Como obter nível de ruído de trânsito por faixa de frequência [acústica]

Para medirmos o nível de ruído, utilizamos a unidade decibel (dB), que é obtida através de um logaritmo, e por isso não possui casas decimais. Para um determinado ruído, existe um nível de ruído em dB para cada faixa de frequência.

O ruído típico de trânsito urbano possui uma “assinatura” com o seguinte aspecto (dB por faixas de frequência):

125Hz: 77dB
250Hz: 76dB
500Hz: 74dB
1000Hz: 72dB
2000Hz: 71dB
4000Hz: 66dB

Para sabermos o nível de ruído global desta “assinatura” sonora, procedemos da seguinte forma: comparamos o primeiro valor (77) com o segundo (76) para saber qual a diferença de valor entre um e outro. Caso sejam iguais ou diferindo apenas 1dB, somamos 3 ao maior valor, conforme a tabela abaixo:

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Como calcular o comprimento de onda sonora [acústica]

O som é uma vibração provocada no ar, com movimento ondulatório. A partir de um impacto, o ar se desloca e “empurra” as partículas envoltórias (esta é a crista da onda). Após este deslocamento, a tendência do fluido de manter o seu equilíbrio estático preenche o espaço de baixa pressão que foi gerado (vale da onda).

Sabemos também que a velocidade do som é de 345m/s. Ou seja, sabemos que a onda acima se desloca a uma velocidade fixa de 345 metros por segundo, independente de sua frequência. Portanto, se soubermos quantas cristas de onda passam por um determinado ponto em um segundo (frequência), saberemos a distância entre uma crista e outra (comprimento de onda).

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PPP Habitacional no horizonte

A viabilização econômica de habitação social no Brasil (e no mundo) já conta com uma nova possibilidade, e muito promissora. Até pouco tempo atrás, todas as nossas políticas habitacionais de Estado foram baseadas na propriedade de imóvel subsidiado: desde os Institutos de Aposentadorias e Pensões do Estado Novo (1937-1964, 123.995 UH), passando pela discreta Fundação da Casa Popular – FCP (1946-1964, 18.132 UH), O Banco Nacional da Habitação (1964-1986), o Programa Minha Casa Minha Vida (desde 2009).

Porém nenhum desses programas chegou nem perto de resolver o problema habitacional no país. Aliás, não chegaram nem a amenizar o déficit habitacional. Mesmo o Minha Casa Minha Vida, que viabilizou 14,7 milhões de UH até 2017, não chegou nem a estabilizar, no saldo acumulado de todo o período, uma demanda que nunca para de crescer. Ou seja, há uma conclusão óbvia de que precisamos adicionar novas possibilidades de soluções a nossa carteira de opções.

E é o que está acontecendo: o Estado, sem capacidade econômico-financeira suficiente para fazer os investimentos necessários tem se aproximado cada vez mais de investidores privados – segmento este cada vez mais líquido e à procura de projetos estáveis, seguros e minimamente atrativos. Isso acontece cada vez mais porque as opções de aplicações financeiras estão cada vez mais restritas e com retornos decrescentes. É um fenômeno mundial que já chegou por aqui.

A forma de viabilizar essa aliança de interesses de forma vantajosa ao Estado (ou seja, que não represente um custo final maior que a opção de investimento Estatal direto ou pela tradicional contratação simples de obra) tem sido a parceria público-privada. E os exemplos já existem, concretizados. Continuar lendo PPP Habitacional no horizonte

Habitação Social no Brasil: brevíssimo resumo

Conjunto Habitacional do BNH
Conjunto Habitacional do BNH

Até as primeiras décadas do século 20, não havia qualquer política habitacional de Estado no Brasil. Ainda que estivéssemos sob influência de modelos urbanos europeus, as iniciativas habitacionais de Estados liberais não foram por aqui reproduzidas. Os exemplos mais emblemáticos do norte da Europa, como os holandeses, não foram importados. Em nossa estrutura socioeconômica oligárquica e agroexportadora, e distribuição populacional predominantemente rural (até a década de 1950), as políticas urbanas seguiam um modelo nacional de não intervenção, confiando na capacidade da “mão invisível” do mercado em se auto-regular, principalmente antes da crise de 1929.

Assim sendo, as iniciativas estatais pontuais que surgiram para solucionar os frequentes problemas de epidemias de febre amarela causadas pela aglomeração de trabalhadores em habitações precárias, insalubres e com condições sanitárias extremamente degradantes limitaram-se a oferecer incentivos à iniciativa privada para a ampliação da oferta de habitação, como os incentivos à construção de vilas operárias. Quase sempre tais incentivos tiveram pouco efeito no problema e termos agregados, quase não produziram elevação da oferta, enquanto a demanda explodia em centros urbanos que se industrializavam rapidamente. Continuar lendo Habitação Social no Brasil: brevíssimo resumo

Falece o professor Silvio Macedo da FAU-USP

Comunico, com imenso pesar, o falecimento do professor Silvio Soares Macedo, do grupo de disciplinas de Paisagem e Ambiente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da FAU/USP.

Graduado em 1974, mestre em 1982 e doutor em 1988, o professor nos deixa como legado o exemplo de dedicação e generosidade de uma vida aos alunos e à Universidade de São Paulo.

Silvio Macedo faleceu vítima da covid-19. Não haverá velório. Continuar lendo Falece o professor Silvio Macedo da FAU-USP