Conhecimento não é mais suficiente [GA]

Quando comecei este blog há 15 anos, meu objetivo era a divulgação de conhecimento sobre a relação entre arquitetura, urbanismo, design (AUD) e gestão, mercado e, posteriormente, planos de negócios. Na época, o que havia de mais impressionante era a possibilidade de se transmitir e capturar informações e conhecimento pela internet. YouTube, Google e redes sociais eram a coqueluche e o fetiche do momento. Mas aquele mundo mudou muito, e tive que redirecionar a missão deste blog para que ele fizesse sentido no atual mundo de inteligência artificial (IA) e biologia sintética.

Hoje, o mais importante não é mais carregar informações ou conhecimento para ninguém porque isso é feito em fração de segundo por qualquer mecanismo de IA, a qual faz isso para meu leitor e acessando muitas bases, rapidamente. O desafio agora é apoiar meus leitores a fazer o pedido de forma mais eficiente, eficaz e efetiva. Ou seja, é mais importante ter o conhecimento de base dos mesmos assuntos que listei acima, ter uma leitura ampla do que acontece agora no mundo e nos ambientes técnicos e gerenciais de nosso setor, e saber como a IA organizará a busca. Continuar lendo Conhecimento não é mais suficiente [GA]

Startarq: arquitetura, urbanismo e a inteligência digital [GA]

Startarq

O mundo da arquitetura mudou muito com a adoção da inteligência artificial (IA), e muitos escritórios ainda não se deram conta. A ficção científica não é mais o amanhã, já estamos nela. Conversar com máquinas é trivial, gêmeos digitais ordenam ações de manutenção e operação em edifícios, a IA otimiza fluxos de pessoas em edifícios escalonando horários de saída para o almoço, obras são coordenadas sem a presença de seres humanos, máquinas se comunicam entre si pela internet das coisas. Este livro procura auxiliar as equipes e gestores apontando alguns referenciais e possíveis caminhos neste oceano turbulento em que vivemos.

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Migrando para o BIM gratuito [GA]

Solare Guia de software livre para arquitetura

O CAU/BR divulgou recentemente um Guia de softwares livres para arquitetos e urbanistas, desenvolvido pela Solare. O guia é bastante didático e interessante, e aborda a migração para possibilidades gratuitas aos colegas para desenvolvimento e apresentação de projetos, tais como o Blender BIM e o FreeCAD. Continuar lendo Migrando para o BIM gratuito [GA]

Reforma tributária e os arquitetos: status atual [GA]

Os arquitetos e urbanistas conquistaram uma decisão importante no último dia 10 de julho, com a manutenção da redução das alíquotas de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) em 30% para os serviços prestados por profissionais “intelectuais de natureza científica, literária ou artística” sujeitos à fiscalização pelos conselhos profissionais – definição que inclui arquitetura e urbanismo.

O IBS substituirá os atuais PIS, Cofins, ISS, ICMS e IPI, simplificando a intricada constelação de tributos que existe hoje no país. A ideia é se aproximar do que se pratica em muitos países do mundo (a exemplo de nossos países vizinhos na América Latina) de haver apenas uma tributação principal sobre Valor Agregado (IVA). Porém. para se adequar à nossa Constituição Federal e à realidade brasileira, a Reforma Tributária em tramitação no Congresso Nacional neste momento dividiu este conceito em duas espécies tributárias: Imposto (IBS) e Contribuição (CBS). Continuar lendo Reforma tributária e os arquitetos: status atual [GA]

Os problemas selvagens

Wicked problems

Eles são mais comuns do que muita gente imagina, e é muito provável que você esteja lidando com pelo menos um deles agora mesmo. Um “problema selvagem” (que não é exatamente a melhor tradução do original wicked problem) é aquele que não se apresenta por completo quando você precisa já dar uma resposta, uma primeira proposta de solução. A cada tentativa de solução, o problema se desenha um pouco melhor, e assim sucessivamente, até chegar a um nível satisfatório de aderência (ou ao fim de recursos e de tempo).

Qualquer atividade laboral que lida com grandes indefinições também lida, por consequência, com problemas selvagens. E quando lidamos com este tipo de desafio, não conseguimos planejar de forma linear o o processo de desenvolvimento de uma solução. Se faz necessário entender que obrigatoriamente estabelecemos uma espécie de diálogo com o problema. Portanto, o planejamento deste tipo de trabalho demanda outro prisma de observação – o qual Barros e Sakurai (2016) chamaram de enfoque reflexivo em oposição ao tradicional enfoque racional. [1] Continuar lendo Os problemas selvagens