Escritórios de arquitetura: duas estratégias principais

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por Ricardo Trevisan
O formato de escritório-atelier é muito comum entre os arquitetos do mundo todo. O principal trade-off enfrentado por este tipo de profissional quanto ao tamanho da empresa é a dificuldade de crescer e obter economia de escala sem perder a qualidade, a singularidade e a personalidade de projetos ao tentar diluir demais recursos especializados (BESANKO et al., 2006, p.112). Assim sendo, existem dois formatos básicos Continuar lendo Escritórios de arquitetura: duas estratégias principais

Os erros dos condomínios horizontais em São Paulo

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por Ricardo Trevisan
Os condomínios horizontais (condomínios de casas) surgiram na mente do consumidor durante os anos 1980 com a divulgação de empreendimentos do tipo Alphaville, na forma de grandes loteamentos fechados de alto padrão. Apesar deste modelo ter tido sucesso e se desenvolvido por todo o país, não é o mais comum de São Paulo. Aliás, nem é exatamente um “condomínio” a rigor. Os condomínios, em geral, estão num único lote, onde cada unidade autônoma possui uma quota parte do terreno, tal como ocorre em condomínios verticais (prédios de apartamentos).
A legislação municipal (em especial a lei de vilas) permitiu, a partir de meados dos anos 1990, a viabilização econômico-financeira de Continuar lendo Os erros dos condomínios horizontais em São Paulo

Concentração do mercado de incorporação imobiliária

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Por Ricardo Trevisan

Comparando os dados de market share das incorporadoras imobiliárias no Brasil nos últimos cinco anos, fica evidente a tendência à concentração de mercado neste setor (ou, como preferem alguns seguidores da estranha tradução de Michael Porter para o português, nessa “indústria”).  Este fato confirma uma tendência global de qualquer indústria à oligopolização de mercados.

No caso das incorporadoras brasileiras, devemos essa concentração a uma série de fatores que transformou esse setor nos últimos anos: o amadurecimento dos players com a abertura de capital, o investimento estrangeiro em empresas locais, os fundos de investimento imobiliário, a securitização de recebíveis imobiliários e novas oportunidades que exigem capital intensivo (num nível inédito para as incorporadoras tupiniquins).

Até algum tempo atrás acreditava-se que alguns setores nunca seriam atingidos por tendências globais como oligopolização e internacionalização. Naquela época utilizava-se o exemplo das lavanderias. A 5-a-Séc acabou com o exemplo que se acredita seguro e acima de qualquer alteração.

Será que nossas incorporadoras estão de olho nas 5-a-Séc da construção civil?

Saiba mais:

Estudo de viabilidade econômico-financeira de empreendimentos imobiliários

Eduardo Nobre: alternativas para a ampliação da Marginal Tietê

Este artigo do urbanista Eduardo Nobre, professor de planejamento urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP é realmente muito esclarecedor sobre a ampliação da Marginal Tietê. Com muita propriedade do assunto, Nobre quebra muitos paradigmas correntes nas vozes de muitos jornalistas desinformados sobre o assunto.

Cita, por exemplo, a proposta de Metrô para São Paulo de 1927, que foi engavetada, para nossa tristeza, e que atrasou o início dessa obra estratégica por mais de 40 anos.

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Saiba mais:

Competicidade: como as cidades competem entre si e por que isso pode ser bom

Por que a outorga onerosa discricionária não funciona?

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por Ricardo Trevisan, arquiteto e urbanista

As incorporadoras imobiliárias, ao solicitarem potencial construtivo adicional através do instrumento chamado outorga onerosa aos municípios, defrontam-se com diferentes políticas de concessão em diferentes prefeituras. Em algumas delas, o empreendedor, ao fazer o pedido, sabe que obterá o índice construtivo solicitado com segurança (desde que respeitem critérios previamente estabelecidos, como os do zoneamento, por exemplo), mediante a contrapartida financeira prevista no Estatuto da Cidade. Em outras, essa certeza não existe, o empreendedor não tem segurança de que obterá o benefício solicitado no ato do pedido, ou seja, essas prefeituras agem Continuar lendo Por que a outorga onerosa discricionária não funciona?