Responsabilidade Cultural Empresarial

A empresa culturalmente responsável é aquela que respeita os valores, o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os hábitos e os artefatos de uma comunidade enquanto grupo social, preservando – ou, ao menos, não prejudicando – seus elementos primordiais de identificação coletiva.

Não se espera que a empresa faça, necessariamente, investimentos próprios na promoção do capital cultural da localidade em que atua, mas apenas que não agrida o ambiente cultural em que está inserida.

Quando uma organização, em decorrência de sua atividade econômica, desrespeita ou enfraquece os aspectos culturais de sua localidade, prejudica também outros negócios, como o turismo, a força da localidade como marca (nome da cidade ou como a região é popularmente conhecida), e pode, direta ou indiretamente, acabar desestimulando investimentos externos naquele território.

A irresponsabilidade cultural prejudica todo o meio em que se insere

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Por que a esquerda se movimenta

O segundo turno das eleições de 2018 teve 31,3 milhões de votos válidos para Fernando Haddad, o candidato que representava a esquerda brasileira e rejeição a Bolsonaro, somados. Este número é importante pela perspectiva que confere ao abaixo-assinado encabeçado pela deputada federal Samia Bonfim (PSOL-SP) que pede pelo impeachment do atual presidente da república, com 1 milhão de assinaturas.

Pode parecer pouco perto de 200 milhões de habitantes, mas é importante observar que representa 3,2% dos votos válidos de Haddad nas últimas eleições. Um número nada desprezível para um abaixo-assinado promovido por um partido.

Como já defendi aqui algumas vezes, o sistema dual polarizado tende a fortalecer dois elementos que se contrapõem, e a enfraquecer outras alternativas. O marketing sabe bem disso, e a mente humana parece estar programada para memorizar os dois polos. A dois anos e meio de distância das próximas eleições presidenciais, a disputa atual é pela consolidação em um dos extremos.

Enquanto o atual governo parece se incinerar por combustão espontânea, quem ocupa a posição do status quo da oposição mantinha a discrição sábia de quem vê a oportunidade chegando. Mas a concorrência interna muda este cenário, e movimentar-se passa a ser preciso.

A movimentação inteligente e ágil do PSOL não atinge apenas o atual governo, ameaça uma posição de representação da esquerda estagnada há décadas. E provoca a movimentação de quem não pretendia aparecer tão cedo.

O vírus vai, a marca fica

Certamente estaremos todos, num futuro próximo, respirando aliviados com uma solução para a atual crise. Os doentes serão curados e os saudáveis sairão de casa – mas isso não significa que tudo volta a ser como antes.

Testemunhamos hoje um evento de gravidade e proporção muito grandes para que seja ignorado pelo curso da história. Se o bater de asas de uma borboleta pode criar uma tempestade, algo como o novo coronavírus tem, sem dúvida, o poder de induzir mudanças globais neste pequeno planeta. Continuar lendo O vírus vai, a marca fica

O que é CAPAG

CAPAG é uma espécie de rating, indica a capacidade de pagamento do município, estado ou Distrito Federal. Calculado e divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional, classifica a capacidade de pagamento do ente subnacional em níveis (“A”, “B” ou “C”), os quais são determinados por critérios técnicos que definem se é possível, a este ente, pleitear financiamento ou garantia por parte da União.

O CAPAG usa como parâmetros:

  • Endividamento (DC)
  • Poupança corrente (PC)
  • Índice de Liquidez (IL)

Sua previsão está na Portaria Interministerial 501, de 24 de novembro de 2017.

Saiba mais em:

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La Casa de Papel 3 desafia o Estado nacional

O Príncipe de Maquiavel está na mira. Não é ficção. Não é só na Espanha. A ascensão do Estado foi uma necessidade para a viabilização da Revolução Burguesa. Naquele mundo e até os anos 1990 fez muito sentido. Hoje, após os primeiros movimentos disruptivos da Revolução Tecnológica, estamos adentrando em outro momento, de economia compartilhada e pulverizada. O B2C dando espaço ao C2C.

Começou com a primavera árabe, que parecia fazer muito sentido do ponto de vista ocidental. Reforcemos: do ponto de vista ocidental. Era fácil para nós observar de fora a rejeição ao poder desproporcional ao Estado Teocrático. Continuar lendo La Casa de Papel 3 desafia o Estado nacional