Cenário do mercado imobiliário para 2019

Observando o comportamento das variáveis com maior influência sobre o fenômeno estudado – histórico, tendências, análise qualitativa, opiniões de especialistas – montamos aqui um panorama de cenários possíveis para o mercado imobiliário brasileiro em 2019. Não é adivinhação, e sim a preparação para o que tende a ocorrer. Essencial para a sobrevivência em nosso mercado pouco amistoso ao investidor.

Assim sendo, trazemos aqui um resumo de indicadores atuais para o mercado imobiliário, todos dados públicos e sistematizados por organizações envolvidas e comprometidas com nosso setor de atuação.

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Cenário do mercado imobiliário para 2018

Bola de cristal pode até existir – trata-se de um cristal na forma esférica. Só isso. Previsões para o futuro são outra coisa – é impossível saber o que vai ou não acontecer, pois cada fenômeno do mundo está sujeito a uma infinidade de variáveis. Nem Teoria do Caos resolve.

Por outro lado, não significa que estejamos no escuro absoluto: podemos observar o comportamento das variáveis com maior influência sobre o fenômeno estudado – histórico, tendências, análise qualitativa, opiniões (inclusive mapeando a profecia de auto-realização), etc. É exatamente isso que a análise de mercado faz, o que permite um planejamento frente aos cenários possíveis. Não é adivinhação, e sim a preparação para os cenários possíveis. E isto é essencial para a sobrevivência em nosso mercado pouco amistoso.

Assim sendo, trazemos aqui um resumo de indicadores atuais para o mercado imobiliário, todos dados públicos e sistematizados por organizações envolvidas e comprometidas com nosso setor de atuação.

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Blade Runner 2049: a confirmação da condição pós-moderna

Se pelo lado ontológico da vida permanecem e se aguçam as características pós-modernas identificados por Harvey e Baudrillard (apesar de nossa arquitetura e mercado imobiliário ainda não as interpretarem adequadamente à cultura nacional), pelo lado metafórico da arte elas se confirmam na mais recente evidência qualificada, em Blade Runner 2049. A condição contemporânea é tão evidente que questões cotidianas aparecem com naturalidade e até certo humor irônico no roteiro que dá sequência ao filme de 1982. Desumanização, fragmentação, virtualidade, predominância da representação sobre o representado, contextualismo são alguns pontos que permanecem de forma harmônica com a época atual, corroborando previsões que não são do início dos anos 1980, e sim (apesar de parcialmente) originadas no romance de Philip K. Dick, Do androids dream of electric sheep?, de 1968.

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Os mesmos replicantes que fornecem respostas a necessidades e desejos humanos pouco entendem da real humanidade dessas demandas, numa possível analogia às sombras na caverna de Platão. Um estranhamento que não por acaso se assemelha ao humano atual frente a um mundo em rápida transformação, cujo controle provavelmente não está ao alcance de nenhum indivíduo de nossa espécie. A fragmentação, personalidade definida pelo contexto e a imagem do ser humano incompleto e imperfeito sendo substituído por constructos variados são características que flagrantemente denotam a contemporaneidade de um roteiro do início dos anos 1980, época em que o cyberpunk possivelmente não suspeitava do quão acertadas eram suas previsões. Continue lendo “Blade Runner 2049: a confirmação da condição pós-moderna”