Os problemas selvagens

Wicked problems

Eles são mais comuns do que muita gente imagina, e é muito provável que você esteja lidando com pelo menos um deles agora mesmo. Um “problema selvagem” (que não é exatamente a melhor tradução do original wicked problem) é aquele que não se apresenta por completo quando você precisa já dar uma resposta, uma primeira proposta de solução. A cada tentativa de solução, o problema se desenha um pouco melhor, e assim sucessivamente, até chegar a um nível satisfatório de aderência (ou ao fim de recursos e de tempo).

Qualquer atividade laboral que lida com grandes indefinições também lida, por consequência, com problemas selvagens. E quando lidamos com este tipo de desafio, não conseguimos planejar de forma linear o o processo de desenvolvimento de uma solução. Se faz necessário entender que obrigatoriamente estabelecemos uma espécie de diálogo com o problema. Portanto, o planejamento deste tipo de trabalho demanda outro prisma de observação – o qual Barros e Sakurai (2016) chamaram de enfoque reflexivo em oposição ao tradicional enfoque racional. [1] Continuar lendo Os problemas selvagens

Um dia histórico para a FAUUSP

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Ontem, 13 de dezembro de 2016, foi um marco para a história a faculdade que me formou arquiteto e urbanista. Referência nacional de excelência em pesquisa e ensino, a instituição ainda é, infelizmente, um tanto estanque a um assunto importante e absolutamente necessário para a sobrevivência do arquiteto recém-formado: a organização de sua prática profissional numa economia de mercado. Por diversos motivos que não serão aqui tratados, qualquer menção a aproximar a atividade do arquiteto de práticas de mercado costuma ser veementemente criticada nas dependências da instituição.

Mas algo diferente ocorreu ontem. Continuar lendo Um dia histórico para a FAUUSP