A Holanda esteve na vanguarda da arquitetura e do urbanismo modernos de início do século 20 em diversas vertentes. Seus objetivos de política pública já eram incomuns na virada do século, e o caráter progressista de suas propostas só se acentuou pelas décadas seguintes, incluindo a priorização de questões sociais, a construção de habitação social em escala, industrialização da construção, o planejamento de longo prazo e a gestão territorial local. Continuar lendo A cidade experimental holandesa
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A cidade austríaca dos Hoffs
A experiência alemã de Ernst May em Frankfurt foi acompanhada, quase que concomitantemente, por similares na Áustria, com seus chamados hoffs. Este era o nome atribuído aos conjuntos habitacionais do Estado social-democrata austríaco da década de 1920, construídos inclusive nas áreas de expansão de Viena (sim, inclui o ring criticado por Camillo Sitte).

Cada hoff era dimensionado com o objetivo de estabelecer uma unidade de vizinhança que permitisse a vida comunitária e justificasse o estabelecimento de equipamentos comunitários básicos. Continuar lendo A cidade austríaca dos Hoffs
A cidade radiosa de Le Corbusier
O papel de Le Corbusier para o Movimento Moderno é tão importante que fica difícil imaginar outro igualmente influente para citar como referência. Sua atuação pessoal era quase como a de um profeta convicto divulgando ideias radicais e polêmicas a todos os ventos, acompanhado de uma produção técnica concreta e uma militância esforçada em arregimentar o máximo possível de pessoas que encontrava pelo caminho.

Também é seguro considerar Le Corbusier como uma das principais influências no desenho urbano internacional de 1940 até 1970. A partir da década de setenta, passou a ser criticado pelas deficiências das cidades europeias de então, mas a grandeza de sua obra foi (merecidamente) reconhecida alguns anos mais tarde. Continuar lendo A cidade radiosa de Le Corbusier
A cidade dos CIAM
Alguns eventos do final da década de 1920 demonstraram que havia uma vontade convergente, em diversos países do mundo e entre arquitetos trabalhando isoladamente, àquilo que viríamos a conhecer como Movimento Moderno.
Evidenciadas as semelhanças nos trabalhos de muitos arquitetos modernistas de diversos países, surge então a ideia de se criar uma associação internacional que agremiasse esses profissionais. A iniciativa se concretiza em 1928, num encontro realizado no castelo de La Serraz. Esse encontro ficou marcado como a primeira reunião internacional de arquitetos modernos.

Era apenas o início de uma longa série de eventos que mais tarde viriam a ser conhecidos como Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAM). Foram realizados onze congressos ao longo de mais de trinta anos – o último foi realizado em Waterloo em 1959. Todos eles deixaram importantes registros à história do urbanismo, de uma forma ou de outra. Continuar lendo A cidade dos CIAM
A cidade-jardim de Ebenezer Howard
Da mesma forma que a cidade modernista “heróica”, a cidade-jardim também foi um modelo desenvolvido em resposta às questões de adensamento intenso e deficiências na salubridade habitacional urbana oitocentista.
Porém, a cidade-jardim surgiu como uma opção bastante diferente do modernismo racionalista em princípio: enquanto este último busca por uma solução nova para a construção de um futuro que se apartasse das tradições, a cidade-jardim olhará para elementos positivos do passado em busca de possibilidade de aproveitamento numa cidade que combinasse os melhores aspectos da cidade tecnológica com o que havia de bom na vida bucólica do passado.

Isso se traduz morfologicamente em subúrbios de baixa densidade, formados basicamente por residências unifamiliares. Apesar desse modelo de subúrbio já ser conhecido antes do modelo cidade-jardim, esse último trouxe algumas rupturas importantes em relação ao desenho urbano de baixa densidade anterior.