Cenário do mercado imobiliário para 2019

Observando o comportamento das variáveis com maior influência sobre o fenômeno estudado – histórico, tendências, análise qualitativa, opiniões de especialistas – montamos aqui um panorama de cenários possíveis para o mercado imobiliário brasileiro em 2019. Não é adivinhação, e sim a preparação para o que tende a ocorrer. Essencial para a sobrevivência em nosso mercado pouco amistoso ao investidor.

Assim sendo, trazemos aqui um resumo de indicadores atuais para o mercado imobiliário, todos dados públicos e sistematizados por organizações envolvidas e comprometidas com nosso setor de atuação.

Indicadores Macroeconômicos

Uma das principais variáveis macroeconômicas é a mente do consumidor, decisiva para o investimento imobiliário, e este indicador é medido por pesquisas realizadas por instituições reconhecidas.

Segundo o IBRE/FGV, o Índice de Confiança do Consumidor apresenta forte alta recente, sinalizando um período otimista para um futuro próximo. Atingiu o maior nível desde fevereiro de 2014, com 96,6 pontos. Isto significa 8 pontos acima de janeiro de 2018.

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O empresário da indústria demonstra recuperação similar, confirmando o otimismo de ambas as partes.

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O empresário da construção civil, via de regra mais cético que os demais, também acompanha a tendência consistente de retomada da confiança.

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A expectativa de crescimento (IE) continua elevada, com a diferença em relação a anos anteriores que agora é acompanhada de melhora do Índice de Situação Atual (ISA).

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A taxa de desemprego mantém a tendência de queda iniciada no ano passado, indicando melhora consistente na renda das famílias.

Esta tendência de queda pode se acelerar ou desacelerar em função de outras variáveis macroeconômicas como câmbio, estabilidade política, confiabilidade jurídica e de instituições, cenários do exterior, investimentos e utilização da capacidade instalada.

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Indicadores do Mercado Imobiliário

Os preços de oferta do mercado imobiliário (em média) apresentaram em novembro de 2018 uma sinalização consistente de alta pela primeira vez desde fevereiro de 2017. É improvável que a exuberância de preços do boom imobiliário brasileiro finalizado em 2015 se repita em 2019.

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A demanda por moradia continua elevada em função da patente incapacidade do estado brasileiro em resolver o problema sozinho. Um imenso mercado popular aguarda apenas por canais de viabilização. A manutenção da taxa básica de juro da economia (Selic) em patamar baixo continua a atrair investidores a empreendimentos privados de aluguel social, Parcerias Público-Privada – PPP da habitação, e financiamento por fluxo de caixa do projeto (project finance) no setor.

Os recursos da Poupança (SBPE, desde 1968 financiando imóveis por força legal) voltaram a crescer e o número de unidades financiadas voltou a aumentar em sua linha de tendência, indicando que o pior momento deste tipo de funding talvez já tenha ficado para trás (dados da ABECIP):

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Ficamos por aqui, lhe desejando um 2019 de excelentes negócios e prosperidade. Parece propício.

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