A crise financeira de 2008

Os desdobramentos da crise de 2008 são sentidos até hoje em todo o mundo. Inclusive no Brasil, onde nossos raquíticos resultados de crescimento do PIB comprovam que a “marolinha” foi mais forte do que se pretendeu.

Esta história pode ser contada tomando por início o segundo mandato de Bill Clinton, ainda no ano 2000, quando a crise do momento era o estouro da bolha das “ponto-com”. As empresas de tecnologia baseadas na internet estavam em pleno crescimento, quase todas com capital tangível mínimo. Era difícil avaliar estas empresas, ninguém sabia ao certo seu potencial de criação de valor, ou de potencial geração de caixa futuro, ou valor de marca, ou qualquer outro parâmetro utilizado em outras empresas. Muitas delas cresciam com prejuízos em sequência. Para se ter uma ideia da falta de indicadores, algumas delas eram avaliadas pelo número de cliques que recebiam dos usuários. Isso criou um ambiente especulativo quando estas empresas abriram o capital, e a rápida circulação de suas ações nas mãos de investidores de curto prazo criaram uma elevação irreal de valor de mercado – uma bolha.

O estouro da bolha ocorreu em 2000, quando os investidores perceberam que o valor das negociações não eram coerentes com o potencial de geração de lucro das firmas. O mundo ainda estava se recuperando do estouro da bolha em 2001, quando houve os ataques de 11 de setembro. A confiança do investidor se retraiu ainda mais, e os efeitos na economia real já eram sentidos. Como sempre se faz em tempos de crise, as taxas de juros foram fortemente reduzidas.

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São Paulo para arquitetos: Sítio da Ressaca

Pouco conhecido até mesmo pelos paulistanos, o Sítio da Ressaca faz parte de um conjunto de bens culturais que compõem o chamado Museu da Cidade, mantidos pelo Departamento do Patrimônio Histórico da prefeitura (DPH).

A casa bandeirista é original, mas estava sendo descaracterizada por um loteamento que se estabeleceu ao seu redor. Durante os anos 1970, o loteamento foi desapropriado e a topografia original foi recomposta (projeto paisagístico de Rosa Kliass).

O conjunto fica próximo à estação de metrô Jabaquara, e inclui uma biblioteca pública.

Reproduzo abaixo informações do site da prefeitura de São Paulo:

A Casa do Sítio da Ressaca, como hoje é conhecida, foi sede de um sítio localizado nas proximidades do antigo caminho de Santo Amaro, que era banhado pelo córrego do Barreiro, também chamado Fagundes e Ressaca.
Situada à meia encosta de uma colina, a Casa data, provavelmente, de 1719, ano inscrito na verga de sua porta principal. Algumas de suas telhas são ainda originais e trazem inscrições do século XVIII, como a data de fabricação e o nome do oleiro. As portas e batentes, em canela preta, também são originais.
A técnica construtiva empregada neste imóvel foi a taipa de pilão, que consistia em socar o barro com a mão de pilão entre pranchas verticais de madeira (taipal), formando-se assim as paredes externas com cerca de 50 cm de espessura; as paredes internas eram originalmente de pau-a-pique. Introduzida pelos portugueses, essa técnica de origem árabe foi amplamente utilizada pelos paulistas que, devido ao seu isolamento geográfico, dependiam essencialmente do barro como recurso para construção.
A Casa do Sítio da Ressaca possui algumas peculiaridades em relação aos demais exemplares de casas bandeiristas existentes na cidade: a assimetria de sua planta, um único alpendre não centralizado na fachada principal e o telhado de duas águas. Seu último proprietário, Antonio Cantarella, responsável pela urbanização do bairro do Jabaquara, transformou o sítio em chácara, realizando seu loteamento em 1969. Esta modificação coincidiu com a chegada do metrô à região e a desapropriação de mais de um terço da área para instalação do seu pátio de manobras.
A Casa do Sítio da Ressaca teve a sua restauração iniciada em 1978, sob responsabilidade da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB) e foi inaugurada em 1979. Sofreu um incêndio parcial em 1986, passando novamente por obras de restauro e conservação em 1987/88, 1990 e 2002. Foi ocupada de 1991 a 2002 pelo Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro. Atualmente abriga exposições que contemplam os fazeres e as manifestações da cultura popular.

Sítio da Ressaca - Foto Emilene Miossi

Sítio da Ressaca - Jabaquara

Sítio da Ressaca - Jabaquara

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Vale a pena investir em ações?

O povo brasileiro ainda tem muito receio de investir em ações por desconhecer a real magnitude e natureza de seus riscos. Muitas vezes deixa de fazer esse tipo de investimento mesmo quando seria adequado a seu perfil, ou seja, aquele que aceita algum risco e não se assusta com a renda variável. Investir em ações significa investir em empresas brasileiras, ou seja, apostar no empreendedorismo e na competência de nossa nação. Ao comprar ações, o investidor ajuda a fortalecer o mercado de capitais nacional, além de transformar estes recursos em geradores de retornos diretos ao acionista, e indiretamente à sociedade na forma de empregos, atividade econômica e valor adicionado (medida que compõe o PIB nacional).

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Estudos sobre o retorno deste tipo de investimento não faltam, e quase todos demonstram um retorno muito interessante ao investidor no longo prazo, desde que não seja concentrado em apenas uma empresa ou em um portfolio de ativos altamente correlacionados entre si. Vamos separar esta análise em duas partes: risco e retorno. Continuar lendo Vale a pena investir em ações?