Cidades jardim do amanhã: uma leitura de Ebenezer Howard

A leitura do livro mais famoso de Ebenezer Howard (Garden cities of to-morrow, de 1898) neste momento histórico brasileiro é no mínimo interessante. Howard, assim como seus contemporâneos utopistas da Inglaterra da virada do século, imaginou um modelo para a cidade industrial que resolvesse as questões de salubridade e qualidade de vida da população operária. Mas a proposta de Howard foi ouvida, ficou famosa, e deu origem às new towns inglesas, cidades jardim, bairros jardim e subúrbios jardim por todo o mundo ocidental. Em São Paulo, os bairros do Pacaembu, Jardim América e Alto da Lapa são exemplos diretos da concretização de seu plano. Raymond Unwin e Barry Parker, discípulos de Ebenezer Howard, vieram da Inglaterra para desenhar estes bairros no planalto paulista.

Mas por que Howard fez tanto sucesso enquanto seus colegas foram relegados ao ostracismo e desapareceram dos livros de história ou teoria do urbanismo? Continuar lendo Cidades jardim do amanhã: uma leitura de Ebenezer Howard

Prefeituras brasileiras descartam oportunidades

Todos os dias, volumes gigantescos de dinheiro se movimentam pelos mercados financeiros seguindo sua função natural: estão em busca de projetos. Fácil de entender: se, no final do mês, sobrar um dinheirinho na sua conta, você também vai procurar por um projeto. Se seu desejo for poupar, será para realizar algum projeto no futuro, e ao aplicar o dinheiro, você financia projetos atuais de terceiros, sejam públicos ou privados.

Beirute, Líbano
Beirute, Líbano

Fato é que não falta dinheiro nos mercados (as crises econômicas recentes já foram chamadas de crises líquidas). O que falta é projeto. Existem inúmeros fundos de private equity, investidores individuais, corporações em busca de crescimendo, anjos, seeders, e muitos outros investidores em busca de quem tem as ideias.

Dinheiro é como coelho: quer mesmo é se reproduzir. E deve, porque esta é sua função social. A virtualidade da moeda representa uma quantidade de valor econômico nas mãos de seu detentor. A função social daquele valor econômico acumulado é promover Continuar lendo Prefeituras brasileiras descartam oportunidades