A cidade do zoneamento funcional

A ideia da compartimentação funcional da cidade não era novidade per se, uma vez que Vitrúvio, Palladio e Viollet-le-Duc já haviam feito sugestões nesse sentido. Entretanto, o racionalismo modernista leva o conceito a uma escala radical num contexto de redesenho total do espaço urbano em relação aos modelos tradicionais.

Era também uma reação violenta à aproximação de usos incompatíveis na cidade oitocentista, levando o pensamento urbano da época à obsessão pela organização e distribuição de usos no solo. Seu extremo está presente da Carta de Atenas, a qual coloca as funções da cidade como elementos de base ao planejamento urbano, isolando usos em estruturas construídas distintas e bem definidas em relação à maneira como deveriam ser usadas: Continuar lendo A cidade do zoneamento funcional

Livros voltam a estar disponíveis pelo MercadoLivre

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Venda direta de livros está de volta

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A cidade de Raymond Unwin

Todos os eventos que narramos até aqui (vide posts anteriores) levam a alguns momentos-chave de consequências no pensamento urbanismo ocidental. Um desses momentos resultantes ocorreu na Grã-Bretanha em 1909, quando uma série de variáveis confluíram para alguns importantes eventos, destacadamente a aprovação da primeira lei a tratar de planejamento urbano e a publicação de Town Planning in Practice, de Raymond Unwin. Continuar lendo A cidade de Raymond Unwin

A cidade de Haussmann

A Paris de Haussmann (que é praticamente a mesma capital francesa que conhecemos hoje em termos viários) é provavelmente a mais emblemática experiência do urbanismo barroco registrado enquanto obra construída. Trata-se de uma radical intervenção numa cidade de traçado medieval, renovando o traçado viário, reformando a estrutura fundiária, construção de obras de infraestrutura urbana, de equipamentos, urbanização de novos espaços livres com três grandes objetivos:

  1. Fácil circulação dentro do espaço urbano;
  2. Erradicar a insalubridade e decadência nos bairros, favorecer a circulação de ar no interior das quadras adensadas, criar uma imagem de modernidade, arborizar a abrir espaços livres na cidade;
  3. Valorizar e enquadrar monumentos em perspectiva, os conectando entre si por vias largas.

Plano urbano de Haussmann para Paris Continuar lendo A cidade de Haussmann