BIM e a concessão de crédito imobiliário

A adoção do Building Information Modeling (BIM) não é apenas uma tendência, mas uma estratégia essencial na era da transformação digital. Além de todas as vantagens que já apresentamos neste blog, o BIM também vem a trazer excelência na avaliação de riscos, precificação de produtos financeiros e na tomada de decisões. Isso acontece porque traz um conjunto de ferramentas e processos que fornecem uma compreensão detalhada do projeto, permitindo uma avaliação mais precisa de riscos associados à construção e desenvolvimento imobiliário. Desta forma, a análise integrada de dados no BIM auxilia na tomada de decisões informadas sobre concessão de crédito, considerando fatores de custo, prazo e sustentabilidade.

Mesmo após a concessão do crédito, o BIM e tecnologias que podem a ele se associar permitem monitoramento em tempo real, tanto do desenvolvimento de projetos executivos quando da execução da obra. As instituições financeiras podem acompanhar os processos do cliente, garantindo a conformidade com os termos do financiamento e a identificação precoce de riscos potenciais relevantes ao credor. Continuar lendo BIM e a concessão de crédito imobiliário

As bases da crítica, segundo Montaner

Segundo Josep María Montaner, toda crítica é a emissão de um julgamento, e se desenvolve em proximidade à teoria, à estética (forma como se apresenta) e à história. Muito mais que promover ou negar, ou que estabelecer obras melhores e piores, é muito mais completa, possui desafios metodológicos e contradições internas característicos das atividades com o mais amplo sentido cultural. Por exemplo, no caso da arquitetura, o julgamento se estabelece sobre a medida em que a obra alcançou (ou não) suas finalidades: funcionalidade distributiva e social, beleza e expressão de símbolos e significados, adequados usos de materiais e técnicas, relação com o contexto urbano, o sítio de implantação e ao meio ambiente. Continuar lendo As bases da crítica, segundo Montaner

Espessuras mínimas de lajes maciças

Regra prática: espessura (h) = Lx / 40

Onde Lx = lado menor da laje.

Para lajes maciças, as espessuras mínimas são definidas pela norma ABNT NBR 6118:

  • Laje para cobertura (sem balanço): 7cm
  • Laje de piso (sem balanço): 8cm
  • Laje em balanço (ou marquise): 10cm
  • Laje suporte de veículos de passeio [1] (até 30kN): 10cm
  • Laje suporte de veículos >30kN: 12cm
  • Laje com protensão apoiada em vigas (considerando o mínimo de Lx/42 para lajes-piso biapoiadas e Lx/50 para lajes-piso contínuas): 15cm
  • Lajes lisas: 16cm
  • Lajes-cogumelo (fora do capitel): 14cm

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Peso específico, por área e tabela de aço – cálculo concreto armado

Apenas para termos à mão com facilidade:

Alvenaria de blocos de concreto: 1.400 kgf/m3
Alvenaria de tijolos de barro (maciço): 1.800 kgf/m3
Alvenaria de tijolo baiano (furado): 1.300 kgf/m3
Concreto armado convencional: 2.500 kgf/m3
Concreto simples convencional: 2.400 kgf/m3
Granito: 2.700 kgf/m3
Madeira: 480 kgf/m3 a 1.150 kgf/m3, dependendo do tipo (entre os mais usados na construção civil)
Terra compactada: 1.800 kgf/m3

Acabamento de piso: 100 kgf/m2
Acabamento de teto (revestimento): 30 kgf/m2
Assoalho de madeira: 15 kgf/m2
Impermeabilização de laje: 100 kgf/m2
Revestimento de piso em tacos com argamassa: 65 kgf/m2

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Volum3: o fluxo de trabalho do amanhã [GA]

Num futuro muito próximo (ou ainda hoje mesmo), o fluxo do trabalho intelectual deixará de ser feito por meio de e-mails, planilhas, editores de texto e de anotações com hiperlinks soltos. Trabalhar colaborativamente significará estar num ambiente estruturado de fluxos de trabalho e de dados, no qual o trânsito de informações respeitará protocolos e requisitos pré-estabelecidos.

Além disso, o ambiente digital de trabalho será interconectado e fluido entre diversos aplicativos de colaboração. O objeto do trabalho, ou seja, os arquivos eletrônicos que melhor traduzam o que é seu resultado principal estará centralizado e ao mesmo tempo compartilhado com todos os colaboradores envolvidos. E tudo isso será tão natural e corriqueiro que não nos daremos conta, da mesma forma que hoje não nos damos conta dos protocolos e padrões de internet que usamos diariamente para simplesmente trabalhar.

Nesse contexto nascente, informações geradas em reuniões de trabalho não estarão mais apartadas dos sistemas onde o trabalho é, de fato, desenvolvido. Traduzir atas de reuniões para informações de entrada (inputs) do processo de desenvolvimento de um projeto não fará sentido, porque as próprias reuniões deverão fazer parte desse contexto digital de desenvolvimento total. Para isso, utilizaremos ferramentas adequadas para esses registros dentro dos mesmos ambientes digitais de desenvolvimento do trabalho em si. Continuar lendo Volum3: o fluxo de trabalho do amanhã [GA]