PPP Habitacional no Brasil – Segunda Edição

A Segunda Edição deste trabalho é anunciada com muita satisfação por diversos motivos. O principal deles certamente é o recente processo de amadurecimento e crescimento do número de iniciativas brasileiras, em especial as recentes licitações do município de São Paulo e os novos projetos de locação social financiados pelo Governo Federal, por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil. Estes últimos decorrem do Decreto Federal 10.678/2021.

Os municípios possuem à sua disposição este modelo de contratação administrativa que permite reduzir o déficit habitacional local por meio de investimentos privados e associados à prestação de serviços públicos de excelência no longo prazo. Além disso, essa modalidade de desenvolvimento habitacional permite a recuperação de edifícios abandonados em áreas urbanas centrais e o efetivo desenvolvimento social das famílias.

O contrato de PPP traz inúmeras vantagens ao poder público municipal, desde a garantia de que não haverá nenhum desembolso público até que a obra esteja pronta e em condições de moradia e operação, até a de que o concessionário responsável pela construção, manutenção, segurança, limpeza e desenvolvimento social terá sua remuneração condicionada à qualidade do serviço prestado. Isso revoluciona o conceito de obras e prestação de serviços públicos no Brasil, e explica a enorme procura dos municípios por este tipo de contratação nos mais variados setores.

Este novo trabalho incorpora aprendizados recentes de boas práticas e traz mais algumas informações consolidadas do mercado de PPP e concessões, em especial no que diz respeito à modelagem econômico-financeira desses projetos. Continuar lendo PPP Habitacional no Brasil – Segunda Edição

Contas nacionais: resumo do cálculo para comércio exterior

Introdução à economia Gregory Mankiw

As contas nacionais, no que se refere ao comércio exterior, podem ser resumidas da seguinte forma:

balança comercial é obtida pela diferença entre Exportações FOB [1] (soma) e Importações FOB (subtrai).

(+) Exportações FOB
(-) Importações FOB
(=) Balança Comercial (A)

Balanço de transações correntes ou Saldo de conta corrente parte do resultado da Balança Comercial (A) e adiciona a consideração de Serviços e rendas (B) e as Transferências unilaterais correntes (C).

Os Serviços e rendas (B) incluem fretes, seguros, transferências de lucros, viagens, juros e royalties.

As Transferências unilaterais correntes (C) são as remessas internacionais de recursos realizadas por indivíduos. Envio de dinheiro do exterior a familiares, por exemplo, se enquadra nesta categoria.

(+/-) Resultado da Balança Comercial (A)
(+/-) Serviços e rendas (B)
(+/-) Transferências unilaterais correntes (C)
(=) Balanço de transações correntes ou Saldo de conta corrente (D) Continuar lendo Contas nacionais: resumo do cálculo para comércio exterior

Série Gestão Arquitetônica começa agora [GA]

Bom dia, queridos leitores!

Conforme anunciei em 24 de janeiro passado, hoje darei início a uma série de textos específicos sobre a administração do escritório de arquitetura. Apesar de já ter publicado alguns textos sobre esse assunto no passado (veja aqui), percebi que o assunto, tão caro para mim, estava ficando em segundo plano no blog. A vacina para esse equívoco começa agora.

Atualmente, o assunto vem sendo tratado internacionalmente sob o título Gestão Arquitetônica (GA), o que explica a título desta série de textos. Apesar de ser um tema relativamente recente nas discussões em nosso campo profissional no Brasil, o assunto Architectural Management vem sendo discutido na Grã-Bretanha desde 1964, e aparece com este título em artigos científicos do início da década de 1990. Continuar lendo Série Gestão Arquitetônica começa agora [GA]

Ano sem fim

Olhando daqui de dezembro, este ano de 2022 parece ter sido longo demais, especialmente para o Brasil. Foi uma sequência de fatos e eventos que certamente terão consequências futuras contundentes. E parece que, ao viver mais um deles, há certa ofuscação ou efeito halo que nos dificulta uma visão panorâmica do que foram esses últimos 12 meses. Aqui, neste post, jaz um esforço contrário a essa tendência. Continuar lendo Ano sem fim

A cidade da moradia moderna

A ascensão da cidade modernista foi acompanhada do direcionador de políticas públicas de produção de habitação salubre, com boas condições sanitárias, bem ventilada e iluminada. Era a reação natural de uma geração que conheceu as primeiras (e talvez mais graves) versões de insalubridade urbana nas cidades industriais repentinamente adensadas.

Aliado a este contexto, partidos políticos progressistas também ascenderam ao poder na Europa, trazendo um novo entendimento sobre a responsabilidade do Estado em promover a garantia à habitação saudável de forma democrática, visão esta que viria a ganhar ainda novo impulso a partir do keynesianismo na década de 1930. Após a Segunda Guerra Mundial, as necessidades de reconstrução, o adensamento das cidades e o baby boom concluíram a construção do contexto para a cidade da moradia moderna no século 20. Continuar lendo A cidade da moradia moderna