Volum3: o fluxo de trabalho do amanhã [GA]

Num futuro muito próximo (ou ainda hoje mesmo), o fluxo do trabalho intelectual deixará de ser feito por meio de e-mails, planilhas, editores de texto e de anotações com hiperlinks soltos. Trabalhar colaborativamente significará estar num ambiente estruturado de fluxos de trabalho e de dados, no qual o trânsito de informações respeitará protocolos e requisitos pré-estabelecidos.

Além disso, o ambiente digital de trabalho será interconectado e fluido entre diversos aplicativos de colaboração. O objeto do trabalho, ou seja, os arquivos eletrônicos que melhor traduzam o que é seu resultado principal estará centralizado e ao mesmo tempo compartilhado com todos os colaboradores envolvidos. E tudo isso será tão natural e corriqueiro que não nos daremos conta, da mesma forma que hoje não nos damos conta dos protocolos e padrões de internet que usamos diariamente para simplesmente trabalhar.

Nesse contexto nascente, informações geradas em reuniões de trabalho não estarão mais apartadas dos sistemas onde o trabalho é, de fato, desenvolvido. Traduzir atas de reuniões para informações de entrada (inputs) do processo de desenvolvimento de um projeto não fará sentido, porque as próprias reuniões deverão fazer parte desse contexto digital de desenvolvimento total. Para isso, utilizaremos ferramentas adequadas para esses registros dentro dos mesmos ambientes digitais de desenvolvimento do trabalho em si. Continuar lendo Volum3: o fluxo de trabalho do amanhã [GA]

Equivalência entre dimensões para cálculo estrutural

Apenas para ter facilmente à mão:

1 kgf = 10 N (aprox.)
100 kgf = 1 kN (aprox.)
1 MPa = 10 kgf/cm2 (aprox.)
1 Pa = 1 N/m2 (aprox.)
1 tfm = 10 kNm
1 tf = 1.000 kgf = 10 kN Continuar lendo Equivalência entre dimensões para cálculo estrutural

BIM nas concessões públicas e contratos de PPP

Os processos BIM, ao contrário do que acontecia com o CAD, não se encerram no as built da obra. O BIM vai muito além da construção e entrega do ativo (edifício, sistema urbano, infraestrutura etc.), estabelece um banco de dados customizável, aberto e, ao mesmo tempo, padronizado para a manutenção, operação, reformas e até encerramento da vida útil do espaço construído. É perfeito para o gerenciamento de longo prazo da construção e de todos os seus equipamentos, instalações, sistemas e componentes.

Em quase todos os casos, o BIM permeia diversos contratos firmados entre o promotor daquele ativo e diversos contratados diferentes, incluindo mas não se limitando a projetos, construções, instalações, manutenção, operação e financiamento.

Isso acontece em quase todos os casos. Existe uma modalidade de contrato administrativo muito difundida no mundo, em expansão, e cada vez mais comum no Brasil, no qual todo esse conjunto de contratações é direcionado a um único contratado de longo prazo: são os contratos de concessões públicas e parcerias público-privadas (PPP). Nestes contratos, um conjunto de fornecedores diferentes costumam se consorciar numa única sociedade de propósito específico (SPE) para prestar esses serviços ao Estado no longo prazo, e ficam responsáveis por todo o ciclo do ativo, assumindo seus riscos, desde a concepção do projeto executivo até a reversão do ativo público décadas depois. Continuar lendo BIM nas concessões públicas e contratos de PPP

Barcelona para arquitetos

Dividi este texto em algumas partes para facilitar a leitura:

Contexto
Principais obras
Obras adicionais
Livrarias
Refeições, transporte e hospedagem

As dicas abaixo foram construídas a partir de uma estadia de aproximadamente dez dias em Barcelona, sem incluir deslocamentos para localidades próximas, nem mesmo a Badalona. É uma sugestão de roteiro a ser feito sem pressa, com tempo suficiente para vivenciar com calma cada uma das obras e localidades.

Contexto

Antes de correr pela Ensanche de Cerdá ou ir às obras emblemáticas de Gaudí pela cidade, se houver tempo disponível, recomendo que inicie o roteiro pela compreensão da Catalunha e de um básico de sua história. Para isso, sugiro iniciar o primeiro dia completo em Barcelona pelo Museu de História da Catalunha (Estação Barceloneta do metrô, Linha 4 – Amarela). Além de auxiliar na construção de um contexto mental para o que será visto na cidade, a exposição é muito bem montada, com uma museografia competente, também expõem uma bela e rica história dessa região, a qual se sobrepõe parcialmente à da Espanha enquanto nação. Havendo a possibilidade, considero esta visita essencial. Os textos estão em catalão, mas é possível compreender muita coisa por ser uma língua próxima ao português.

Museu de História da Catalunha – plano de pisos

Após o almoço, sugiro mergulhar e “se perder”pelo Bairro Gótico a partir deste quadrante, de forma a sentir a espacialidade urbana de Barcelona da época da cidade murada. Fica muito mais fácil entender a demanda pela cidade moderna, ampla, aerada e regular da Ensanche a partir dessa vivência.

Aproveite a oportunidade para visitar o Mercado Born, uma estrutura que atualmente abriga ruínas da cidade antiga em suas bases. Nessa visita é possível perceber o antigo arruamento e um curioso desalinhamento geométrico entre a cidade antiga e a atual. Também estão visíveis sistemas hidráulicos de escoamentos públicos. Não deixe de entrar, a visualização das ruínas é gratuita.

Mercado Born e as ruínas da cidade antiga

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Histórico de desenvolvimento do BIM [GA]

 

1957: Surge o primeiro software tipo CAM para fabricação, desenvolvido por Patrick J. Hanratty.

1962: o conceito se expande, e surge uma descrição do que seria o “arquiteto do futuro” a partir do “aumento do intelecto humano” com o apoio de máquinas.

1974: Chuck Eastman, considerado “pai do BIM” lança uma iniciativa pioneira de sistemas. Com isso, dá importante contribuição que alguns autores consideram o primeiro passo de seu longo processo de desenvolvimento.

1975: Charles Eastman descreve o que seria o Building Description System (BDS), com ideias de design paramétrico, representações 3D de alta qualidade, tudo num único banco de dados integrado para análise visual e quantitativa.

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