Mil anos de mangá

Muito antes de nosso mundo ocidental narrar histórias com desenhos, o Japão já o fazia. Séculos antes de Yellow Kid ter textos escritos de falas escritos em sua roupa, o Japão já desenvolvia os atuais balões de histórias em quadrinhos. Quase um milênio antes de Walt Disney desenhar figuras de animais com corpos e comportamentos hominídeos, o Japão já o tinha feito nos famosos rolos pintados que narram histórias sequenciais.

 

 

Mil anos de mangá é um trabalho de primeira linha que traz um amplo contexto para o enorme sucesso da arte pop nipônica em escala global. Mais que isso, mostra como essa vanguarda foi influenciada e depois influenciou as tendências ocidentais.

É fato conhecido que a arte japonesa foi muito observada pelos modernistas ocidentais que buscavam fugir do academicismo e criar algo novo. Este livro mostra porque o Japão, também influenciado pelo mesmo academicismo europeu, tinha também uma força própria de desenvolvimento objetivo, sintético, desvinculada do mainstream artístico europeu.

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Contexto do desenho do escritório de arquitetura [GA]

O plano de negócios do escritório de arquitetura precisa ser orientado pela estratégia do negócio e por seu contexto operacional. Observe que esse contexto, uma das variáveis críticas, está em constante transformação, o que reforça a necessidade de reavaliação constante do desenho organizacional. Além disso, as demandas do contexto não costumam chegar em pacotes simples, o mais comum é que o escritório de arquitetura esteja constantemente sendo pressionado a responder a várias demandas simultâneas.

Um bom exemplo disso tem sido a adoção do BIM, que demanda aquisição de conhecimentos e habilidades técnicas simultâneas ao rápido desenvolvimento regulatório do setor de arquitetura, engenharia e construção (AEC) para as tecnologias, políticas e processos do próprio BIM. Portanto, como o contexto não é estático, o desenho precisa ser adaptável, flexível. E aqui vem uma boa notícia: um levantamento feito pelo arquiteto Daniel Fleming Collaço em seu trabalho final de graduação na FAU-USP indica que já existem escritórios de arquitetura fazendo isso. Continuar lendo Contexto do desenho do escritório de arquitetura [GA]

Variáveis humanas nas organizações [GA]

Existe muito conhecimento acumulado pelo campo do comportamento organizacional com imenso potencial de contribuir no desafio de gerir pessoas em qualquer tipo de organização. Tal conhecimento também tem a missão de melhorar objetivamente o ambiente organizacional de forma a proporcionar maior produtividade e qualidade com mais tranquilidade para gestores e equipes.

Mas ambiente organizacional não é um objeto fácil de se observar e medir, então o fazemos por meio de variáveis objetivas para isso. Algumas dessas variáveis são:

  • Absenteísmo: o não-comprometimento da pessoa com o trabalho de forma ampla. Se reflete em elevação na ocorrência de ausências não-programadas, muitas saídas por motivos de saúde, redução de jornada não provocada pelo escritório, por exemplo. O impacto na produtividade da organização é imediato e direto, mas tais ocorrências também exercem impactos indiretos sobre os demais membros das equipes; Continuar lendo Variáveis humanas nas organizações [GA]

Arquitetos titulares enquanto gestores de pessoas [GA]

Os arquitetos titulares dos escritórios brasileiros raramente se identificam com o papel de executivo de uma organização empresarial ou de uma instituição sem fins lucrativos. Porém, acumulam todas as funções deste papel. Deste posto dependem funções primordiais à sobrevivência no longo prazo, tais como a criação de uma visão motivadora, a inspiração à equipe, a proposição de desafios que valem a pena, a visão de que as pessoas do escritório estão participando de algo muito maior que elas próprias e maior que a soma das individualidades dos profissionais envolvidos.

Também cabe a este papel compreender que cada pessoa traz uma visão subjetiva ao trabalho e enriquece o grupo. É necessário identificar e compreender as pessoas para que o todo funcione bem. Habilidades como liderança e comunicação são fundamentais a quem se propõe a liderar um escritório. Continuar lendo Arquitetos titulares enquanto gestores de pessoas [GA]

A PPP Habitacional de locação social de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo publicou recentemente o material editalício para consulta pública do projeto de PPP Habitacional com Locação Social, que tem o objetivo de abrigar pessoas em situação de desabrigo, moradores de rua ou na iminência de chegarem a essa situação. A locação social tem sido uma possível solução habitacional aventada em diversas instâncias, incluindo a academia e movimentos sociais de moradia, por diversos motivos:

  • É um modelo que potencializa a capacidade de atendimento do Estado, em especial quando é construído por meio de parcerias público-privadas, no qual o Estado não precisa desembolsar de imediato todos os custos de implantação dos empreendimentos habitacionais. Com o recurso público utilizado num empreendimento típico do Minha Casa Minha Vida aquisição, é possível fazer 18 (dezoito) empreendimentos idênticos para locação social [1];
  • Contribui para a construção de um parque habitacional público no Brasil, o que praticamente ainda não existe;
  • Os programas de locação social têm tido bons resultados em outros países, incluindo alguns cultural e economicamente parecidos com o nosso, como Argentina, Uruguai, Chile, México e África do Sul. Por este mesmo motivo, esses programas têm sido ampliados nesses países;
  • A locação social não “prende” a família carente a um determinado ponto do território, permitindo maior flexibilidade em casos de mudança de local de emprego ou de fonte de renda;
  • O modelo possibilita a ocupação de imóveis desocupados nos centros urbanos de grandes cidades, contribuindo para a revitalização urbana de regiões bem dotadas de infraestrutura e reduzindo a pressão por espraiamento urbano, um problema associado a redução de áreas verdes periféricas, grandes impactos ambientais pela necessidade de transporte de longas distâncias e pressão sobre os cofres públicos por investimentos em equipamentos sociais periféricos novos.

O modelo de concessão proposto pela Prefeitura de São Paulo é de concessão administrativa que inclui a prestação de serviços de gestão predial, gestão operacional dos empreendimentos e gestão administrativa de beneficiários (incluindo trabalho técnico social) pelo prazo de 35 anos. É bom lembrar que tais serviços de longo prazo não existem nos programas tradicionais de aquisição de moradias, como foi feito no Minha Casa Minha Vida até 2018, por exemplo. A proposta de Prefeitura inclui ainda a previsão de apoio à regularização fundiária de todos os imóveis objeto da concessão, eliminando problemas que tivemos no Brasil com iniciativas como as dos IAPs (1937-1964). Continuar lendo A PPP Habitacional de locação social de São Paulo