Uma das formas (atualmente) mais utilizadas no mundo para controlar inflação é o chamado controle monetário, isto é, o governo controla a quantidade de moeda na economia. Mas como ele pode fazer isso? O governo não tira dinheiro de ninguém sem cobrar tributos, certo? Sim, está certo. Tirando a insanidade de Collor em 1990. Continuar lendo Por que o governo mexeu na poupança?
Categoria: notícias
Perspectivas para transporte e trânsito em São Paulo
Imagine uma solução para a mobilidade urbana de grandes cidades brasileiras (leia São Paulo), sem reduzir população (pelo contrário, imagine que ela continuará aumentando). Também não vale colocar todo mundo num lugar só. Aposto que você verá um cenário com as seguintes características:
a) não está baseado no transporte individual motorizado, nem mesmo num mundo de motocicletas e táxis;
b) tem muito, mas muito mais metrô do que hoje (metrô de verdade, não monotrilhos estúpidos que destroem a paisagem e não transportam passageiros em número suficiente);
c) utilizam intensamente os trens urbanos atuais, mas com qualidade muito superior e melhor utilizados;
d) ônibus urbano é decente e utilizado com inteligência – ou seja, o exato oposto do que temos hoje em São Paulo;
e) as pessoas usam táxi quando precisam usar carro.
Veja que interessante: uma vida sem a propriedade de veículos automotores! Não acredita que seja possível? Então veja algum filme americano que se passa em Manhattan (precisou, usa um carro amarelo – e confortável).
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Nota de Roberto Freire sobre a morte do arquiteto Paulo Bastos
O Brasil perde um dos seus grandes arquitetos
Faleceu, nesta segunda-feira (dia 27), na cidade de São Paulo, Paulo de Mello Bastos, um dos maiores nomes da Arquitetura brasileira. Seu velório ocorreu nesta terça-feira (dia 28), no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, e seu corpo foi cremado, às 15h, no Crematório Dr. Jayme Augusto Lopes, na Vila Alpina.
Diplomado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em 1959, desde 1978, assumira a cátedra da FAU/PUC de Santos-SP. Foi presidente do Condephaat e era membro do International Council on Monuments and Sites (Icomos), órgão consultor da Unesco, do qual foi secretário geral no Brasil. Identificado com as lutas por cidades sustentáveis, foi vice-presidente do Movimento Defenda São Paulo e representante das entidades ambientalistas no Conselho Estadual de Meio Ambiente paulista.
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Índices de hoje mostram a fragilidade do setor imobiliário brasileiro
Urbanização de favelas desrespeita o cidadão
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por Ricardo Trevisan
Urbanizar favelas esteve muito em moda nos anos 1990 e início dos 2000. Parecia um tipo de intervenção interessante, eu mesmo era entusiasta da idéia. Mas, com o passar do tempo, ficou evidente o que uma professora da FAUUSP afirmou: “urbanizar favelas é enxugar gelo”. Não resolve o problema, tem alto consumo de recursos públicos e desrespeita o cidadão, tanto o favelado quanto o contribuinte. Após trabalhar quatro anos e meio com projetos ou obras de urbanização de mais de 30 favelas estou convicto de que o conjunto de ações do poder público conhecido como “urbanização de favelas” é um péssimo investimento público.
O que é urbanizar uma favela? O poder público intervém apenas na área comum (nas vielas, nas ruas, nas redes de água e esgoto que estão para fora das casas). Mas o maior problema de uma favela é a habitação! E na urbanização de favelas a habitação não é o principal objeto de intervenção. Um programa habitacional que não mexe na habitação… Não é estranho? Continuar lendo Urbanização de favelas desrespeita o cidadão
