Desde quando o projeto arquitetônico e urbanístico é atividade privativa do arquiteto e urbanista?

As atividades de projeto arquitetônico, urbanístico e paisagístico são privativas de arquitetos e urbanistas desde a publicação do Decreto Federal nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933. O mesmo entendimento foi mantido na Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que tratava as atribuições profissionais de forma genérica e gerava dúvidas sobre as áreas de “sombreamento” nas atividades profissionais de arquitetos, engenheiros e agrônomos.

O preâmbulo da Resolução CAU/BR n. 51, de 12 de julho de 2013 diz:

“Cumpre referir que este normativo se reveste de importância capital tanto para a Arquitetura e Urbanismo como para seus profissionais, os quais há décadas vêm assistindo várias das atividades técnicas que historicamente foram reconhecidas como de sua alçada – projeto arquitetônico, urbanístico e paisagístico, e aquelas do âmbito do patrimônio histórico – sendo indevidamente exercidas por outros profissionais que não têm a necessária formação acadêmica que os credencie para tal.”

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Carteira eficiente de fundos de investimento imobiliário (UPAV 2016)

Alvaro Albernaz trouxe às telas da UPAV 2016, em companhia do arquiteto Mauro Gomes (IBAPE/RJ), o tema de sua dissertação de mestrado. Observando a poupança nacional em queda de rentabilidade e, por consequência, de volume, Albernaz se interessou pelo mapeamento dos Fundos de Investimento Imobiliário (ou FII) no país.

A tendência atual de queda na rentabilidade da renda fixa (decorrência da perspectiva de queda na taxa Selic) leva os investidores a analisar hoje possibilidades reais de aplicações alternativas para um futuro próximo.

Hoje já existem mais de 100 mil investidores no mercado de capitais brasileiro acessando aproximadamente 100 FII registrados em bolsa, num universo total de algo em torno de 200 FII. A origem conceitual de nossos fundos reside nos Real Estate Investment Trusts norte-americanos. O indicador de mercado dos fundos imobiliários brasileiros (BM&FIbovespa) é o IFIX.

Os palestrantes passaram por uma rápida revisão de: Continuar lendo Carteira eficiente de fundos de investimento imobiliário (UPAV 2016)

O planejamento urbano melhora nosso lugar no mundo – 10 medidas da ONU

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil está realizando uma campanha por cidades melhores e pela valorização da Arquitetura e Urbanismo. Em consonância com a Nova Agenda Urbana das Nações Unidas, o CAU está propondo à sociedade em geral, em especial aos prefeitos e vereadores eleitos, dez medidas pela qualidade das cidades.

Apenas com o esforço coletivo e boas ideias vamos produzir cidades justas, seguras, saudáveis, acessíveis, economicamente dinâmicas, resilientes e sustentáveis.

Ajude a espalhar essa ideia.

10 MEDIDAS RECOMENDADAS PELA ONU

Confira aqui 10 recomendações (comentadas) da Nova Agenda Urbana proposta pela Habitat III – 3a Conferência da ONU sobre Habitação e Desenvolvimento Sustentável, realizada em outubro de 2016 em Quito, no Equador. Continuar lendo O planejamento urbano melhora nosso lugar no mundo – 10 medidas da ONU

Um dia histórico para a FAUUSP

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Ontem, 13 de dezembro de 2016, foi um marco para a história a faculdade que me formou arquiteto e urbanista. Referência nacional de excelência em pesquisa e ensino, a instituição ainda é, infelizmente, um tanto estanque a um assunto importante e absolutamente necessário para a sobrevivência do arquiteto recém-formado: a organização de sua prática profissional numa economia de mercado. Por diversos motivos que não serão aqui tratados, qualquer menção a aproximar a atividade do arquiteto de práticas de mercado costuma ser veementemente criticada nas dependências da instituição.

Mas algo diferente ocorreu ontem. Continuar lendo Um dia histórico para a FAUUSP

Avaliação de intangíveis por Radegaz Nasser: obra de Picasso (UPAV 2016)

O engenheiro Radegaz Nasser, referência na área de avaliação de imóveis e Certificado pelo Ibape nível AAA, trouxe um caso no mínimo curioso às telas da UPAV 2016 no Rio de Janeiro: a avaliação de um quadro de Pablo Picasso. Evidentemente que existe um valor intangível na obra de difícil caracterização, e o valor de transação variaria de acordo com o tipo de comprador. Só para citar dois complicadores, entre outros.

Curioso também é como o problema se colocou em suas mãos. Durante um curso de informática, no qual era treinado em planilhas eletrônicas, Radegaz recebeu os dados de diversas obras do artista para fazer exercícios simples como obter médias e montar gráficos. Mas dados tão mastigados, com tantas variáveis disponíveis são tentadoras a qualquer avaliador que ame o que faz. De posse dos valores obtidos em leilão para aquelas obras, fez uma avaliação que ninguém havia solicitado. Continuar lendo Avaliação de intangíveis por Radegaz Nasser: obra de Picasso (UPAV 2016)