Arquitetura popular brasileira – indicação de livro

Arquitetura popular brasileira. Livro. Günther Weimer

Este é, sem dúvida alguma, o livro mais interessante que já li sobre o tema, a começar pelo título. Günther Weimer constrói uma argumentação contra a tradicional arquitetura vernacular. E logo as primeiras páginas já valem o livro, trazem um interessante estudo sobre nossas influências culturais a partir das raízes mais antigas de nossa formação étnica, começando pela migração de povos asiáticos para a América do Norte e de lá descendo até nossas terras para formar nossos primeiros povoamentos indígenas, milhares de anos atrás.

Daí em diante, é impossível largar essa obra: aborda as origens do que chamamos de influência européia, a identificação da diversa e rica contribuição africana e as demais correntes imigratórias que recebemos mais fortemente nos últimos 150 anos. Weimer também identifica de forma precisa manifestações construtivas desprezadas pelo poder dominante, incluindo equívocos de se associar adaptações locais de técnicas ancestrais milenares de alhures em nossas terras, tais como as palafitas e a busca pelo contato com a água. Continuar lendo Arquitetura popular brasileira – indicação de livro

A Segunda Edição do mais lido já está disponível!

Introdução à administração do escritório de arquitetura Segunda Edição

O livro mais lido sobre administração de escritórios de arquitetura acaba de ganhar sua Segunda Edição, já disponível na Amazon em formato digital. Esta nova edição traz uma revisão completa do texto, atualizando para as condições atuais de tecnologia, regulação, mercado e ambiente de negócios. Você terá acesso a mais de 90% de material novo e perfeitamente aplicável ao nosso atual contexto de BIM, Inteligência Artificial, mercados competitivos digitais e regulação mais rigorosa.

Lançado originalmente em 17 de agosto de 2013, o livro mais lido sobre este assunto na plataforma Amazon havia recebido uma atualização de texto em 2017. Nesta nova edição, trazemos uma atualização e ampliação muito maior, com aprofundamento sobre a formação de preços, estratégias de competição derivados de metodologias ágeis (agile), e mais orientações sobre gestão de pessoas nos escritórios pós-pandemia de Covid-19. Continuar lendo A Segunda Edição do mais lido já está disponível!

E a história dos historiadores?

Excluindo nossos colegas que obtiveram informações nas pesquisas primárias em documentos e outros registros, todos (nós) os demais acumulam conhecimento por meio do que nos trazem os historiadores. E vamos, assim, conhecendo um a um, e tendo contato com diversas vertentes de interpretações dos fatos ocorridos. Eventualmente, conseguimos até deduzir algumas coisas sobre aqueles que nos dizem, o que nos ajuda a ponderar diversos paradigmas.

Mas não faltaria um prefácio para essas leituras, nos preparando para as características da lente por meio da qual vamos olhar o passado? Não seria interessante uma nota prévia, preferencialmente de alguém com visão distinta da trazida pelo autor, de forma a nos alertar para quais filtros ou ponderações deveríamos ativar ou não durante a leitura?

Recentemente, tive contato com um trabalho que muito contribui para mitigar este risco: o trabalho de Josep Maria Montaner sobre a crítica na arquitetura: Arquitetura e crítica. Este belo e objetivo trabalho traz pelo menos três capítulos que nos auxiliam muito na leitura de textos mais populares sobre a história da arquitetura. Auxiliam tanto que me instigam a voltar a muita coisa que já li e absorvi sem o cuidado de ponderar possíveis (ou inevitáveis) vícios de origem. Continuar lendo E a história dos historiadores?

As bases da crítica, segundo Montaner

Segundo Josep María Montaner, toda crítica é a emissão de um julgamento, e se desenvolve em proximidade à teoria, à estética (forma como se apresenta) e à história. Muito mais que promover ou negar, ou que estabelecer obras melhores e piores, é muito mais completa, possui desafios metodológicos e contradições internas característicos das atividades com o mais amplo sentido cultural. Por exemplo, no caso da arquitetura, o julgamento se estabelece sobre a medida em que a obra alcançou (ou não) suas finalidades: funcionalidade distributiva e social, beleza e expressão de símbolos e significados, adequados usos de materiais e técnicas, relação com o contexto urbano, o sítio de implantação e ao meio ambiente. Continuar lendo As bases da crítica, segundo Montaner

Diferença entre luminância e iluminância

Segundo Tregenza et al. (2015, p.7, Bookman), os dois conceitos são definidos da seguinte forma:

Iluminância é a quantidade de luz que incide sobre uma área unitária de superfície.

Luminância é o brilho de uma fonte medida com um fotômetro. Fonte é qualquer coisa que emite luz. O que nós, de fato, percebemos, depende do estado de adaptação do olho e de outros fatores. Também é chamada de “luminosidade aparente”. Continuar lendo Diferença entre luminância e iluminância