Existem diversos ângulos pelos quais podemos observar o papel do custo de capital na determinação da taxa de desconto do fluxo de caixa, seja para a finalidade que for: avaliar um empreendimento, consruir um plano de negócios, estudar a viabilidade de um negócio ou modelar uma nova oportunidade para o mercado.
A literatura de avaliação de empresas (valuation) não parece ter qualquer dúvida sobre a questão e afirma recorrentemente o custo de capital como a taxa à qual o fluxo de caixa deveria ser descontado para que possamos conhecer o valor presente de uma série de montantes financeiros. O motivo para isso é simples: esta é a taxa com a qual são comparados os retornos sobre o capital investido para verificar se o empreendimento está gerando valor. Em outras palavras: o capital investido deveria ter um retorno mínimo igual ao custo de capital para que este investimento faça sentido e seja viável e atraente ao investimento.
O custo de capital não é um custo financeiro, de caixa, mas um custo de oportunidade. Está baseado no quanto os investidores obteriam se investissem os recursos de outra forma ao mesmo nível de risco – lembrando que apenas os riscos diversificáveis (não sistemáticos) afetam o custo de capital do empreendimento.
Assim, qualquer empresa ou empreendimento deveria investir em todas as oportunidades que gerem retornos iguais ou superiores a este custo de capital, a menos que o projeto seja tão grande que possa ameaçar a viabilidade da empresa como um todo. Tirando esses casos, o investimento vale a pena e deveria ser feito, do ponto de vista econômico-financeiro, uma vez que o custo de capital é o preço que os investidores cobram pelo risco que assumem.
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