Visão geral do BIM [GA]

Compreender o BIM passa pela compreensão ampla do empreendimento e da linguagem utilizada pelo investidor. Todos os aspectos da gestão de um empreendimento, inclusive ao do próprio escritório de arquitetura se reflete, de uma forma ou de outra, no BIM.

A concretização do ativo físico sempre tendeu a ser iniciada pelo arquiteto, mas o restante do processo era opaco para nós, porque as informações e processos eram muito compartimentados. Isso acontecia no mundo analógico e no mundo digital anterior, como o da tecnologia CAD de produção de documentos.

BIM não é um software, é um conjunto de políticas, processos e tecnologias que está criando uma nova forma de trabalhar. É muito mais um como do que um o quê. Desde o início da informatização dos processos de trabalho estamos numa mesma tendência de integração, transparência e colaboração. O BIM é apenas o coroamento deste processo no tempo presente com a utilização das possibilidades tecnológicas disponíveis. Com elas, criamos novas ferramentas, redesenhamos os processos de trabalhos e repensamos nossas políticas infra e extra-setoriais.

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Casa Butantã – Paulo Mendes da Rocha

Casa Butantã

 

Creio não haver dúvidas de que a paixão do brasileiro pelo futebol vem da nossa potência e histórico nesse campo, longe de ser nossa única fortaleza nacional. Outra potência nacional, infelizmente ainda pouco difundida de forma ampla por nossas limitações, são artefatos e registros de uma das culturas mais ricas do planeta. Riqueza esta advinda não apenas de heranças de nossa riquíssima mestiçagem étnico-cultural, mas principalmente de nossa capacidade de invenção e reinvenção de modos de viver, uma habilidade que nosso povo desenvolveu a partir da oportunidade de ingerir e digerir uma multiplicidade imensa de influências e costumes que os imigrantes das mais variadas origens trouxeram em suas bagagens, que as ondas do rádio, da TV ou a internet importaram. Continuar lendo Casa Butantã – Paulo Mendes da Rocha

Construir acima do potencial do lote é possível?

Infelizmente esse conceito tem sido divulgado com equívocos por veículos de imprensa há muitos anos. Para entender como o potencial de construção (coeficiente de aproveitamento) de um lote funciona, é preciso compreender suas regras básicas.

O coeficiente de aproveitamento (CA) diz o quanto será possível aprovar de área construída em relação ao tamanho do lote. Por exemplo, um lote de 1.000m2 com CA=2,5 permite construção de 2.500m2.

Alguns artifícios da legislação brasileira (Estatuto da Cidade) permitem que o município cobre do incorporador imobiliário o impacto do adensamento populacional sobre infraestrutura públicas (água, esgoto, transporte, equipamentos, viário etc.). A ideia é desonerar a população em geral de uma pressão exercida sobre a infraestrutura urbana existente, de forma a desestimular a especulação imobiliária (retenção de terrenos vazios) e funcionar como mecanismo compensatório a favor da justiça social urbana.

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Novo ARki 10 [GA]

Os desenvolvedores do ARki acabam de anunciar uma atualização (versão 10) já disponível para download (aqui). O ARki 10 inclui vários novos aprimoramentos de recursos para criar experiências interativas de Realidade Aumentada (RA). Esta atualização foi desenvolvida em colaboração com a Network Rail e o escritório 7N architects para mostrar seu modelo de estação HUB vencedor projetado como um kit de peças.

ARki 10

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Lucro é resultado [GA]

O lucro líquido de uma empresa é o resultado de sua operação em determinado período, e é um valor apurado ao seu término, nunca determinado ex ante. Qualquer determinação prévia de lucro não faz sentido numa economia de mercado. Também não há sentido em discursos de determinação de metas de resultado que não considerem o custo de oportunidade do capital investido.

Diversos métodos populares de precificação de serviços de arquitetura, entre os quais se inclui a Tabela de Honorários do CAU, sugerem a inclusão de uma determinada margem arbitrária sobre o custeio para a definição do preço. Mas os preços são definidos no livre encontro entre ofertantes e demandantes no mercado. Cada contrato será fechado num preço específico, principalmente em setores de serviços complexos, intelectuais e criativos. E cada empresa terá uma estrutura de custos também específica, o que gera um resultado (lucro ou prejuízo) para cada contrato.

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