Definição de incorporadora

Definição de incorporação imobiliária: art. 28, parágrafo único da Lei nº 4.591/64

Incorporação imobiliária é a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção, para alienação total ou parcial, de edificações ou conjunto de edificações compostas de unidades autônomas.

Saiba mais:

Estudo de viabilidade econômico-financeira de empreendimentos imobiliários

Os erros dos condomínios horizontais em São Paulo

DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS NA FORMA DA LEI. CITE A FONTE.
por Ricardo Trevisan
Os condomínios horizontais (condomínios de casas) surgiram na mente do consumidor durante os anos 1980 com a divulgação de empreendimentos do tipo Alphaville, na forma de grandes loteamentos fechados de alto padrão. Apesar deste modelo ter tido sucesso e se desenvolvido por todo o país, não é o mais comum de São Paulo. Aliás, nem é exatamente um “condomínio” a rigor. Os condomínios, em geral, estão num único lote, onde cada unidade autônoma possui uma quota parte do terreno, tal como ocorre em condomínios verticais (prédios de apartamentos).
A legislação municipal (em especial a lei de vilas) permitiu, a partir de meados dos anos 1990, a viabilização econômico-financeira de Continuar lendo Os erros dos condomínios horizontais em São Paulo

Concentração do mercado de incorporação imobiliária

DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS NA FORMA DA LEI. CITE A FONTE.

Por Ricardo Trevisan

Comparando os dados de market share das incorporadoras imobiliárias no Brasil nos últimos cinco anos, fica evidente a tendência à concentração de mercado neste setor (ou, como preferem alguns seguidores da estranha tradução de Michael Porter para o português, nessa “indústria”).  Este fato confirma uma tendência global de qualquer indústria à oligopolização de mercados.

No caso das incorporadoras brasileiras, devemos essa concentração a uma série de fatores que transformou esse setor nos últimos anos: o amadurecimento dos players com a abertura de capital, o investimento estrangeiro em empresas locais, os fundos de investimento imobiliário, a securitização de recebíveis imobiliários e novas oportunidades que exigem capital intensivo (num nível inédito para as incorporadoras tupiniquins).

Até algum tempo atrás acreditava-se que alguns setores nunca seriam atingidos por tendências globais como oligopolização e internacionalização. Naquela época utilizava-se o exemplo das lavanderias. A 5-a-Séc acabou com o exemplo que se acredita seguro e acima de qualquer alteração.

Será que nossas incorporadoras estão de olho nas 5-a-Séc da construção civil?

Saiba mais:

Estudo de viabilidade econômico-financeira de empreendimentos imobiliários

O ambiente imobiliário brasileiro

por Ricardo Trevisan

O ano de 2008, até o mês de setembro, foi muito positivo para as incorporadoras brasileiras, em prosseguimento a uma tendência de crescimento do mercado imobiliário iniciada em anos anteriores devido a vários fatores, alguns deles abaixo descritos.

Nesse período, houve ampliação de oferta de crédito para a construção civil e para a aquisição da casa própria. Houve também extensão das políticas públicas do governo federal para a redução do déficit habitacional brasileiro (estimado em 8 milhões de unidades habitacionais[1]).

Simultaneamente à crescente oferta de crédito, o país começou a vivenciar uma redução das taxas básicas de juros. Entre setembro de 2005 e março de 2008, a taxa Selic (meta) caiu de 19,75% a.a. para 11,25% a.a.[2]. Como resultado desses dois fatores, uma parcela maior da população passou a ter acesso ao financiamento bancário para a aquisição da casa própria, principalmente os segmentos mais populares que ficaram sem alternativas viáveis após a extinção do Banco Nacional da Habitação – BNH em 1986. Este segmento representa, teoricamente, um mercado de rentabilidade menor, porém Continuar lendo O ambiente imobiliário brasileiro

Por que não devo usar a TIR?

Um investidor desavisado das falhas das técnicas tradicionais de fluxos de caixa (descontando parcelas futuras) pode tomar decisões baseadas em julgamentos equivocados a respeito da avaliação das diversas opções disponíveis ou estimativas inapropriadas de inflação e risco. A alocação de recursos a longo prazo envolve um tradeoff entre recursos presentes e recursos futuros. Até mesmo a melhor técnica de análise pode produzir resultados errôneos se for aplicada incorretamente.

A dificuldade do VPL é a necessidade de Continuar lendo Por que não devo usar a TIR?