Expectativa de Selic sobe para 13%

A ata da última reunião do Copom (15 e 16/3/22) foi inequívoca: a inflação continua surpreendendo negativamente. Relatório Focus do Banco Central divulgado hoje mostra expectativa de mercado em alta para o IPCA (6,59%, 0,14 pontos percentuais de elevação em uma semana).

Com isso, o mercado já projeta nova elevação de expectativa da taxa Selic para 2022, agora em 13%, o significa nova alta semanal de 0,25 pontos percentuais. Continuar lendo Expectativa de Selic sobe para 13%

Datas das próximas reuniões do COPOM para definição da taxa SELIC

Hoje se inicia nova reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), a qual definirá a taxa de juro básica de nossa economia que estabelece a rentabilidade dos títulos públicos, a taxa SELIC.

Neste momento histórico, as reuniões voltaram ao radar dos brasileiros por seu sabor de remédio amargo: num cenário de estagnação econômica aliada à aceleração das taxas de inflação, o aumento da SELIC retrai a atividade econômica para conter a inflação, mas tem também o efeito colateral de estagnar mais ainda a economia no curto prazo – a receita de Paul Volcker continua sendo a mais recomendada. Continuar lendo Datas das próximas reuniões do COPOM para definição da taxa SELIC

Mercado eleva expectativa de Selic para 12,75%

O Relatório Focus do Banco Central divulgado hoje mostra uma elevação na expectativa do mercado para a taxa Selic em 2022, para 12,75%. Isso representa uma alta de meio ponto percentual em relação à expectativa anterior.

A alta já era esperada em função da contínua elevação na expectativa de taxas de inflação, como o IPCA/IBGE, cuja expectativa saltou de 5,65% do relatório anterior para 6,45% no atual. Continuar lendo Mercado eleva expectativa de Selic para 12,75%

A oportunidade das Parcerias Público-Privadas

Um dos entendimentos que tem atravessado ileso diversos governos recentes, é o da necessidade urgente de aumentarmos o investimento em infraestrutura no país. Ainda que todo o investimento atualmente previsto se realize no prazo esperado, será necessário ampliá-lo, em muito, para atingirmos o patamar necessário para que haja crescimento do parque instalado. O baixo investimento em infraestrutura acaba por fazer apenas, e quando muito, a manutenção do que já existe. E quando o investimento não é suficiente para isso, acabamos por perder ativos que consumiram recursos no passado, e o déficit é ampliado.

O problema, que é também o motivo pelo qual chegamos ao patamar de penúria, é composto pela crise fiscal de estados e municípios que persiste desde a crise econômica brasileira iniciada em 2013, e a (cada vez mais) baixa capacidade de investimento direto estatal. Este último fator não é exclusividade brasileira, visto que atual sociedade global e tecnológica demanda cada vez mais infraestrutura, e em crescente grau de diversificação. Nenhum Estado nacional está dando conta de resolver sozinho o problema, enquanto o setor privado se encontra altamente líquido e em busca de projetos de investimento. Foi a observação deste cenário que levou a Grã-Bretanha a começar a fazer parcerias com o capital privado para ampliar o investimento em infraestrutura sem comprometer os cofres públicos. Continuar lendo A oportunidade das Parcerias Público-Privadas