Grandezas para o projeto luminotécnico

Dando continuidade ao assunto, apresentamos hoje as grandezas luminotécnicas mais importantes a serem consideradas em projetos de concessões de iluminação pública. Já apresentamos anteriormente as grandezas luminotécnicas básicas (fluxo, intensidade e iluminância), as quais são complementadas pelas grandezas abaixo para o desenvolvimento de projetos, sejam esses de estruturação de contratos de parcerias (project) ou de projetos técnicos de iluminação (design).

Unidade de luminância: candela por metro quadrado (cd/m2), ou candela por pé quadrado (nos Estados Unidos). Representa a quantidade de energia luminosa de uma superfície fluindo numa direção específica. Ao contrário do que ocorre com a iluminância, a luminância é uma grandeza não recomendada para o rol de indicadores de desempenho da concessionária na prestação dos serviços. Isso ocorre em função do alto custo de medição desse desempenho por parte do Verificador Independente, porque a aferição da luminância efetiva é mais complexa e custosa que a aferição de outras grandezas. Cobrar a aferição deste indicador certamente se refletiria em maior contraprestação pecuniária e maior valor de cobrança do contribuinte por meio da COSIP). Continuar lendo Grandezas para o projeto luminotécnico

As grandezas luminotécnicas

O pandemia tem levado muita gente a investir em melhorias nos ambientes habitáveis, em especial nos espaços de trabalho dentro das residências. Isso impulsionou, entre outras coisas, o mercado de projetos e instalações de iluminação, pois o conforto luminotécnico faz uma enorme diferença para os espaços de trabalhar, habitar, repousar e lazer. Mas são poucos os profissionais realmente habituados a este tipo de demanda. Este é um modesto pontapé inicial para quem quer entender um pouco mais do assunto, apresentando as principais grandezas envolvidas nesses projetos [1]:

Unidade de fluxo luminoso: Lúmen. É a unidade básica de luz, e mede o fluxo luminoso emitido por uma fonte. Alguns exemplos e ordens de grandeza são: lâmpada fluorescente tubular doméstica com potência aproximada de 60 watts emite um fluxo de aproximadamente 5.000 lúmens. Já uma lâmpada para iluminação de via pública pode chegar facilmente a 50.000 lúmens. O fluxo luminoso depende do projeto técnico da lâmpada e decai com a passagem do tempo e com a intensidade de uso. Continuar lendo As grandezas luminotécnicas

Bens de preservação cultural: iluminação pública especial e de destaque

Diversos contratos recentes de parceria público-privada para iluminação pública têm incluído em seu escopo melhorias nos sistemas de iluminação de bens públicos relevantes, especiais e de destaque, o que inclui monumentos e bens histórico-culturais preservados. Esse tipo de iluminação, assim chamada iluminação especial e de destaque, faz parte do sistema de iluminação pública municipal.

Entretanto, algumas precauções são necessárias para a mitigação de potenciais riscos aos projetos e contratos de concessão de serviços neste setor. Um deles é o alinhamento deste escopo com as diretrizes de preservação do patrimônio, principalmente quando estes bens tiverem forem tombados por conselhos de preservação em alguma esfera da federação. Os conselhos se preocupam com a preservação material deste patrimônio enquanto suporte repositório de algum valor para aquela determinada comunidade a qual representam. É necessário, durante o processo de estruturação do projeto, abrir o diálogo com os conselhos responsáveis pelo tombamento desses bens para o alinhamento de diretrizes, restrições e encargos da concessionária na instalação dos novos sistemas de iluminação ou modernização dos existentes. O grau e o modo de intervenção no bem deve ser compatível com o valor descrito no parecer de tombamento, de forma responsável. Essa precaução é essencial também para a garantia de segurança jurídica ao projeto. Continuar lendo Bens de preservação cultural: iluminação pública especial e de destaque