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Olá! Hoje começamos uma nova série de textos sobre empreendedorismo, identificada por um [e] antes do título (como neste). Apesar de muito se falar sobre o assunto, em nosso ramo de atividade ainda ensaiamos o empreendedorismo profissional, pouco utilizamos das mais recentes técnicas e tecnologias que estão revolucionando o mundo, como a preparação para a transformação digital, o Scrum para conduzir projetos, o Canvas para idealizar o negócio ou a estratégia do Oceano Azul ao observar a concorrência. Continuar lendo

Como publicar um livro digital (e-book)?

Temos recebido muitas perguntas de leitores do blog sobre nossa viabilização lastreada quase que 100% em produtos digitais – principalmente em livros e cursos digitais. Muitos leitores têm interesse em publicar livros (vários com o material pronto) e encontram dificuldades em acessar editoras tradicionais para publicar seus trabalhos. Felizmente, isso já é coisa do passado. Você pode publicar seu livro sem gastar nenhum centavo com editoras, sem burocracia, de forma totalmente independente e com o apoio de plataformas de peso, como Amazon, iTunes, Kobo, Google e muitas outras. Continuar lendo

Os arquitetos a.G.

Existe ainda uma geração de arquitetos que acredita ser dona da sabedoria suprema em uma infinidade de assuntos que não lhe diz respeito. E isso não é privilégio de nossa classe, entre engenheiros existe o mesmo fato peculiar. São profissionais tão confiantes em si mesmos que pronunciam barbaridades em entrevistas à mídia impressa (ou na web) – e nossos fantásticos jornalistas imprudentemente os publicam. Ambos caem no ridículo e talvez não saibam disso.

Acho até engraçado ler algumas ideias e opiniões de nossos mestres – chega a dar dó de alguns. Não é possível que alguém leve tais palavras a sério. Bom, pensando melhor, é possível sim. Infelizmente. Fato é que eles ainda não perceberam que qualquer informação pode ser verificada a um clique de distância, e de qualquer lugar. E aqueles que têm renome (e deveriam protegê-lo, pela lógica usual), ficam mais pomposos para ditar regras a partir de suas sensações e percepções.

Eles ainda não chegaram ao ano de 1637, em que  Discurso do método de René Descartes foi publicado. Descartes, desconfiando de tudo e de todos, inclusive de si mesmo e de suas percepções, revolucionou a ciência e permitiu um desenvolvimento de base que levou à eficiência energética do vapor e mecanização nos anos 1700, que por sua vez levaram à Revolução Industrial nos anos 1800, às sucessivas revoluções tecnológicas dos anos 1900 e finalmente ao Google, aquele lugar onde o discurso vazio é destruído em uma fração de segundo.

Uma vez, durante o mestrado, um professor disse que meu método de cálculo de uma amostra estava errado (eu estava usando um livro de estatística básica). O jeito correto, segundo ele, era pegar uma amostra de 3% do universo (!!!!). Não era piada, ele falava sério. Eu estava na USP, e o tal professor é um figurão que dá entrevistas a torto e direito para tudo quanto é jornal e revista. Na hora eu fiquei revoltado, mas não disse nada. Ninguém naquela sala me apoiaria (oi, você acha mesmo que um grupo de arquitetos iria brigar pelo rigor estatístico?). Mas hoje, vendo de longe, penso que fiz o correto – respeitei, que é o que fazemos com espécies em extinção. Continuar lendo