Ferramentas para arquitetura e BIM em dispositivos Apple

Algumas pessoas me perguntam sobre a melhor configuração de Apple Mac para rodar ferramentas BIM, se o MacBook Air seria suficiente, por exemplo. A resposta depende de como você usa as ferramentas BIM (ou outras ferramentas para projetos de arquitetura). Eu, por exemplo, uso ArchiCAD tranquilamente num MacBook Air 2017, configuração mínima de fábrica.

Porém, minha utilização vai até o 3D básico para apresentação do projeto. Se você trabalha com animações sobre maquetes eletrônicas ou renderização em ultra-realismo, seria melhor usar um MacBook Pro, por exemplo.

Mas, antes de gastar tubos de dinheiro num Mac (sim, eu sei, é caro), considere também outras possibilidades. Um dispositivo que tem me surpreendido a cada dia pelo desempenho é o iPad (uso um iPad Air 3a. geração, nem está mais à venda no site da Apple). Continuar lendo Ferramentas para arquitetura e BIM em dispositivos Apple

O que significa “step-in rights”

Step-in right, ou direito de assunção do negócio financiado, é um dispositivo legal muito utilizado em project finance, e compõe a estrutura de garantias para esta modalidade de financiamento, a qual não apresenta garantias reais suficientes para a cobertura do crédito (como aconteceria em corporate finance).

O financiador, na falta de garantias reais suficientes para a concessão do crédito, exige do tomador uma série de garantias e seguros. Entre essas garantias, reserva-se o direito de assumir (step-in) o negócio em caso de inadimplência. A execução desse tipo de garantia exige a previsão contratual de como isso se daria, o papel de cada uma das partes no processo, e as atribuições do órgão regulador neste tipo de eventualidade. Continuar lendo O que significa “step-in rights”

Tomada para recarregar carro elétrico

Como deveria ser o ponto de energia elétrica na garagem ou estacionamento para carregar um veículo elétrico?

Recentemente, foi publicada pela revista Auto Esporte uma matéria que passou rapidamente sobre o assunto da instalação elétrica do ponto.

O texto dizia o seguinte: “A recomendação deste padrão é de que as tomadas de 110 Volts tenham no mínimo 10 amperes e no máximo 20 amperes. Já as de 220 Volts possuem corrente de 20 amperes. Em qualquer uma é possível carregar e o custo é o mesmo, só muda o tempo de recarga.”

Do ponto de vista técnico de instalações elétricas, essa afirmativa não faz muito sentido para uma determinada potência elétrica de carregamento. Isso acontece porque a potência (P) é igual à multiplicação entre a tensão (U), em volts, e a corrente (i) em ampéres:

P = U . i

Portanto, quanto a tensão elétrica dobra (de 110 V para 220 V), a uma dada potência (P) fixa, a corrente elétrica deveria ser dividida por dois, e não dobrada. No exemplo, se a 110V a corrente é de 10A a 20A, mantida a potência elétrica, na tensão de 220V a corrente deveria ser de 5A a 10A. O texto da revista dá a impressão que a corrente elétrica em 220V seria a mesma ou maior que em 110V, o que não faz sentido.

Pelo que podemos inferir, a partir do texto é recomendação de se prever até 20 A de corrente para 110V, e isso ajuda a dimensionar o disjuntor desse circuito. Provavelmente, a corrente em 220V seria menor que essa, pela lógica apontada acima. Continuar lendo Tomada para recarregar carro elétrico

Falência do bairro-jardim brasileiro?

Implosão de Pruitt-Igoe, 1972

A morte urbana de regiões e bairros por falta de diversidade de usos não é nenhuma novidade. O exemplo mais emblemático provavelmente é a implosão do conjunto residencial Pruitt-Igoe, de Saint Louis (EUA), em 16 de março de 1972.

O projeto, que seguia à risca os preceitos da arquitetura e urbanismo modernos, premiado, escolhido por unanimidade pelo júri, se provou um grande fiasco. As causas, muito associadas ao uso do solo monofuncional e à falta de participação da comunidade no desenho, levaram o governo local a preferir investir mais alguns milhões de dólares em sua completa aniquilação. Charles Jencks atribuiu ao instante da primeira detonação, a morte do modernismo no campo (falamos mais sobre esse assunto em Competicidade). Continuar lendo Falência do bairro-jardim brasileiro?

Posicionamento do CAU/BR quanto à atuação de corretor de imóvel como perito avaliador

[do website do CAU/BR]

De acordo com Lei Nº 12.378/2010, que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo, a avaliação é uma das competências desse profissional

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR vem a público manifestar, de forma fundamentada, sua oposição quanto a atuação de Corretor de Imóveis como perito avaliador de bens imóveis.

A razão desta nota repousa no fato de que o corretor possui atribuição apenas para opinar quanto a questão de comercialização de imóveis, enquanto a legislação reserva tão somente ao Arquiteto e ao Engenheiro, a atribuição legal para realizar perícias e avaliações de bens imóveis. Continuar lendo Posicionamento do CAU/BR quanto à atuação de corretor de imóvel como perito avaliador