Como obter nível de ruído de trânsito por faixa de frequência [acústica]

Para medirmos o nível de ruído, utilizamos a unidade decibel (dB), que é obtida através de um logaritmo, e por isso não possui casas decimais. Para um determinado ruído, existe um nível de ruído em dB para cada faixa de frequência.

O ruído típico de trânsito urbano possui uma “assinatura” com o seguinte aspecto (dB por faixas de frequência):

125Hz: 77dB
250Hz: 76dB
500Hz: 74dB
1000Hz: 72dB
2000Hz: 71dB
4000Hz: 66dB

Para sabermos o nível de ruído global desta “assinatura” sonora, procedemos da seguinte forma: comparamos o primeiro valor (77) com o segundo (76) para saber qual a diferença de valor entre um e outro. Caso sejam iguais ou diferindo apenas 1dB, somamos 3 ao maior valor, conforme a tabela abaixo:

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Uma pequena grande lição

PMR

Ele gostava de conversar com os alunos, esboçar alguma coisa naquelas paredes pretas dos estúdios da FAU. Numa ocasião, ele falava das vantagens de elevar uma casa, residência unifamiliar mesmo. Poderia estar falando da casa dele, mas não era… falava do conceito, dos espaços que surgem quando um volume muda de lugar.

Um colega lhe perguntou o que era aquele espaço, e ele: Continuar lendo Uma pequena grande lição

Como calcular o comprimento de onda sonora [acústica]

O som é uma vibração provocada no ar, com movimento ondulatório. A partir de um impacto, o ar se desloca e “empurra” as partículas envoltórias (esta é a crista da onda). Após este deslocamento, a tendência do fluido de manter o seu equilíbrio estático preenche o espaço de baixa pressão que foi gerado (vale da onda).

Sabemos também que a velocidade do som é de 345m/s. Ou seja, sabemos que a onda acima se desloca a uma velocidade fixa de 345 metros por segundo, independente de sua frequência. Portanto, se soubermos quantas cristas de onda passam por um determinado ponto em um segundo (frequência), saberemos a distância entre uma crista e outra (comprimento de onda).

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A construção modular off-site: por quê? – convidado especial

Hoje trazemos aqui um texto do Recieri (recieri.com), convidado especial para nos falar um pouco sobre construção modular off-site. Recieri Scarduelli Neto é Engenheiro Civil (UNISUL), especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho (UNISUL), mestre em Energia e Sustentabilidade (UFSC), certificado CPA-20 (ANBIMA) e CP3P-F (APMG).

A construção modular off-site: por quê?

Por que construir fora do local final de uso? Porque a vida é agora e não temos tempo a perder! Veremos ao longo desse ensaio que o tempo é o principal apelo da construção modular off-site no mundo.

Pesquisas demonstram que a principal expectativa de uma construção off-site é a redução do tempo para conclusão do empreendimento. Segundo o Modular Building Institute, construção modular pode reduzir de 30 a 50% o cronograma quando comparado com técnicas convencionais aplicadas nos Estados Unidos. Em caráter especulativo, sob o ponto de vista deste autor, esses percentuais tendem a ser ainda maiores no Brasil.

Mas, antes de entrarmos nos benefícios, vamos entender do que estamos falando. A construção modular off-site é um tipo de edificação fabricada fora do seu local final de uso e transportada até lá, quando se alcança a fase de montagem.

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Diferença entre oferta pública primária e secundária

Quando uma empresa abre seu capital, ou seja, oferta ações em mercado aberto (bolsa de valores) pela primeira vez, faz isso por um processo de Oferta Pública Inicial (ou IPO, do mesmo termo em inglês).

Porém, essa oferta inicial pode ser feita de duas formas diferentes:

  • Oferta pública primária: quando os recursos obtidos com a venda de ações vão para o caixa da empresa. Ou seja, é uma modalidade em que a abertura do capital fortalece a própria empresa, permitindo, por exemplo, o investimento em novos ativos e projetos que tendem a gerar receitas futuras aos acionistas;
  • Oferta pública secundária: quando os recursos obtidos vão para os proprietários anteriores, fortalecendo o vendedor que quer se desfazer daquele empreendimento. É uma modalidade que tende a ser usada por controladores com intenção de liquidação da empresa, favorecendo, por exemplo, processos de fusões e aquisições por parte de outras empresas que queiram adquirir aqueles ativos, conhecimento, capital humano, marca, portfólio, carteira de clientes, etc. Nesta modalidade de IPO, os recursos da abertura do capital não vão para a empresa.

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