Mortalidade precoce dos escritórios de arquitetura [GA]

Ona BCN
A mortalidade precoce de empresas é uma realidade de todos os setores, não é exclusividade de nosso campo. Pouquíssimas iniciativas empreendedoras sobrevivem mais de cinco anos no mercado em geral. Naomi Stanford informa que na Grã-Bretanha de 2013, o Escritório de Estatística Nacional (Office for National Statistics) relatava uma taxa de sobrevivência de empresas nascidas em 2007 de apenas 44%. A maioria das empresas, novas ou estabelecidas a mais tempo, acabam por sucumbir em algum momento.

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Gestão para arquitetos, texto revisado

O principal livro de Ricardo M. Trevisan sobre gestão arquitetônica ou gestão de escritórios de arquitetura, que já cobria amplos aspectos estratégicos do campo de arquitetura e urbanismo, agora está com todo o texto do livro revisado e atualizado.
Gestão do escritório de arquitetura - capa do livro

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Por que não se usa a Tabela de Honorários do CAU

A Tabela de Honorários em vigor  atende à determinação do artigo 28 da Lei Federal 12.378/2010, e foi elaborada sobre um documento intitulado Manual de procedimentos e contratação de serviços de Arquitetura e Urbanismo.
Apesar de a Tabela de Honorários do CAU ser um parâmetro normativo oficial, não existe qualquer tipo de obrigatoriedade de ser seguida à risca, até porque uma determinação do tipo afrontaria a economia de mercado estabelecida na Constituição. A Tabela de Honorários também tem o mérito de considerar as diferenças regionais para a variação geográfica de preços, mas traz algumas preocupações quando apresenta as bases da regionalização, as quais listo abaixo.

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Ociosidade e sobrevivência na empresa de prestação de serviços [GA]

escritório de arquitetura

Um dos maiores erros financeiros das empresas de prestação de serviços é a precificação pelos custos variáveis quando a realidade é de fixos (inclusive já publiquei aqui alguns textos sobre isso). O risco se concretiza quando os custos fixos de uma equipe permanente ou estrutura instalada se mantém por períodos sucessivos nos quais os gestores se agarram à esperança de que os contratos ativos serão suficientes para a cobertura do custeio fixo e talvez gerar resultados livres. O caso geral é a frustração dessas expectativas.

Neste texto, demonstrarei o problema pelo ângulo das contas da empresa, e exemplificarei com um caso hipotético para demonstrar o tamanho do problema. Imagine um escritório de engenharia ou de arquitetura, cujas equipes de desenvolvimento (times profissionais) são permanentes do escritório. Esse escritório tem custos + despesas (ao mês) no montante de R$ 100.000, e vende serviços observando uma margem arbitrária de 15% com objetivo de lucro. Continuar lendo Ociosidade e sobrevivência na empresa de prestação de serviços [GA]

Mercados profissionais: base de análise [GA]

Tecnologia

Garry Stevens bem identificou [1] que diversas bases de análise de mercados de profissões, assim como de empresas de atuação profissional, não contribuem em quase nada para a sobrevivência, muito menos para a perenidade desses empreendedores no mercado. Assim, abordagens baseadas no “senso comum” estão desaparecendo (por vezes, junto com seus seguidores), dando lugar a outras mais sofisticadas e mais aplicáveis a nossos ambientes de negócios contemporâneos. Tratarei nesse texto sobre uma dessas abordagens, um conjunto de ferramentas que Scott Lash considera ter grande poder de análise, portanto, muito útil para o posicionamento estratégico profissional.

Tais ferramentas são especialmente valiosas aos profissionais que lidam com a produção, reprodução e negociação de produtos culturais, caso de arquitetos, designers, autores e artistas em geral. Segundo Scott Lash, “a sociologia geral da cultura de [Pierre] Bourdieu não é apenas a melhor, é também a única que interessa”. Tal direcionamento objetivo cai como uma luva para a análise de mercados profissionais pela forte personificação da oferta ao mercado e da construção de marca, em especial na América Latina, onde a tradição empresarial em geral tem grande peso de identificação de pessoas no valor de marcas [2]. Continuar lendo Mercados profissionais: base de análise [GA]