Escritório de arquitetura e engenharia não se paga em horas [GA]

Escritório de arquitetura

Um dos maiores avanços na gestão de empresas de serviços do campo da Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação do ativo construído (AECO) veio entre as décadas de 1980 e 1990, quando se popularizaram alguns conceitos-chave, como custos diretos variáveis e as despesas indiretas fixas. Com a adoção destes conceitos de controle contábil da prestação dos serviços, chegou também também o conceito de medição de custeio por horas trabalhadas dos profissionais envolvidos (os chamados “homens-hora”). E tivemos sucesso na democratização ampla desses conceitos entre os colegas.

Este avanço foi fundamental para importantes avanços na precificação e controle de custos e despesas dos escritórios. Mas também trouxe algumas armadilhas que se replicam muitas vezes sem o questionamento crítico adequado. Uma das mais perigosas é a utilização do método de quantificação de horas trabalhadas pelos profissionais como referência única e irrestrita de precificação dos serviços prestados em arquitetura e engenharia. O principal problema advém da prática de não observar a realidade do escritório como um todo na construção de preços – problema este que se torna crítico em escritórios em que existam custos fixos significativos. E fica ainda pior em escritórios de pequeno porte.
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Pré-dimensionamento de pilares e vigas

Atenção: estes valores resultantes NÃO devem ser utilizados para o projeto final ou para construção. Os valores reais a utilizar na obra estarão no projeto executivo de estrutura, o qual será realizado com outros métodos de cálculo, e por profissional devidamente habilitado.

Seguem mais alguns lembretes interessantes para a concepção arquitetônica facilitada. Lembrando que a estrutura deve nascer junto com a arquitetura, pois são sistemas parciais de um sistema maior, o edifício.

Estou aqui considerando algumas premissas:

  1. Que você já possui as cargas acidentais, peso próprio e revestimentos das lajes (inclusive cobertura, escadas etc.), e que já as distribuiu adequadamente às vigas de sustentação;
  2. Que você também já possui informações de esforços dessas vigas, tais como gráficos e pontos críticos de momento fletor, cisalhamento etc. Isso pode ser obtido, por exemplo, com o auxílio da ferramenta gratuita FTool.

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O que é GovTech?

Algumas soluções tecnológicas e de processos têm surgido nos últimos anos com o objetivo de melhorar a eficiência e a transparência dos serviços públicos, e de facilitar a interação entre o governo e a população. Estas soluções estão sendo chamadas de GovTechs, em analogia a outras “techs” atuais que estão revolucionando diversos setores.

Trago hoje alguns exemplos do que tem se enquadrado nesta categoria: Continuar lendo O que é GovTech?

Espessuras mínimas de lajes maciças

Regra prática: espessura (h) = Lx / 40

Onde Lx = lado menor da laje.

Para lajes maciças, as espessuras mínimas são definidas pela norma ABNT NBR 6118:

  • Laje para cobertura (sem balanço): 7cm
  • Laje de piso (sem balanço): 8cm
  • Laje em balanço (ou marquise): 10cm
  • Laje suporte de veículos de passeio [1] (até 30kN): 10cm
  • Laje suporte de veículos >30kN: 12cm
  • Laje com protensão apoiada em vigas (considerando o mínimo de Lx/42 para lajes-piso biapoiadas e Lx/50 para lajes-piso contínuas): 15cm
  • Lajes lisas: 16cm
  • Lajes-cogumelo (fora do capitel): 14cm

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Peso específico, por área e tabela de aço – cálculo concreto armado

Apenas para termos à mão com facilidade:

Alvenaria de blocos de concreto: 1.400 kgf/m3
Alvenaria de tijolos de barro (maciço): 1.800 kgf/m3
Alvenaria de tijolo baiano (furado): 1.300 kgf/m3
Concreto armado convencional: 2.500 kgf/m3
Concreto simples convencional: 2.400 kgf/m3
Granito: 2.700 kgf/m3
Madeira: 480 kgf/m3 a 1.150 kgf/m3, dependendo do tipo (entre os mais usados na construção civil)
Terra compactada: 1.800 kgf/m3

Acabamento de piso: 100 kgf/m2
Acabamento de teto (revestimento): 30 kgf/m2
Assoalho de madeira: 15 kgf/m2
Impermeabilização de laje: 100 kgf/m2
Revestimento de piso em tacos com argamassa: 65 kgf/m2

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