Avaliação de intangíveis por Radegaz Nasser: obra de Picasso (UPAV 2016)

O engenheiro Radegaz Nasser, referência na área de avaliação de imóveis e Certificado pelo Ibape nível AAA, trouxe um caso no mínimo curioso às telas da UPAV 2016 no Rio de Janeiro: a avaliação de um quadro de Pablo Picasso. Evidentemente que existe um valor intangível na obra de difícil caracterização, e o valor de transação variaria de acordo com o tipo de comprador. Só para citar dois complicadores, entre outros.

Curioso também é como o problema se colocou em suas mãos. Durante um curso de informática, no qual era treinado em planilhas eletrônicas, Radegaz recebeu os dados de diversas obras do artista para fazer exercícios simples como obter médias e montar gráficos. Mas dados tão mastigados, com tantas variáveis disponíveis são tentadoras a qualquer avaliador que ame o que faz. De posse dos valores obtidos em leilão para aquelas obras, fez uma avaliação que ninguém havia solicitado. Continuar lendo Avaliação de intangíveis por Radegaz Nasser: obra de Picasso (UPAV 2016)

O que é patrimônio de afetação?

A Encol faliu em 1999 deixando inúmeros compromissários compradores de imóveis com imenso prejuízo. O fato foi marcante por ter ocorrido com uma construtora e incorporadora grande, bem conhecida (e reconhecida) pelo mercado, e por não haver, na época, garantias jurídicas para que essas famílias recuperassem seus investimentos. Obras que estavam quase em sua conclusão não podiam ser entregues, porque a contabilidade era única para todos os empreendimentos da empresa.

O evento motivou a criação, através da Medida Provisória 2.221/2001, de uma instituição jurídica que isola o patrimônio de cada empreendimento na contabilidade da empresa, protegendo-o da falência ou insolvência civil do incorporador.

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O melhor ano da história

ano

Meus amigos leitores,

Hoje escrevo para agradecer a vocês pelas quase 150.000 visitas a este blog apenas em 2016 (e ainda estamos em novembro!). Certamente nossas melhores expectativas não chegavam nem perto desse grande salto em relação a todos os anos anteriores.

Chegamos ao oitavo ano de existência efetivamente consolidados como referência, tanto no Brasil quanto internacional: aproximadamente 10% dos acessos (15.000) foram originados fora do Brasil, com grande peso para os Estados Unidos e países de língua portuguesa, principalmente Portugal, Angola e Moçambique. Grande abraço a todos os irmãos de língua materna!

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Qual a diferença entre heliponto e heliporto?

Helipontos em São Paulo
Helipontos em São Paulo – Google Maps

Heliponto é uma área homologada (ou registrada) e demarcada para o pouso de helicópteros, e não dispõe de instalações complementares (áreas de taxiamento, reabastecimento, pátios ou hangares para estacionamento ou manutenção dos helicópteros, por exemplo).

O heliponto pode ser:

  • Elevado: construído sobre edificações
  • Privado: só pode ser utilizado com a permissão do proprietário (mais comum). Não podem ser utilizados para fins comerciais.
  • Público: acessível a praticamente qualquer helicóptero (menos comum)
  • Civis (públicos ou privados) ou Militares

Heliporto tem com os mesmos elementos do heliponto, com a adição de estruturas de apoio aos passagerios e aeronave (combustível para a aeronave, corpo de bombeiros, instalações de embarque e desembarque de passageiros, por exemplo). O heliporto é público, e sua construção, operação e manutenção são executadas, direta ou indiretamente, pelo poder público através do Comando da Aeronáutica. Continuar lendo Qual a diferença entre heliponto e heliporto?

Expectativas e principais indicadores do mercado imobiliário na América Latina (UPAV 2016)

Hardy Milsch é norte-americano, passou parte de sua vida profissional no México, e hoje é Vice-Presidente Senior e Country Manager da Prologis no Brasil, uma joint venture que representa um dos maiores players brasileiros em apoio logístico. A empresa possui mais de 65 milhões de metros quadrados de área locável no mundo, e ele não se intimida em iniciar seu pronunciamento dizendo que não se preocupa muito com a crise brasileira para seus investimentos. O motivo? As famílias mudam de marca quando o dinheiro fica curto, mas o consumo básico continua existindo. Para ele, só muda o cliente.

A visão de Milsch é de um futuro muito bom para o Brasil em termos de imóveis para apoio logístico, desde que as reformas que apontam no horizonte sejam concretizadas pelo governo. O crescimento recente do Brasil, México e China está ligado à ampliação do consumo das famílias, e o consumo brasileiro continua crescente. Isso tem a ver com outro motivo para seu otimismo: o e-commerce está tomando o lugar das lojas físicas, e esse canal exige três vezes mais espaço logístico para estoques que as lojas convencionais. Continuar lendo Expectativas e principais indicadores do mercado imobiliário na América Latina (UPAV 2016)