Clayton Alderfer desenvolveu trabalhos sobre a teoria da hierarquia de necessidades de Maslow, e propôs, em 1969, novo arranjo para as necessidades eliminando a hierarquização rígida e classificando-as em três grupos. Esta é a teoria ERG, de existência, relacionamento e crescimento:
- Grupo de necessidades de existência: são os requisitos materiais básicos, equivalente às necessidades fisiológicas e de segurança de Maslow;
- Grupo de necessidades de relacionamento: diz respeito ao desejo humano de manter relações interpessoais, pois o desejo de status e sociabilidade depende de conexões com outras pessoas, equivalente às necessidades sociais de Maslow e aos seus componentes externos classificados como estima;
- Grupo de necessidades de crescimento: se refere ao desenvolvimento pessoal, equivalente aos componentes intrínsecos do que Maslow classificou como estima e à necessidade de autorrealização.
Além da diferente categorização, a teoria de Alderfer evolui a teoria de Maslow ao identificar que mais de uma necessidade pode estar ativa ao mesmo tempo, e que se uma necessidade de nível superior for reprimida, o desejo de satisfazer outra de nível inferior aumentará. Alderfer foi um dos pioneiros a observar que a progressão da hierarquia de Maslow não é tão rígida.
Além disso, a teoria ERG também identificou um mecanismo de compensação do indivíduo: quando uma necessidade de nível alto é frustrada, aumenta o desejo de atender a uma necessidade de nível baixo (dimensão de frustração-regressão). Essa proposição também é contrária à teoria de Maslow, a qual dizia que a pessoa permaneceria em determinado nível até que a necessidade fosse atendida.
Stephen P. Robbins considera a teoria ERG mais aderente que a de Maslow ao atual conhecimento das diferenças entre os indivíduos, e nos lembra que pessoas em contextos culturais diferentes classificam as necessidades pessoais de maneiras diferentes.
Voltaremos ao assunto.
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