Até a Segunda Guerra Mundial, a França era uma potência econômica e cultural mais influente que os Estados Unidos no mundo ocidental. Por consequência, havia em território francês intensa produção urbanística, sendo alguns dos pontos mais marcantes: Continuar lendo A cidade do formalismo francês
Categoria: urbanismo
A cidade de Raymond Unwin
Todos os eventos que narramos até aqui (vide posts anteriores) levam a alguns momentos-chave de consequências no pensamento urbanismo ocidental. Um desses momentos resultantes ocorreu na Grã-Bretanha em 1909, quando uma série de variáveis confluíram para alguns importantes eventos, destacadamente a aprovação da primeira lei a tratar de planejamento urbano e a publicação de Town Planning in Practice, de Raymond Unwin. Continuar lendo A cidade de Raymond Unwin
A cidade de Camillo Sitte
A consolidação do urbanismo enquanto campo de conhecimento fomentou o surgimento de textos teóricos em quantidade muito superior ao que vinha sendo produzido até meados do século 19.
Um dos nomes mais proeminentes dessa virada foi, curiosamente, quem olhou para o passado com uma vertente referencial um tanto nostálgica: Camillo Sitte (Construção das cidades segundo seus princípios artísticos), admirador dos traçados e volumes construídos medievais, viu nas antigas cidades medievais algo que vinha se perdendo durante a urbanização periférica na zona das antigas muralhas de Viena (o ring): a riqueza de visuais, caminhos, narrativas e surpresas do olhar ao explorar o espaço urbano durante uma simples caminhada, tal qual o faria Gordon Cullen em forma de desenhos quase um século depois. Continuar lendo A cidade de Camillo Sitte
A cidade do entreguerras
Entre as décadas finais do século 19 e o término da Primeira Guerra Mundial (1918), as cidades europeias vivenciaram uma inédita fase de aceleração em seus processos de transformação morfológica, adquirindo grande complexidade estrutural e inovações inéditas em termos de infraestrutura, serviços públicos, equipamentos urbanos e tipologias de edifícios.
Ao mesmo tempo, o urbanismo se estabelece enquanto campo de conhecimento autônomo para dar respostas às questões que passam a surgir nas aglomerações ou novas formas de assentamentos urbanos, a despeito de ter havido a prática empírica do pensamento urbano desde os primeiros assentamentos humanos organizados, como vimos nos posts anteriores até aqui. Continuar lendo A cidade do entreguerras
A cidade de Cerdá
Quase sempre, a grande transformação física de alguma cidade vem em resposta a uma motivação econômica. Da mesma forma que cidades estão fisicamente preservadas em decorrência de um súbito declínio econômico de suas principais funções capitalistas (como ocorreu com Parati/RJ, Goiás/GO, Ouro Preto/MG, etc.), o oposto também acontece: um forte crescimento econômico impulsiona fortes alterações estruturais urbanas. Foi o que aconteceu com a capital da Catalunha em meados do século 19.
