O que é voçoroca e suas causas

O fenômeno da voçoroca (ou boçoroca) é um processo de erosão acelerada do solo que ocorre em áreas de encostas íngremes, especialmente em regiões de solo exposto e vulnerável. A retirada da capa vegetal natural do terreno pode provocar diversos problemas ambientais, e a voçoroca é apenas um deles. Esse processo é caracterizado pela formação de sulcos profundos e largos no solo, resultando em grandes ravinas que podem ter vários metros de profundidade. Quando ocorre próximo à cidade, pode oferecer graves riscos à segurança das pessoas e à integridade da infraestrutura construída.

Suas causas estão frequentemente ligadas a fatores naturais, como chuvas intensas e desmatamento, que removem a vegetação que protege o solo e aumentam a taxa de erosão. No entanto, atividades humanas, como agricultura inadequada, desmatamento excessivo, construção irregular e práticas de pastoreio intensivo, também desempenham um papel significativo no surgimento desse fenômeno. Continuar lendo O que é voçoroca e suas causas

BIM e o processo de projeto [GA]

escritório de arquitetura

Estamos em um momento histórico de transição para um ecossistema de desenvolvimento de projetos mais colaborativo e interconectado. As ferramentas, processos e formas de trabalhar estão mudando rapidamente para uma realidade de projeto simultâneo e de interoperabilidade em tempo real. E os desafios se apresentam com a mesma rapidez em diversos aspectos. Um dos mais importantes certamente é a transformação do processo projetual, o que suscita muita discussão sobre potencialidades e limitações trazidas a reboque.

Uma vantagem óbvia deste novo cenário é a possibilidade real de avanços em um ideal que já existe há algum tempo: o do projeto integrado, ou seja, de quebra da linearidade de projetos desenvolvidos em sequências de tarefas em diferentes disciplinas e acompanhados por cronogramas em cascata. Segundo Andrade e Ruschel (2011), a forma tradicional de projetar promove uma integração parcial após a etapa de concepção arquitetônica, reduzindo o potencial que as demais disciplinas possuem de contribuir para uma concepção de excelência global. Ou seja, a concepção estrutural, de instalações, os custos etc. ficam limitados aos ganhos marginais e propostas de pequenos ganhos de eficiência. Continuar lendo BIM e o processo de projeto [GA]

As bases da crítica, segundo Montaner

Segundo Josep María Montaner, toda crítica é a emissão de um julgamento, e se desenvolve em proximidade à teoria, à estética (forma como se apresenta) e à história. Muito mais que promover ou negar, ou que estabelecer obras melhores e piores, é muito mais completa, possui desafios metodológicos e contradições internas característicos das atividades com o mais amplo sentido cultural. Por exemplo, no caso da arquitetura, o julgamento se estabelece sobre a medida em que a obra alcançou (ou não) suas finalidades: funcionalidade distributiva e social, beleza e expressão de símbolos e significados, adequados usos de materiais e técnicas, relação com o contexto urbano, o sítio de implantação e ao meio ambiente. Continuar lendo As bases da crítica, segundo Montaner

Espessuras mínimas de lajes maciças

Regra prática: espessura (h) = Lx / 40

Onde Lx = lado menor da laje.

Para lajes maciças, as espessuras mínimas são definidas pela norma ABNT NBR 6118:

  • Laje para cobertura (sem balanço): 7cm
  • Laje de piso (sem balanço): 8cm
  • Laje em balanço (ou marquise): 10cm
  • Laje suporte de veículos de passeio [1] (até 30kN): 10cm
  • Laje suporte de veículos >30kN: 12cm
  • Laje com protensão apoiada em vigas (considerando o mínimo de Lx/42 para lajes-piso biapoiadas e Lx/50 para lajes-piso contínuas): 15cm
  • Lajes lisas: 16cm
  • Lajes-cogumelo (fora do capitel): 14cm

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Peso específico, por área e tabela de aço – cálculo concreto armado

Apenas para termos à mão com facilidade:

Alvenaria de blocos de concreto: 1.400 kgf/m3
Alvenaria de tijolos de barro (maciço): 1.800 kgf/m3
Alvenaria de tijolo baiano (furado): 1.300 kgf/m3
Concreto armado convencional: 2.500 kgf/m3
Concreto simples convencional: 2.400 kgf/m3
Granito: 2.700 kgf/m3
Madeira: 480 kgf/m3 a 1.150 kgf/m3, dependendo do tipo (entre os mais usados na construção civil)
Terra compactada: 1.800 kgf/m3

Acabamento de piso: 100 kgf/m2
Acabamento de teto (revestimento): 30 kgf/m2
Assoalho de madeira: 15 kgf/m2
Impermeabilização de laje: 100 kgf/m2
Revestimento de piso em tacos com argamassa: 65 kgf/m2

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