Validação automática de projetos em BIM: arquivo IDS

Entre as inúmeras vantagens da adoção do BIM, existe uma que interessa em especial às organizações que precisam analisar e aprovar projetos técnicos: a capacidade que o BIM possui de validar automaticamente projetos em padrão neutro universal (formato IFC), conforme determinam as normas ISO e os padrões buildingSMART. Essa capacidade, que até pouco tempo atrás era um interessante potencial do BIM, já é realidade e está em estudo por órgãos públicos brasileiros (como prefeituras) para a agilização de aprovações e licenciamentos.

A base dessa capacidade está na construção de um arquivo específico para a instrução de regras de validação do projeto. Este arquivo, denominado Information Delivery Specification (IDS), é codificado em XML, uma linguagem bastante simples e de fácil compreensão. Neste arquivo, podemos instruir absolutamente qualquer tipo de verificação do arquivo IFC, desde que observemos as limitações da linguagem XML e os padrões e as nomenclaturas corretas dos campos IFC, conforme internacionalmente estabelecidas pelas normas ISO. Por exemplo, o nome do projeto deve sempre estar no campo IfcProject.

Validação de projetos em BIM com arquivo IDS, padrão buildingSMART
Validação de projetos em BIM com arquivo IDS, padrão buildingSMART

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Diferença entre CDE e repositório de arquivos [GA]

Nossa forma tradicional de trabalhar em ambiente digital não era completamente integrada em termos de dados e informações, e a base do trabalho era sempre o arquivo de computador. A partir da ampla difusão da internet passamos a compartilhar ou armazenar esses arquivos em servidores remotos que disponibilizavam pastas de acesso coletivo, onde trocávamos arquivos entre diferentes profissionais e empresas. Este tipo de pasta de simples armazenamento e troca de arquivos é o repositório de arquivos simples, tais como o Dropbox, Google Drive e Autodesk Docs.

Mas a forma de trabalhar mudou. Com o BIM, é necessária a existência de um ambiente virtual onde diferentes pessoas envolvidas com o projeto possam trabalhar de forma colaborativa e sobre um mesmo modelo. Para essa necessidade, o repositório de arquivos é insuficiente. Surgiu assim o conceito de Ambiente Comum de Dados (CDE), designando espaços virtuais que organizam, gerenciam e compartilham dados e informações de um projeto em contexto BIM (Building Information Modeling). Continuar lendo Diferença entre CDE e repositório de arquivos [GA]

O que é gêmeo digital (digital twin) [GA]

Considere a existência de dois tipos de dados associados ao ativo construído: os dados obtidos do edifício real, capturados de sua manifestação concreta (dados reais), e os dados gerados no ambiente digital, virtual ou de simulações da máquina (dados sintéticos). O processo de idealização, projeto, viabilização, construção, operação, manutenção, recondicionamento e desativação do edifício envolve inúmeros processos de interação entre esses dois tipos de dados.

Idas e vindas são comuns, não apenas nos processos da arquitetura, mas também nos demais processos envolvendo outros agentes e contextos. O resultados dessas interações têm impactos diretos na qualidade construtiva, na sustentabilidade do ativo, nos custos e nos prazos.

A abordagem baseada nos resultados inicia os processos de projeto a partir dos benefícios esperados para usuários, comunidade e ambiente, travando-os como metas a serem atingidas, e trabalha com dados granulares de melhor qualidade e em ambiente conectado de forma a aplicar adequadamente no mundo real, sobre o qual se acumula conhecimento digital. Utiliza a cocriação com ferramentas de inteligência artificial (IA), simulando muitos cenários diferentes e selecionando aquele que apresentar melhor desempenho nos aspectos de interesse. Os resultados dessas interações deverão ter impactos não apenas em qualidade, sustentabilidade, custos e prazos, mas também em habitabilidade do ativo ou contexto, diversidade de soluções para a diversidade da demanda, considerar a receita operacional líquida do ativo, melhorar a experiência humana e ser acessível.

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A Segunda Edição do mais lido já está disponível!

Introdução à administração do escritório de arquitetura Segunda Edição

O livro mais lido sobre administração de escritórios de arquitetura acaba de ganhar sua Segunda Edição, já disponível na Amazon em formato digital. Esta nova edição traz uma revisão completa do texto, atualizando para as condições atuais de tecnologia, regulação, mercado e ambiente de negócios. Você terá acesso a mais de 90% de material novo e perfeitamente aplicável ao nosso atual contexto de BIM, Inteligência Artificial, mercados competitivos digitais e regulação mais rigorosa.

Lançado originalmente em 17 de agosto de 2013, o livro mais lido sobre este assunto na plataforma Amazon havia recebido uma atualização de texto em 2017. Nesta nova edição, trazemos uma atualização e ampliação muito maior, com aprofundamento sobre a formação de preços, estratégias de competição derivados de metodologias ágeis (agile), e mais orientações sobre gestão de pessoas nos escritórios pós-pandemia de Covid-19. Continuar lendo A Segunda Edição do mais lido já está disponível!

Por que incinerar lixo não é a solução [C40]

Muitos municípios estão sendo inundados de propostas “milagrosas” de solução para o problema dos resíduos sólidos por meio de incineração. A ideia de resolver o problema e produzir energia barata parece promissora aos líderes municipais. Muitas vezes, as cidades gastam muito dinheiro investigando a viabilidade desses projetos e nunca avança devido às limitações dessas tecnologias e aos impactos com relação aos requisitos de combustível, custos operacionais, qualidade do ar e outras questões descritas em um artigo recente da C40.

A incineração de resíduos sólidos costuma ser apresentada como uma solução rápida e, ao mesmo tempo, produzir energia. A ideia é comercializada como limpa e lucrativa, mas isso não corresponde à realidade. A incineração está, na verdade, entre as piores abordagens que as cidades podem adotar para atingir as metas de redução de resíduos e de geração de energia. Sua infraestrutura fixa instalada (investimentos em CAPEX) é cara para construir e continua sendo cara na fase de operação (investimentos em OPEX). É ineficiente e gera elevados riscos ambientais.

A rota tecnológica da incineração prende as cidades a caminhos com alto teor de carbono, pois incentiva a continuar produzindo muitos resíduos para alimentar o incinerador, enfraquecendo as iniciativas de redução de geração de resíduos ou de aumento das taxas de reciclagem. No mundo todo há uma crescente oposição pública à incineração, que está sendo cada vez mais entendida como tão inadequada quanto o aterro sanitário à medida em que aumenta a conscientização sobre seus impactos ambientais e climáticos. Investimentos em infraestrutura de incineração tendem a se tornar “ativos irrecuperáveis”, à medida que as estratégias bem-sucedidas de redução de resíduos se consolidam e a oposição à incineração cresce. Estes argumentos também se aplicam a outros processos que utilizam o calor para eliminar os resíduos – como a pirólise, que utiliza o calor para decompor a biomassa. Continuar lendo Por que incinerar lixo não é a solução [C40]