Declaração de um navegador

“Mas em toda a minha experiência nunca estive em nenhum acidente… de qualquer tipo digno de menção. Só vi uma única embarcação em perigo em todos os meus anos no mar. Nunca vi um naufrágio nem nunca naufraguei, tampouco enfrentei qualquer contratempo que ameaçasse terminar em qualquer tipo de desastre.”

Capitão E. J. Smith, 1907, comandante do RMS Titanic

Meu último adeus ao Paulo

Conheci o arquiteto Paulo Bastos em circunstâncias muito diferentes da maioria das pessoas. Na época eu ainda trabalhava na prefeitura de Santo André e queria voltar à iniciativa privada, motivo pelo qual estava cursando uma segunda graduação em administração.

Conversei pessoalmente com ele em abril de 2010, numa entrevista de emprego. Seu jeito de falar, de olhar e sua visão de mundo me lembraram de imediato meu avô materno. E uma conversa rápida me trazia de volta a um mundo que eu não via há muito tempo, o da boa arquitetura, responsável e ética. Tal como a FAU ensinou.

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Nota de Roberto Freire sobre a morte do arquiteto Paulo Bastos

O Brasil perde um dos seus grandes arquitetos

Faleceu, nesta segunda-feira (dia 27), na cidade de São Paulo, Paulo de Mello Bastos, um dos maiores nomes da Arquitetura brasileira. Seu velório ocorreu nesta terça-feira (dia 28), no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, e seu corpo foi cremado, às 15h, no Crematório Dr. Jayme Augusto Lopes, na Vila Alpina.

Diplomado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em 1959, desde 1978, assumira a cátedra da FAU/PUC de Santos-SP. Foi presidente do Condephaat e era membro do International Council on Monuments and Sites (Icomos), órgão consultor da Unesco, do qual foi secretário geral no Brasil. Identificado com as lutas por cidades sustentáveis, foi vice-presidente do Movimento Defenda São Paulo e representante das entidades ambientalistas no Conselho Estadual de Meio Ambiente paulista.
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Uma empresa (quase) falida

O relato a seguir se passa nos Estados Unidos, em 1931. Mais detalhes podem ser obtidos no livro de Richard Tedlow New and Improved: The Story of Mass Marketing in America, New York, Basic Books, 1990.

Havia, naquela época, um comportamento inegável da Coca-Cola em comprar concorrentes que poderiam ser ameaças potenciais. Uma determinada vez apareceu uma empresa à venda, em situação desesperada. Já havia pedido falência pela segunda vez em doze anos, e um tribunal chegou a dizer que aquilo era só o resto de uma corporação. A Coca-Cola obviamente recusou, pois não era uma ameaça e não havia interesse em comprar uma empresa praticamente falida. Continuar lendo Uma empresa (quase) falida

Empresas latino-americanas – Paulo Feldmann

Responda rápido: quais montadoras de automóveis estão no Chile? Quais são as maiores cidades do Uruguai? Qual o produto mais representativo do PIB da Colômbia? Difícil, certo? A verdade é que conhecemos pouco de nossos vizinhos. Talvez seja mais fácil responder quais montadoras estão em Portugal, as maiores cidades do Japão e os produtos mais representativos do PIB italiano.

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