O que é voçoroca e suas causas

O fenômeno da voçoroca (ou boçoroca) é um processo de erosão acelerada do solo que ocorre em áreas de encostas íngremes, especialmente em regiões de solo exposto e vulnerável. A retirada da capa vegetal natural do terreno pode provocar diversos problemas ambientais, e a voçoroca é apenas um deles. Esse processo é caracterizado pela formação de sulcos profundos e largos no solo, resultando em grandes ravinas que podem ter vários metros de profundidade. Quando ocorre próximo à cidade, pode oferecer graves riscos à segurança das pessoas e à integridade da infraestrutura construída.

Suas causas estão frequentemente ligadas a fatores naturais, como chuvas intensas e desmatamento, que removem a vegetação que protege o solo e aumentam a taxa de erosão. No entanto, atividades humanas, como agricultura inadequada, desmatamento excessivo, construção irregular e práticas de pastoreio intensivo, também desempenham um papel significativo no surgimento desse fenômeno. Continuar lendo O que é voçoroca e suas causas

Arquitetura orgânica e impacto ambiental

Robie House, de Frank Lloyd Wright - foto de Ricardo Trevisan
Robie House, de Frank Lloyd Wright, foto Ricardo Trevisan

Atualmente cresce a preocupação com questões ambientais enquanto condição de sobrevivência humana futura no planeta. Neste contexto, a utilização de materiais naturais nas construções é sempre vista com alguma dúvida ou desconfiança. Mas o quanto isso seria um problema? Uma construção em madeira é positiva ou negativa em termos de sustentabilidade?

Antes de responder a esse tipo de questionamento, é necessário compreender que a arquitetura orgânica é uma abordagem que prioriza a integração entre construções humanas e o ambiente natural que as cerca. Diferentemente do modernismo operacional, por exemplo, que muitas vezes parecem ser imposições sobre o ambiente, a arquitetura orgânica procura criar estruturas que se fundem com a paisagem, utilizando materiais naturais e formas que evocam elementos da natureza. Continuar lendo Arquitetura orgânica e impacto ambiental

Como carregar Data Dictionaries no Blender BIM

Uma das principais condições da interoperabilidade e trabalhos colaborativos em BIM é que todos os envolvidos no projeto estejam falando a mesma língua. Sem isso, o intercâmbio de informações fica prejudicado. Isso é feito pela definição dos chamados data dictionaries (ou Project Data Templates – PDT) no software que você esteja utilizando, seja em qual papel for no ecossistema BIM.

Hoje vou mostrar aqui rapidamente como fazer essa definição no Blender BIM, um aplicativo gratuito muito poderoso e capaz de lidar (e até editar) o formato universal IFC. Continuar lendo Como carregar Data Dictionaries no Blender BIM

Diferença entre project e design [GA]

project e design - diferença

A língua portuguesa é, sem dúvida alguma, muito mais rica que o inglês de forma geral. Afirmo isso no sentido de que temos diversas alternativas com variações sutis para uma mesma definição, além de quase não utilizar mesmas palavras para designar muitos sentidos distintos. Isso é muito diferente no inglês, em especial nos “phrasal verbs”, uma combinatória imensa de um conjunto limitado de palavras para dar uma grande diversidade de significados diferentes.

Mas isso não acontece com a palavra projeto, o que nos causa algumas confusões de interpretação por haver mais de um sentido para ela. Uma forma relativamente fácil de explicar essa diferença é recorrer justamente ao inglês. Esta é uma das poucas oportunidades que temos de fazer isso, uma vez que o inglês diferencia esses dois sentidos entre project design. Esses dois sentidos nos afetam muito, especialmente em tempos de adoção do BIM.

Vejamos: Continuar lendo Diferença entre project e design [GA]

Escritório de arquitetura e engenharia não se paga em horas [GA]

Escritório de arquitetura

Um dos maiores avanços na gestão de empresas de serviços do campo da Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação do ativo construído (AECO) veio entre as décadas de 1980 e 1990, quando se popularizaram alguns conceitos-chave, como custos diretos variáveis e as despesas indiretas fixas. Com a adoção destes conceitos de controle contábil da prestação dos serviços, chegou também também o conceito de medição de custeio por horas trabalhadas dos profissionais envolvidos (os chamados “homens-hora”). E tivemos sucesso na democratização ampla desses conceitos entre os colegas.

Este avanço foi fundamental para importantes avanços na precificação e controle de custos e despesas dos escritórios. Mas também trouxe algumas armadilhas que se replicam muitas vezes sem o questionamento crítico adequado. Uma das mais perigosas é a utilização do método de quantificação de horas trabalhadas pelos profissionais como referência única e irrestrita de precificação dos serviços prestados em arquitetura e engenharia. O principal problema advém da prática de não observar a realidade do escritório como um todo na construção de preços – problema este que se torna crítico em escritórios em que existam custos fixos significativos. E fica ainda pior em escritórios de pequeno porte.
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