Mercados profissionais, cultura e sistemas simbólicos

Ona BCN

Continuo hoje a análise de mercados profissionais iniciado no texto Mercados profissionais: base de análise, adicionando agora as características culturais e de sistemas simbólicos [1]. Tal abordagem adiciona questões desafiadoras presentes no cotidiano profissional e a questão da estrutura de competição interna ao campo, como veremos abaixo.

A Escola de Frankfurt defendia a ideia de que a cultura desempenha uma função ideológica de legitimação da estrutura de classes existente. O argumento é que a cultura possui também o papel de impedir qualquer reconhecimento de diferenças de classe. Bourdieu trouxe um entendimento ligeiramente diferente desse ao observar que a cultura não exatamente oblitera as classes ao evitar seu reconhecimento, mas age no sentido de legitimar as classes existentes ao difundir um reconhecimento errôneo. Nesse contexto, a cultura é um sistema de símbolos que revela, o tempo todo, a posição de classe do profissional. Ou seja, a cultura do próprio campo profissional não alega a inexistência de diferenças entre profissionais; pelo contrário, demonstra a existência de diferenças e as justifica a partir de argumentos que, apesar de incorretos, são amplamente aceitos pelos próprios profissionais. Continuar lendo Mercados profissionais, cultura e sistemas simbólicos

As bases da crítica, segundo Montaner

Segundo Josep María Montaner, toda crítica é a emissão de um julgamento, e se desenvolve em proximidade à teoria, à estética (forma como se apresenta) e à história. Muito mais que promover ou negar, ou que estabelecer obras melhores e piores, é muito mais completa, possui desafios metodológicos e contradições internas característicos das atividades com o mais amplo sentido cultural. Por exemplo, no caso da arquitetura, o julgamento se estabelece sobre a medida em que a obra alcançou (ou não) suas finalidades: funcionalidade distributiva e social, beleza e expressão de símbolos e significados, adequados usos de materiais e técnicas, relação com o contexto urbano, o sítio de implantação e ao meio ambiente. Continuar lendo As bases da crítica, segundo Montaner

Níveis de preços ideais

Qual o nível de preço que sua empresa deveria praticar? Quais seriam as balizas, marcos, premissas e considerações de base para a construção da política de precificação de sua empresa?

Como entra o custo de oportunidade e o lucro econômico, versus custos históricos e lucro contábil nessa conta? Quais são os pontos críticos?

Confira, em novo vídeo disponibilizado, uma apresentação de base, consideração fundamental para qualquer estabelecimento de preços em bens ou serviços prestados.

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Livros de empreendedorismo para arquitetos – vídeo

Bom dia, como vai? Espero que esteja bem.

Segue o link para o novo vídeo em que indicamos alguns livros sobre empreendedorismo para arquitetos, urbanistas e designers em geral:

 

Grande abraço!

RT

[e] Vamos falar sobre preço?

Olá, pessoal! Vamos começar agora a conceituar preços, seus limites e o espaço de atuação do empreendedor sobre ele. Talvez você ainda não acredite nisto, mas há muito o que se fazer para uma boa gestão de preços, e, sim, temos muito poder sobre ele sem correr o risco de perder vendas.

Neste primeiro texto sobre o assunto, vamos estabelecer os pontos notáveis da precificação: o custeio, o valor e o preço.

O custeio é a soma dos custos e das despesas em que incorremos para oferecer o produto (bem ou serviço) ao mercado. Aqui já observamos um primeiro problema encontrado em documentos oficiais de direcionamento da precificação, como as tabelas de honorários de profissionais liberais: a confusão entre custos e despesas. Essa confusão logo de largada não facilita em nada a vida de quem tem que fixar o preço de seu trabalho, pois são gastos de naturezas diferentes, e deveriam ser geridos de formas diferentes. Isso sem falar que, ao unir custo e despesa num pacote só, o empreendedor não consegue ver a sua alavancagem operacional, pois não consegue ver a proporção de despesas fixas no custeio total. Continuar lendo [e] Vamos falar sobre preço?