967. Este período inclui as primeiras emissões do Banco Central do Brasil. A partir de 1966, o nome do Bacen aparecia pela primeira vez nas cédulas de 10.000 cruzeiros.
  2. Cruzeiro Novo (NCr$) – 1967 a 1970. (1.000 cruzeiros = 1 cruzeiro novo). O nome foi criado temporariamente, até que a população se acostumasse com o corte de três zeros. O nome voltou a ser Cruzeiro em 1970.
  3. Cruzeiro (Cr$) – 1970 a 1986. (1 cruzeiro novo = 1 cruzeiro). O nome voltou ao padrão antigo, mas foi lançada uma nova família de cédulas, com projeto gráfico de Aloísio Magalhães. Era a primeira vez que nosso papel-moeda tinha projeto gráfico moderno.
  4. Cruzado (Cz$) – 1986 a 1989. (1.000 cruzeiros = 1 cruzado). Inaugura a saga dos planos de combate à hiperinflação dos anos 1980-1990. Circularam simultaneamente cédulas antigas de cruzeiros carimbadas ou não. A moeda era consequência do Plano Cruzado.
  5. Cruzado Novo (NCz$) – 1989 a 1990. (1.000 cruzados = 1 cruzado novo). O Plano Verão, após os planos Bresser e Maílson, interfere novamente no padrão monetário nacional.
  6. Cruzeiro (Cr$) – 1990 a 1993. (1 cruzado novo = 1 cruzeiro). Resultado do Plano Collor, a transição de governo trouxe de volta o padrão Cruzeiro e o congelamento dos depósitos em poupança como medida emergencial de combate à hiperinflação.
  7. Cruzeiro Real (CR$) – agosto de 1993 a julho de 1994. (1.000 cruzeiros = 1 cruzeiro real). Resolvidos os problemas de inflação de serviços, de custos e o desequilíbrio fiscal, faltava apenas eliminar a indexação da economia e a inflação inercial. O Cruzeiro Real foi a primeira medida para a resolução destes dois problemas, que se encerrariam com a substituição pelo Real em 1994. O Cruzeiro Real era, assim, parte do Plano Real.
  8. Real (R$) – desde julho de 1994. (1 URV = 2.750 cruzeiros reais = 1 real). O Plano Real substituiu toda a moeda nacional em 1 de julho de 1994, a maior troca de moeda da história. A estratégia foi transferir a indexação da economia para um único indicador confiável (URV) durante três meses, com rígido controle fiscal e monetário, e depois transformar este indexador em moeda. Houve substituição total de papel-moeda e controle monetário via taxas de juros pela meta da Selic (em vigor até hoje).

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