Pensamento urbanístico contemporâneo

Várias das atuais correntes predominantes no pensamento de base ao planejamento urbano internacional tiveram origens nos anos 1980 e 1990. Um dos principais motivos para isso foi o forte impulso dado pela tecnologia da informação à criação do atual contexto socioeconômico global. Entre outros elementos, as taxas de lucro das empresas dominantes cresceram, a internacionalização se acelerou a níveis inéditos, e, em decorrência, surgiram novas agendas políticas por parte dos governos. A geografia regional e urbana apresenta divisões espaciais do trabalho cada vez mais nítidas, as funções de produção foram descentralizadas pelo globo de forma extremamente flexível, enquanto as indústrias informacionais se concentraram em alguns poucos centros urbanos inovativas, como o Vale do Silício. Estes últimos, cristalizados como os centros propulsores da economia capitalista contemporânea, centralizam cada vez mais o poder de decisão de alto nível. Continue lendo “Pensamento urbanístico contemporâneo”

As cidades do futuro

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por Ricardo Trevisan

Hoje talvez seja difícil imaginar que possa virar realidade, mas o futuro é inexorável. Ele chega para todos. A habilidade de identificar a tendência que vai se concretizar daqui a algum tempo é a visão de futuro, e na verdade nem é tão difícil ter essa visão, basta um pouco de observação da atualidade, estudo da evolução histórica e treino. Alguns casos de acertos e erros até viraram lendas e mitos famosos.

As cidades têm um futuro, e nossas preocupações e desejos atuais direcionam seu desenvolvimento. Mas o desenvolvimento das cidades é lento. É tão lento que muita gente acha que ela não muda, é estática. Grande erro. Uma simples comparação visual entre fotos aéreas de dez em dez anos mostra que as cidades não são nem um pouco estáticas, são organismos vivos, crescendo ou morrendo, absorvendo e expulsando, respirando, trabalhando, trocando com o ambiente. Continue lendo “As cidades do futuro”