Como projetar uma adega residencial: dicas

O consumo e a apreciação de vinho pelos brasileiros cresceu muito nas últimas décadas. Com a mudança do costume, veio também a valorização dos espaços de guarda nas residências. A exibição de espaços bonitos e sofisticados em mídias e redes sociais transformou as caves em objetos de fetiche da classe média brasileira. Mas será que estamos projetando adequadamente esses ambientes?

Existem alguns elementos sugerindo que não. Em primeiro lugar, cada família tem um padrão de consumo diferente, o que deveria resultar em projetos diferentes. Além disso, são raros os padrões de consumos elevados ou de vinhos de guarda, o que aponta para um certo exagero no dimensionamento de muitas caves residenciais.

O projeto desses espaços, assim como de quaisquer outros espaços internos de residências, depende de uma série muito grande de fatores. Elenco abaixo apenas alguns deles, os quais considero de grande importância: Continuar lendo Como projetar uma adega residencial: dicas

Como converter dB em dB(A): a experiência de Fletcher-Munson [acústica]

O ouvido humano não percebe as diferentes frequências sonoras com a mesma sensibilidade. Algumas são mais auditivas do que outras.

Isto significa que um valor em dB para uma determinada frequência pode ser percebido com clareza em uma faixa de frequência e nem ser percebido em outra.

Ou seja, para o ouvido humano, 60dB em 125Hz é completamente diferente dos mesmos 60dB em 1000Hz. A partir das experiências de Fletcher e Munson, foi possível identificar as curvas de mesma sensibilidade sonora ao ouvido humano (curvas isofônicas).

Para “corrigirmos” esta diferença utilizamos outra unidade de medida de nível de ruído, o dB(A). Esta unidade é baseada na faixa de 1000Hz, ou seja, nesta frequência, os valores em dB coincidem com os valores em dB(A). Nas outras frequências o dB(A) significa: “equivale a tantos dB em 1000Hz”.

Utilizamos os seguintes valores de correção de dB para dB(A):

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Como obter nível de ruído de trânsito por faixa de frequência [acústica]

Para medirmos o nível de ruído, utilizamos a unidade decibel (dB), que é obtida através de um logaritmo, e por isso não possui casas decimais. Para um determinado ruído, existe um nível de ruído em dB para cada faixa de frequência.

O ruído típico de trânsito urbano possui uma “assinatura” com o seguinte aspecto (dB por faixas de frequência):

125Hz: 77dB
250Hz: 76dB
500Hz: 74dB
1000Hz: 72dB
2000Hz: 71dB
4000Hz: 66dB

Para sabermos o nível de ruído global desta “assinatura” sonora, procedemos da seguinte forma: comparamos o primeiro valor (77) com o segundo (76) para saber qual a diferença de valor entre um e outro. Caso sejam iguais ou diferindo apenas 1dB, somamos 3 ao maior valor, conforme a tabela abaixo:

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Como calcular o comprimento de onda sonora [acústica]

O som é uma vibração provocada no ar, com movimento ondulatório. A partir de um impacto, o ar se desloca e “empurra” as partículas envoltórias (esta é a crista da onda). Após este deslocamento, a tendência do fluido de manter o seu equilíbrio estático preenche o espaço de baixa pressão que foi gerado (vale da onda).

Sabemos também que a velocidade do som é de 345m/s. Ou seja, sabemos que a onda acima se desloca a uma velocidade fixa de 345 metros por segundo, independente de sua frequência. Portanto, se soubermos quantas cristas de onda passam por um determinado ponto em um segundo (frequência), saberemos a distância entre uma crista e outra (comprimento de onda).

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