Administração para arquitetos 1: introdução

O Brasil tem um arquiteto para cada 2.000 habitantes. Existem mais de duzentas escolas oferecendo cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo, onde estudam atualmente pelo menos 50.000 estudantes e se graduam cerca de 5.000 novos arquitetos a cada ano. Existem mais de 90.000 arquitetos para uma população de 180 milhões de habitantes. Essa relação não é muito diferente da média mundial: é, aproximadamente, a proporção de Irlanda, Finlândia, Suécia, Holanda, França, Grã-Bretanha. E temos menos arquitetos por habitante que Noruega, Suíça, Portugal, Bélgica, Grécia, Espanha, Itália e Alemanha. Da amostra apresentada, só teríamos mais arquitetos por habitante que a República Tcheca, Áustria e Polônia.

Se considerarmos ainda a maior necessidade de arquitetos que temos por déficit de área construída (por exemplo aquela devida ao déficit habitacional), isso nos levará a supor que os arquitetos brasileiros são mais demandados que em outros países e talvez melhor remunerados. Mas não é isso o que acontece, há outros problemas que não entraram nessa equação. Somos um dos piores países do mundo em distribuição de renda, nossa qualidade de educação é reduzida, temos problemas sociais mais profundos que muitos dos países citados. Além disso, nosso ensino de arquitetura precisa ser atualizado, há muitas faculdades de baixa qualidade formando arquitetos que na prática são apenas técnicos. Continuar lendo Administração para arquitetos 1: introdução

São Paulo para arquitetos: Sítio da Ressaca

Pouco conhecido até mesmo pelos paulistanos, o Sítio da Ressaca faz parte de um conjunto de bens culturais que compõem o chamado Museu da Cidade, mantidos pelo Departamento do Patrimônio Histórico da prefeitura (DPH).

A casa bandeirista é original, mas estava sendo descaracterizada por um loteamento que se estabeleceu ao seu redor. Durante os anos 1970, o loteamento foi desapropriado e a topografia original foi recomposta (projeto paisagístico de Rosa Kliass).

O conjunto fica próximo à estação de metrô Jabaquara, e inclui uma biblioteca pública.

Reproduzo abaixo informações do site da prefeitura de São Paulo:

A Casa do Sítio da Ressaca, como hoje é conhecida, foi sede de um sítio localizado nas proximidades do antigo caminho de Santo Amaro, que era banhado pelo córrego do Barreiro, também chamado Fagundes e Ressaca.
Situada à meia encosta de uma colina, a Casa data, provavelmente, de 1719, ano inscrito na verga de sua porta principal. Algumas de suas telhas são ainda originais e trazem inscrições do século XVIII, como a data de fabricação e o nome do oleiro. As portas e batentes, em canela preta, também são originais.
A técnica construtiva empregada neste imóvel foi a taipa de pilão, que consistia em socar o barro com a mão de pilão entre pranchas verticais de madeira (taipal), formando-se assim as paredes externas com cerca de 50 cm de espessura; as paredes internas eram originalmente de pau-a-pique. Introduzida pelos portugueses, essa técnica de origem árabe foi amplamente utilizada pelos paulistas que, devido ao seu isolamento geográfico, dependiam essencialmente do barro como recurso para construção.
A Casa do Sítio da Ressaca possui algumas peculiaridades em relação aos demais exemplares de casas bandeiristas existentes na cidade: a assimetria de sua planta, um único alpendre não centralizado na fachada principal e o telhado de duas águas. Seu último proprietário, Antonio Cantarella, responsável pela urbanização do bairro do Jabaquara, transformou o sítio em chácara, realizando seu loteamento em 1969. Esta modificação coincidiu com a chegada do metrô à região e a desapropriação de mais de um terço da área para instalação do seu pátio de manobras.
A Casa do Sítio da Ressaca teve a sua restauração iniciada em 1978, sob responsabilidade da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB) e foi inaugurada em 1979. Sofreu um incêndio parcial em 1986, passando novamente por obras de restauro e conservação em 1987/88, 1990 e 2002. Foi ocupada de 1991 a 2002 pelo Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro. Atualmente abriga exposições que contemplam os fazeres e as manifestações da cultura popular.

Sítio da Ressaca - Foto Emilene Miossi

Sítio da Ressaca - Jabaquara

Sítio da Ressaca - Jabaquara

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Vale a pena investir em ações?

O povo brasileiro ainda tem muito receio de investir em ações por desconhecer a real magnitude e natureza de seus riscos. Muitas vezes deixa de fazer esse tipo de investimento mesmo quando seria adequado a seu perfil, ou seja, aquele que aceita algum risco e não se assusta com a renda variável. Investir em ações significa investir em empresas brasileiras, ou seja, apostar no empreendedorismo e na competência de nossa nação. Ao comprar ações, o investidor ajuda a fortalecer o mercado de capitais nacional, além de transformar estes recursos em geradores de retornos diretos ao acionista, e indiretamente à sociedade na forma de empregos, atividade econômica e valor adicionado (medida que compõe o PIB nacional).

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Estudos sobre o retorno deste tipo de investimento não faltam, e quase todos demonstram um retorno muito interessante ao investidor no longo prazo, desde que não seja concentrado em apenas uma empresa ou em um portfolio de ativos altamente correlacionados entre si. Vamos separar esta análise em duas partes: risco e retorno. Continuar lendo Vale a pena investir em ações?

Bogotá para arquitetos

Bogotá costuma ser uma boa surpresa para os brasileiros em geral. Para arquitetos, a surpresa costuma ser maior ainda. O encantamento da Colômbia tem atraído um número cada vez maior de brasileiros, e boa parte vai para ficar. Os colombianos costumam ser muito amistosos e simpáticos com os brasileiros.

Bogotá

A história do povo colombiano é milenar, e com um invejável passado de povos pré-colombianos extremamente desenvolvidos. Conhecer um pouco desse passado é obrigatório (e emocionante) para quem vai a Bogotá. Hoje a cidade é aproximadamente 70% executada em tijolos de barro aparentes, o que lhe dá um charme especial por sua localização ao pé da montanha.

Edifício de Bogotá

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Mendoza para arquitetos

Mendoza é um oásis no deserto, um paraíso verde de área urbanizada incrivelmente grande e com um mais incrível ainda parque urbano densamente arborizado, contra todas as probabilidades naturais da aridez local. Uma linda cidade construída com o esforço humano da irrigação constante por valetas profundas ramificadas por toda a cidade, seja junto ao meio fio, seja por ramificações internas a praças e parques (que não são poucos).

Mendoza

A cidade surgiu para a extração de petróleo e gás ao pé dos Andes, e a Igreja foi junto. Os primeiros padres (que em geral possuíam origens italianas) produziram seu próprio vinho para a missa, e logo perceberam que as condições locais favoreciam sua produção. Alguns franceses levaram, posteriormente, algumas espécies de videiras para testar a incipiente produção mendocina, inclusive uma que por ter um mau sabor na boca era conhecida na França por Malbec. A espécie se adaptou muito bem a Mendoza e é a origem dos melhores vinhos locais. Hoje são mais de 1.800 vinícolas produzindo vinhos premium para todo o mundo, o que deu a Mendoza a categoria de uma das nove grande capitais mundiais do vinho (as outras oito são San Francisco – Napa Valley, Porto, Mainz – Rheinhessen, Florença, Christchurch – South Island, Cidade do Cabo, Bordeaux e Bilbao – Rioja). A cidade de Mendoza tem pouco menos de 115.000 habitantes, mas está conurbada com outras, totalizando mais de 840.000 habitantes na mancha urbana.

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