A cidade utópica

O século 19 concentrou os problemas da industrialização em áreas urbanas repentinamente inchadas e despreparadas para o adensamento. Em questão de poucas décadas, a realidade humana se tornou mais sórdida, e seria quase impossível ao europeu da época dissociar a perda de qualidade ambiental do rápido processo de urbanização.

Num processo natural de reação, surgiram novas propostas de reformas sociais e econômicas em novas formas de comunidades, tais como os falanstérios (Owen) e familistérios (Fourier), as quais sugeriam profundas transformações sócio-culturais, muito além de ajustes físicos das formas urbanas. Era um momento de completo redesenho da organização humana à nova realidade industrial, mecanizada e exponencialmente mais ágil. Continuar lendo A cidade utópica

A cidade medieval europeia

A queda do Império Romano desacelerou brutalmente o crescimento demográfico urbano europeu. A vida urbana entrou num longo período de estagnação, que só viria a ser novamente alterada no século 5 com a estabilidade política e o ressurgimento do comércio. Enquanto isso, os centros urbanos pré-existentes foram se modificando, formando um novo conceito urbano europeu de adaptações estruturais. O resultado morfológico deste processo é a cidade medieval. Continuar lendo A cidade medieval europeia

Grandezas para o projeto luminotécnico

Dando continuidade ao assunto, apresentamos hoje as grandezas luminotécnicas mais importantes a serem consideradas em projetos de concessões de iluminação pública. Já apresentamos anteriormente as grandezas luminotécnicas básicas (fluxo, intensidade e iluminância), as quais são complementadas pelas grandezas abaixo para o desenvolvimento de projetos, sejam esses de estruturação de contratos de parcerias (project) ou de projetos técnicos de iluminação (design).

Unidade de luminância: candela por metro quadrado (cd/m2), ou candela por pé quadrado (nos Estados Unidos). Representa a quantidade de energia luminosa de uma superfície fluindo numa direção específica. Ao contrário do que ocorre com a iluminância, a luminância é uma grandeza não recomendada para o rol de indicadores de desempenho da concessionária na prestação dos serviços. Isso ocorre em função do alto custo de medição desse desempenho por parte do Verificador Independente, porque a aferição da luminância efetiva é mais complexa e custosa que a aferição de outras grandezas. Cobrar a aferição deste indicador certamente se refletiria em maior contraprestação pecuniária e maior valor de cobrança do contribuinte por meio da COSIP). Continuar lendo Grandezas para o projeto luminotécnico

Loteamentos fechados e condomínios horizontais nas concessões de iluminação pública

Uma situação que costuma gerar dúvidas e controvérsias na estruturação de projetos de concessões de iluminação pública é a de vias, loteamentos e condomínios horizontais com controle de acesso. Faria sentido incluir os pontos internos a essas áreas no contrato de parceria público-privada? A resposta a esta questão depende da correta caracterização dos logradouros em análise.

Existem três situações morfológicas de conjuntos horizontais de residências unifamiliares lato sensu denominadas “condomínios fechados”, mas nem todas se enquadram juridicamente como condomínios. As situações mais comuns são: Continuar lendo Loteamentos fechados e condomínios horizontais nas concessões de iluminação pública

Da arquitetura tradicional japonesa ao Ocidente contemporâneo

As artes vivenciaram diversos momentos históricos de grandes rupturas, transformações, transgressões. Mas de todos esses momentos, houve um período de transformação significativamente mais radical, uma época de revisões tão agudas que provavelmente se passará ainda muito tempo até que a humanidade veja outra revolução de magnitude semelhante.

Estou aqui falando da época em que os efeitos da Revolução Industrial já afetavam praticamente todos os setores sociais do mundo ocidental, e o elemento humano, principalmente os indivíduos mergulhados em ambientes inédita e massivamente urbanos, cercados por artefatos elétricos e mecânicos, num contexto que o separava, enquanto espécie biológica, do ambiente originário da sua própria geração. Nenhuma coorte humana jamais havia vivido algo semelhante. Continuar lendo Da arquitetura tradicional japonesa ao Ocidente contemporâneo