Desafios à PPP no Brasil

infraestrutura metrô

A quantidade de projetos de PPP avança no Brasil ininterruptamente desde 2009 – mais rapidamente do que seus críticos esperavam, mais lentamente do que seus entusiastas gostariam. Ocorre que a agregação de contratos proporcionada pela concessão pública tem grandes vantagens (já falei diversas vezes sobre elas aqui no blog), mas também traz desafios, tanto aos investidores quanto aos concedentes. Não vou chegar nem perto de exaurir o tema aqui, apenas pontuarei alguns desses aspectos mais relevantes.

Em primeiro lugar, há que se considerar que a PPP não é solução para qualquer caso. Existe um conjunto delimitado de serviços públicos que se beneficiam adequadamente desse instrumento, e um dos motivos é o alto custo da estruturação desses contratos. O desenho da concessão é complexo, depende da atuação de diversos profissionais de diversos campos de conhecimento (advogados, financistas, arquitetos, engenheiros, sociólogos, ambientalistas etc.), profissionais estes que precisam entender bem de seus próprios campos profissionais e de PPP. Não é algo trivial, muito menos barato. Portanto, se aplicam bem a projetos grandes, cuja economia de escala justifique esse alto custo de transação. Este ponto ajuda a entender por que o governo incentiva a formação de consórcios intermunicipais para a estruturação de concessões em municípios pequenos. Continuar lendo Desafios à PPP no Brasil

Vale a pena investir no chip Apple M3? [GA]

Arquitetura dos chips séria M3 da Apple (imagem ampliada)

A resposta a esta pergunta depende da ponderação de pelo menos duas variáveis adicionais:

  • Qual é sua utilização do processador do computador? A vantagem ou não de se investir em um processador mais potente depende do quanto você demanda dele. Uma utilização intensa (edição de vídeos, animações 3D etc.) tende a justificar esse tipo de investimento, e vice-versa;
  • Qual é o processador que você utiliza hoje? Um salto de chip Intel (por exemplo) para um chip M3 traz um ganho de desempenho muito maior (13x maior) para edição de vídeo. Portanto, esta variável tem que ser analisada de forma conjugada à análise do uso pretendido.

Chip Apple M3 vale a pena?

O desempenho global do processador M3, em si, não teve um ganho tão grande em relação à sua versão anterior (M2) para as atividades mais corriqueiras de arquitetos, urbanistas e designers (AUD). Mas a evolução em relação ao M1 é significativa. E quando comparado ao chip Intel, o ganho é enorme. Continuar lendo Vale a pena investir no chip Apple M3? [GA]

Migrando para o BIM gratuito [GA]

Solare Guia de software livre para arquitetura

O CAU/BR divulgou recentemente um Guia de softwares livres para arquitetos e urbanistas, desenvolvido pela Solare. O guia é bastante didático e interessante, e aborda a migração para possibilidades gratuitas aos colegas para desenvolvimento e apresentação de projetos, tais como o Blender BIM e o FreeCAD. Continuar lendo Migrando para o BIM gratuito [GA]

Arquitetura orgânica e impacto ambiental

Robie House, de Frank Lloyd Wright - foto de Ricardo Trevisan
Robie House, de Frank Lloyd Wright, foto Ricardo Trevisan

Atualmente cresce a preocupação com questões ambientais enquanto condição de sobrevivência humana futura no planeta. Neste contexto, a utilização de materiais naturais nas construções é sempre vista com alguma dúvida ou desconfiança. Mas o quanto isso seria um problema? Uma construção em madeira é positiva ou negativa em termos de sustentabilidade?

Antes de responder a esse tipo de questionamento, é necessário compreender que a arquitetura orgânica é uma abordagem que prioriza a integração entre construções humanas e o ambiente natural que as cerca. Diferentemente do modernismo operacional, por exemplo, que muitas vezes parecem ser imposições sobre o ambiente, a arquitetura orgânica procura criar estruturas que se fundem com a paisagem, utilizando materiais naturais e formas que evocam elementos da natureza. Continuar lendo Arquitetura orgânica e impacto ambiental

Como carregar Data Dictionaries no Blender BIM

Uma das principais condições da interoperabilidade e trabalhos colaborativos em BIM é que todos os envolvidos no projeto estejam falando a mesma língua. Sem isso, o intercâmbio de informações fica prejudicado. Isso é feito pela definição dos chamados data dictionaries (ou Project Data Templates – PDT) no software que você esteja utilizando, seja em qual papel for no ecossistema BIM.

Hoje vou mostrar aqui rapidamente como fazer essa definição no Blender BIM, um aplicativo gratuito muito poderoso e capaz de lidar (e até editar) o formato universal IFC. Continuar lendo Como carregar Data Dictionaries no Blender BIM