Barcelona para arquitetos

Dividi este texto em algumas partes para facilitar a leitura:

Contexto
Principais obras
Obras adicionais
Livrarias
Refeições, transporte e hospedagem

As dicas abaixo foram construídas a partir de uma estadia de aproximadamente dez dias em Barcelona, sem incluir deslocamentos para localidades próximas, nem mesmo a Badalona. É uma sugestão de roteiro a ser feito sem pressa, com tempo suficiente para vivenciar com calma cada uma das obras e localidades.

Contexto

Antes de correr pela Ensanche de Cerdá ou ir às obras emblemáticas de Gaudí pela cidade, se houver tempo disponível, recomendo que inicie o roteiro pela compreensão da Catalunha e de um básico de sua história. Para isso, sugiro iniciar o primeiro dia completo em Barcelona pelo Museu de História da Catalunha (Estação Barceloneta do metrô, Linha 4 – Amarela). Além de auxiliar na construção de um contexto mental para o que será visto na cidade, a exposição é muito bem montada, com uma museografia competente, também expõem uma bela e rica história dessa região, a qual se sobrepõe parcialmente à da Espanha enquanto nação. Havendo a possibilidade, considero esta visita essencial. Os textos estão em catalão, mas é possível compreender muita coisa por ser uma língua próxima ao português.

Museu de História da Catalunha – plano de pisos

Após o almoço, sugiro mergulhar e “se perder”pelo Bairro Gótico a partir deste quadrante, de forma a sentir a espacialidade urbana de Barcelona da época da cidade murada. Fica muito mais fácil entender a demanda pela cidade moderna, ampla, aerada e regular da Ensanche a partir dessa vivência.

Aproveite a oportunidade para visitar o Mercado Born, uma estrutura que atualmente abriga ruínas da cidade antiga em suas bases. Nessa visita é possível perceber o antigo arruamento e um curioso desalinhamento geométrico entre a cidade antiga e a atual. Também estão visíveis sistemas hidráulicos de escoamentos públicos. Não deixe de entrar, a visualização das ruínas é gratuita.

Mercado Born e as ruínas da cidade antiga

Continuar lendo Barcelona para arquitetos

CAPEX intelectual e o ativo intangível [GA]

O tratamento contábil de ativos físicos pode ser incompatível com a contabilização dos ativos intangíveis, e isso nos afeta sobremaneira. Os ativos intangíveis são responsáveis por grande parte do valor de mercado das empresas, e se manifestam na forma de força da marca, tecnologia, profissionais de alta qualificação e conhecimento da força de trabalho, para elencar apenas alguns exemplos.

Ona BCN

Os primeiros princípios da contabilidade sugerem uma regra simples para diferenciar despesas de capital (CAPEX) das despesas operacionais (OPEX): qualquer despesa cujos benefícios se prolongarão por muitos anos é despesa de capital (CAPEX). E qualquer despesa cujos benefícios se encerram durante o ano em curso, é despesa operacional (OPEX). [1] Continuar lendo CAPEX intelectual e o ativo intangível [GA]

PPP Habitacional no Brasil – Segunda Edição

A Segunda Edição deste trabalho é anunciada com muita satisfação por diversos motivos. O principal deles certamente é o recente processo de amadurecimento e crescimento do número de iniciativas brasileiras, em especial as recentes licitações do município de São Paulo e os novos projetos de locação social financiados pelo Governo Federal, por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil. Estes últimos decorrem do Decreto Federal 10.678/2021.

Os municípios possuem à sua disposição este modelo de contratação administrativa que permite reduzir o déficit habitacional local por meio de investimentos privados e associados à prestação de serviços públicos de excelência no longo prazo. Além disso, essa modalidade de desenvolvimento habitacional permite a recuperação de edifícios abandonados em áreas urbanas centrais e o efetivo desenvolvimento social das famílias.

O contrato de PPP traz inúmeras vantagens ao poder público municipal, desde a garantia de que não haverá nenhum desembolso público até que a obra esteja pronta e em condições de moradia e operação, até a de que o concessionário responsável pela construção, manutenção, segurança, limpeza e desenvolvimento social terá sua remuneração condicionada à qualidade do serviço prestado. Isso revoluciona o conceito de obras e prestação de serviços públicos no Brasil, e explica a enorme procura dos municípios por este tipo de contratação nos mais variados setores.

Este novo trabalho incorpora aprendizados recentes de boas práticas e traz mais algumas informações consolidadas do mercado de PPP e concessões, em especial no que diz respeito à modelagem econômico-financeira desses projetos. Continuar lendo PPP Habitacional no Brasil – Segunda Edição

Contas nacionais: resumo do cálculo para comércio exterior

Introdução à economia Gregory Mankiw

As contas nacionais, no que se refere ao comércio exterior, podem ser resumidas da seguinte forma:

balança comercial é obtida pela diferença entre Exportações FOB [1] (soma) e Importações FOB (subtrai).

(+) Exportações FOB
(-) Importações FOB
(=) Balança Comercial (A)

Balanço de transações correntes ou Saldo de conta corrente parte do resultado da Balança Comercial (A) e adiciona a consideração de Serviços e rendas (B) e as Transferências unilaterais correntes (C).

Os Serviços e rendas (B) incluem fretes, seguros, transferências de lucros, viagens, juros e royalties.

As Transferências unilaterais correntes (C) são as remessas internacionais de recursos realizadas por indivíduos. Envio de dinheiro do exterior a familiares, por exemplo, se enquadra nesta categoria.

(+/-) Resultado da Balança Comercial (A)
(+/-) Serviços e rendas (B)
(+/-) Transferências unilaterais correntes (C)
(=) Balanço de transações correntes ou Saldo de conta corrente (D) Continuar lendo Contas nacionais: resumo do cálculo para comércio exterior

Série Gestão Arquitetônica começa agora [GA]

Bom dia, queridos leitores!

Conforme anunciei em 24 de janeiro passado, hoje darei início a uma série de textos específicos sobre a administração do escritório de arquitetura. Apesar de já ter publicado alguns textos sobre esse assunto no passado (veja aqui), percebi que o assunto, tão caro para mim, estava ficando em segundo plano no blog. A vacina para esse equívoco começa agora.

Atualmente, o assunto vem sendo tratado internacionalmente sob o título Gestão Arquitetônica (GA), o que explica a título desta série de textos. Apesar de ser um tema relativamente recente nas discussões em nosso campo profissional no Brasil, o assunto Architectural Management vem sendo discutido na Grã-Bretanha desde 1964, e aparece com este título em artigos científicos do início da década de 1990. Continuar lendo Série Gestão Arquitetônica começa agora [GA]