A taxa SELIC costuma ser muito lembrada pelo aspecto de controle monetário, em especial quando aumenta a restrição de moeda (elevação da taxa). Porém, a mesma taxa também tem um papel fiscal muito importante: indica o grau de atratividade ao investidor para o financiamento do tesouro público. A um determinado nível de risco, o investidor observa a taxa de remuneração de seu capital para decidir se empresta ou não aos cofres públicos. Inclua nesse “ risco” principalmente a probabilidade de calote dos títulos públicos (default da economia). Continuar lendo Tesouro Direto e o risco fiscal atual
Categoria: administração
A cidade dos CIAM
Alguns eventos do final da década de 1920 demonstraram que havia uma vontade convergente, em diversos países do mundo e entre arquitetos trabalhando isoladamente, àquilo que viríamos a conhecer como Movimento Moderno.
Evidenciadas as semelhanças nos trabalhos de muitos arquitetos modernistas de diversos países, surge então a ideia de se criar uma associação internacional que agremiasse esses profissionais. A iniciativa se concretiza em 1928, num encontro realizado no castelo de La Serraz. Esse encontro ficou marcado como a primeira reunião internacional de arquitetos modernos.

Era apenas o início de uma longa série de eventos que mais tarde viriam a ser conhecidos como Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAM). Foram realizados onze congressos ao longo de mais de trinta anos – o último foi realizado em Waterloo em 1959. Todos eles deixaram importantes registros à história do urbanismo, de uma forma ou de outra. Continuar lendo A cidade dos CIAM
A cidade-jardim de Ebenezer Howard
Da mesma forma que a cidade modernista “heróica”, a cidade-jardim também foi um modelo desenvolvido em resposta às questões de adensamento intenso e deficiências na salubridade habitacional urbana oitocentista.
Porém, a cidade-jardim surgiu como uma opção bastante diferente do modernismo racionalista em princípio: enquanto este último busca por uma solução nova para a construção de um futuro que se apartasse das tradições, a cidade-jardim olhará para elementos positivos do passado em busca de possibilidade de aproveitamento numa cidade que combinasse os melhores aspectos da cidade tecnológica com o que havia de bom na vida bucólica do passado.

Isso se traduz morfologicamente em subúrbios de baixa densidade, formados basicamente por residências unifamiliares. Apesar desse modelo de subúrbio já ser conhecido antes do modelo cidade-jardim, esse último trouxe algumas rupturas importantes em relação ao desenho urbano de baixa densidade anterior.
A cidade do zoneamento funcional
A ideia da compartimentação funcional da cidade não era novidade per se, uma vez que Vitrúvio, Palladio e Viollet-le-Duc já haviam feito sugestões nesse sentido. Entretanto, o racionalismo modernista leva o conceito a uma escala radical num contexto de redesenho total do espaço urbano em relação aos modelos tradicionais.
Era também uma reação violenta à aproximação de usos incompatíveis na cidade oitocentista, levando o pensamento urbano da época à obsessão pela organização e distribuição de usos no solo. Seu extremo está presente da Carta de Atenas, a qual coloca as funções da cidade como elementos de base ao planejamento urbano, isolando usos em estruturas construídas distintas e bem definidas em relação à maneira como deveriam ser usadas: Continuar lendo A cidade do zoneamento funcional


